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Exportações de carne de frango do RS crescem em setembro, mas receita cai; setor avança na recuperação de mercados

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As exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul registraram crescimento de 3,3% em setembro de 2025 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav). O estado embarcou 65,233 mil toneladas de carne de frango — incluindo produtos in natura e processados — o que representa um aumento de 2 mil toneladas em relação a setembro de 2024, quando foram exportadas 63,179 mil toneladas.

Apesar do avanço no volume exportado, a receita apresentou retração de 1,8%, totalizando US$ 117,875 milhões, frente aos US$ 120,047 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Acumulado do ano mostra leve queda nas exportações de frango

De janeiro a setembro de 2025, o estado exportou 503,345 mil toneladas de carne de frango, volume 2% menor que o registrado nos nove primeiros meses de 2024 (513,846 mil toneladas).

A receita acumulada também teve recuo de 2,5%, somando US$ 902,004 milhões, ante os US$ 925,582 milhões contabilizados no mesmo intervalo do ano passado.

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Setor se recupera após impacto da Influenza Aviária

Segundo a Asgav, a retomada de mercados internacionais segue em ritmo positivo, ainda que a reabertura total do mercado chinês seja aguardada com expectativa pelo setor.

“O impacto negativo causado pelo caso de Influenza Aviária registrado neste ano no Rio Grande do Sul está sendo revertido de forma parcial e rápida. Isso demonstra a força e a importância da nossa produção e exportação para o mundo”, afirmou José Eduardo dos Santos, presidente executivo da Asgav/Sipargs.

Exportações de ovos disparam com alta demanda e valorização externa

O setor de ovos também apresentou resultados expressivos. Entre janeiro e setembro de 2025, o estado exportou 4.253 toneladas, uma queda de 9,3% em relação ao mesmo período de 2024 (4.691 toneladas). Entretanto, a receita subiu 37,5%, totalizando US$ 16,090 milhões, ante US$ 11,705 milhões no ano anterior.

O destaque ficou por conta do desempenho de setembro, quando as exportações de ovos saltaram 199,6%, alcançando 653 toneladas, frente às 218 toneladas enviadas no mesmo mês de 2024.

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Reabertura do mercado chileno impulsiona resultados

De acordo com a Asgav, a retomada das exportações para o Chile foi determinante para o forte crescimento do segmento.

“A receita com as exportações de ovos em setembro teve alta de 233,5%, chegando a US$ 2,643 milhões, contra US$ 792 mil no mesmo período do ano anterior. Esse avanço reflete a valorização da tonelada do produto no mercado internacional e o aumento da demanda tanto no Brasil quanto no exterior”, destacou José Eduardo dos Santos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne gaúcha amplia competitividade global cinco anos após reconhecimento sanitário internacional

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O Rio Grande do Sul completa cinco anos do reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação, marco sanitário que elevou a competitividade da carne gaúcha no mercado internacional e abriu novas oportunidades para a pecuária do estado.

A certificação foi concedida em 27 de maio de 2021, durante a 88ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), consolidando um dos avanços mais relevantes da defesa sanitária animal brasileira nos últimos anos.

Desde então, o status sanitário passou a representar um diferencial estratégico para a cadeia pecuária gaúcha, fortalecendo a confiança dos compradores internacionais e ampliando o potencial de acesso a mercados mais exigentes.

Reconhecimento internacional fortaleceu a imagem da pecuária gaúcha

Segundo informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), o reconhecimento internacional consolidou o estado em uma posição de destaque no cenário global da proteína animal.

A diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA/Seapi), Rosane Collares, destaca que a conquista foi resultado de um trabalho técnico construído ao longo de anos entre o Serviço Veterinário Oficial, entidades do setor e produtores rurais.

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De acordo com a dirigente, a certificação representou um marco histórico para toda a cadeia produtiva do estado, reforçando a credibilidade do sistema sanitário gaúcho perante os mercados internacionais.

Status sanitário exige vigilância contínua e controle rigoroso

Apesar do avanço conquistado, a manutenção do status de área livre de febre aftosa sem vacinação continua exigindo ações permanentes de vigilância sanitária, monitoramento e integração entre governo e setor produtivo.

O Serviço Veterinário Oficial segue atuando em programas de fiscalização, controle de trânsito animal e acompanhamento sanitário para preservar a condição conquistada pelo Rio Grande do Sul.

Segundo Rosane Collares, o reconhecimento internacional ampliou a competitividade da pecuária gaúcha e fortaleceu a confiança na qualidade da produção local, mas também aumentou a responsabilidade sobre o sistema de defesa agropecuária.

Nos últimos cinco anos, o estado intensificou ações de controle sanitário e vigilância epidemiológica para garantir a manutenção da certificação internacional e preservar a credibilidade do setor pecuário gaúcho.

Carne gaúcha ganha espaço e competitividade no mercado externo

A certificação sanitária passou a funcionar como um importante diferencial competitivo para a carne produzida no Rio Grande do Sul. O reconhecimento internacional favoreceu a abertura de mercados e fortaleceu a imagem da pecuária gaúcha junto aos importadores globais.

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Além de ampliar oportunidades comerciais, o status sanitário também agregou valor à produção estadual, especialmente em mercados que possuem protocolos mais rígidos para importação de proteína animal.

O avanço sanitário é considerado estratégico para o crescimento sustentável das exportações gaúchas e para o fortalecimento da cadeia produtiva da carne bovina no estado.

Defesa agropecuária segue como prioridade no estado

O governo gaúcho reforça que a preservação do status sanitário depende do comprometimento permanente de produtores, entidades e órgãos oficiais de fiscalização.

A manutenção da condição de área livre de febre aftosa sem vacinação é vista como um patrimônio da agropecuária do Rio Grande do Sul e um dos principais ativos da competitividade da carne gaúcha no mercado internacional.

Com o reconhecimento consolidado, o estado segue trabalhando para ampliar sua presença global e fortalecer a segurança sanitária da produção pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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