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Exportações brasileiras de açúcar somam 1,56 milhão de toneladas na primeira semana de fevereiro

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As exportações de açúcar pelos portos brasileiros devem alcançar 1,564 milhão de toneladas nas próximas semanas, de acordo com levantamento da agência marítima Williams Brasil. O relatório, referente à semana encerrada em 4 de fevereiro de 2026, mostra que 46 navios aguardavam para embarcar o produto — um número menor que o registrado na semana anterior, quando 53 embarcações estavam na fila.

Na comparação com o período anterior, o volume programado caiu de 1,782 milhão para 1,564 milhão de toneladas, refletindo uma leve desaceleração no ritmo das exportações.

Porto de Santos lidera os embarques de açúcar

O Porto de Santos (SP) segue como o principal ponto de saída do açúcar brasileiro, concentrando 931.737 toneladas do total previsto para embarque.

Em seguida aparecem:

  • Paranaguá (PR) – 210.961 toneladas
  • Maceió (AL) – 166.200 toneladas
  • São Sebastião (SP) – 162.000 toneladas
  • Recife (PE) – 37.000 toneladas
  • Suape (PE) – 29.300 toneladas
  • Natal (RN) – 15.000 toneladas
  • Imbituba (SC) – 12.471 toneladas
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Esses volumes consideram as embarcações já ancoradas, as que aguardam atracação e aquelas com previsão de chegada até 10 de abril, segundo o relatório da Williams Brasil.

Açúcar VHP domina a pauta de exportações

A maior parte do açúcar programado para exportação é do tipo VHP (Very High Polarization), com 1,463 milhão de toneladas. Também estão previstas cargas de:

  • TBC: 39.000 toneladas
  • Cristal B150: 20.000 toneladas
  • VHP em sacas: 12.300 toneladas
  • Refinado A45: 30.000 toneladas

O açúcar VHP é o mais exportado pelo Brasil, utilizado principalmente como matéria-prima na produção de açúcar refinado em outros países.

Brasil exporta mais de 2 milhões de toneladas de açúcar em janeiro

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 2,019 milhão de toneladas de açúcar e outros melaços em janeiro de 2026, gerando uma receita total de US$ 728,2 milhões.

A média diária de embarques no mês foi de 96,1 mil toneladas, com receita média de US$ 34,67 milhões por dia. O preço médio do produto ficou em US$ 360,5 por tonelada.

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Comparativo anual mostra queda no valor e no preço do açúcar exportado

Na comparação com janeiro de 2025, houve redução de 27,2% na receita média diária obtida com as exportações e queda de 2,1% no volume embarcado. O preço médio por tonelada caiu 25,6%, passando de US$ 484,8 no início de 2025 para US$ 360,5 em janeiro de 2026.

Os dados apontam que, apesar do alto volume exportado, a queda nas cotações internacionais tem impactado diretamente o faturamento do setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja redesenha a produção no Centro-Oeste e Norte do País

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Um mapeamento inédito realizado por imagens de satélite e sensoriamento remoto pela Serasa Experian, revela que os estados de Mato Grosso e Rondônia incorporaram, juntos, 294 mil hectares ao cultivo da oleaginosa na safra 2025/26. O crescimento consolida a soberania mato-grossense no setor e joga luz sobre a rápida transformação de Rondônia, que desponta como uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas da Região Norte.

Desejo antigo de expansão do setor, o apetite por terra na região não ficou restrito ao grão principal. O levantamento territorial identificou que a área destinada ao milho primeira safra registrou um salto expressivo de 13% no consolidado dos dois estados, mostrando que a rotação de culturas segue ganhando tração.

O peso da escala em Mato Grosso

Com o novo aporte de terra na safra atual — responsável por 268 mil hectares do total expandido —, Mato Grosso rompeu a barreira dos 12,4 milhão de hectares cultivados com soja. O número confere ao estado o controle de aproximadamente 25% de toda a produção nacional do grão.

Diferente de outras regiões do País, o modelo mato-grossense é fortemente ancorado na economia de escala: as grandes propriedades rurais concentram 60% de toda a área de plantio, enquanto os pequenos produtores respondem por uma fatia de 18%.

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Geograficamente, o crescimento foi puxado por polos consolidados e novas franjas de produção. O município de Paranatinga liderou a abertura de frentes agrícolas, com um incremento de 21,9 mil hectares, seguido por Novo São Joaquim (+12,5 mil) e Nova Mutum (+12,4 mil). Na outra ponta, o monitoramento por satélite captou um movimento de acomodação de área em cerca de 20 municípios, com retrações superiores a mil hectares. O caso mais emblemático foi o de Alta Floresta, onde o cultivo encolheu 6% em comparação ao ciclo anterior.

Rondônia: a força da pequena propriedade

Se o modelo de Mato Grosso impressiona pelos volumes absolutos, Rondônia chama a atenção dos analistas pela velocidade da sua transição no campo. O estado adicionou 26 mil hectares na safra 2025/26, atingindo uma área total de 730 mil hectares de soja. O dado mais robusto, no entanto, está no acumulado: nos últimos seis ciclos agrícolas, a arrancada rondoniense na área plantada foi de impressionantes 84,4%.

A grande diferença em relação ao vizinho do Centro-Oeste está no perfil de quem planta. Em Rondônia, a soja avança pelas mãos da agricultura familiar e de médio porte. As pequenas propriedades rurais são as grandes protagonistas da cultura no estado, liderando com 44% da área cultivada, superando as grandes fazendas, que detêm 38%. Os municípios de Alto Paraíso (+4,9 mil hectares) e a capital Porto Velho (+4,2 mil) foram os motores desse salto na Região Norte.

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O passaporte ambiental da lavoura

O estudo também cruzou a malha de satélites com os dados regulatórios de regularização fundiária, revelando que a expansão da soja na Amazônia e no Cerrado ocorre sob forte monitoramento. O índice de conformidade ambiental é elevado: em Mato Grosso, 97% de toda a área plantada com o grão já possui registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Em Rondônia, o índice atinge 93% da área total.

Especialistas em inteligência de mercado apontam que esse nível de rastreabilidade tornou-se o padrão de segurança do setor. Em um mercado global cada vez mais restritivo a produtos de áreas de desmatamento, comprovar por meio de coordenadas geográficas e imagens de alta resolução que o crescimento de quase 300 mil hectares ocorre sobre áreas consolidadas e legalizadas funciona como um salvo-conduto. É a garantia de que a soja do Centro-Oeste e do Norte mantém suas portas abertas tanto para o mercado interno quanto para as exigentes gôndolas internacionais.

Fonte: Pensar Agro

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