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Exportações brasileiras avançam 43,8% na 2ª semana de janeiro e garantem superávit de US$ 4,1 bilhões

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A balança comercial brasileira iniciou 2026 com desempenho positivo. Na segunda semana de janeiro, o país registrou superávit de US$ 2 bilhões, resultado de US$ 7,2 bilhões em exportações e US$ 5,2 bilhões em importações, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No acumulado do mês até o momento, as exportações somam US$ 10 bilhões, enquanto as importações totalizam US$ 5,9 bilhões, o que representa um saldo positivo de US$ 4,1 bilhões.

Exportações disparam e importações recuam

A média diária das exportações brasileiras nas duas primeiras semanas de janeiro chegou a US$ 1,7 bilhão, o que representa alta de 43,8% em comparação com o mesmo período de 2025, quando o valor médio era de US$ 1,154 bilhão.

Por outro lado, as importações caíram 7%, com média diária de US$ 974,86 milhões neste ano, contra US$ 1,048 bilhão em janeiro de 2025.

Corrente de comércio total cresce quase 20%

Somando exportações e importações, a corrente de comércio (fluxo total de trocas comerciais) atingiu US$ 2,635 bilhões por dia até a segunda semana do mês. Esse resultado representa alta de 19,6% em relação à média de janeiro do ano passado.

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O saldo médio diário da balança comercial ficou em US$ 685,6 milhões, reforçando o desempenho positivo do comércio exterior brasileiro neste início de ano.

Desempenho por setor: indústria extrativa lidera crescimento

Entre os setores exportadores, todos registraram crescimento na comparação anual:

  • Agropecuária: alta de 32,5%, com aumento médio de US$ 55,96 milhões;
  • Indústria extrativa: avanço expressivo de 82,3%, equivalente a US$ 274,11 milhões adicionais;
  • Indústria de transformação: crescimento de 27%, somando US$ 173,41 milhões a mais na média diária.
Importações recuam na agropecuária e indústria extrativa

Nas importações, o movimento foi inverso. A média diária apresentou queda em todos os principais setores:

  • Agropecuária: recuo de 26,2% (-US$ 7,32 milhões);
  • Indústria extrativa: redução de 34,6% (-US$ 17,37 milhões);
  • Indústria de transformação: leve retração de 4,6% (-US$ 44,64 milhões).
Panorama: 2026 começa com ritmo acelerado nas exportações

O desempenho da balança comercial nas primeiras semanas de 2026 indica um ritmo forte nas exportações brasileiras, impulsionado pela valorização de produtos industriais e pelo bom desempenho da agropecuária e da indústria extrativa. O resultado reforça as expectativas de crescimento nas vendas externas ao longo do ano.

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Balança Comercial 2º Semana de jezembro/2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026

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O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.

De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.

Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto

No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.

O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.

Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.

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Menor produção pode aumentar dependência de importações

A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.

As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.

No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.

No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.

Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais

Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.

Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.

Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.

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Paraná enfrenta resistência para novas altas

No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.

Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.

O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.

Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.

Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses

Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.

A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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