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Exportações de ovos atingem 5,3 mil toneladas em maio. 18,3 mil no ano

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As exportações brasileiras de ovos, tanto in natura quanto processados, mantêm ritmo acelerado em 2025. Só em maio, foram embarcadas 5.358 toneladas do produto, consolidando uma alta expressiva no comparativo anual.

De janeiro a maio, o Brasil já exportou 18.357 toneladas de ovos, volume 165,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 6.912 toneladas. A receita acumulada no ano também apresentou salto significativo: somou US$ 42,1 milhões, aumento de 195,8% frente aos US$ 14,2 milhões do mesmo intervalo em 2024.

O resultado reflete uma mudança no fluxo comercial do setor, que vem ganhando novos mercados estratégicos e consolidando antigos parceiros.

Os Estados Unidos se tornaram o principal destino das exportações brasileiras de ovos neste ano. Entre janeiro e maio, foram embarcadas 9.735 toneladas ao país norte-americano, o que representa um avanço de 996% na comparação com igual período de 2024.

Outros mercados relevantes no período incluem:

  • Chile: 2.354 toneladas (+10,8%)

  • Emirados Árabes Unidos: 1.422 toneladas (-13,8%)

  • Japão: 1.422 toneladas (+160,9%)

  • México: 1.050 toneladas (sem base comparativa anterior)

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No comparativo mensal entre maio de 2025 e maio de 2024, o destaque também ficou com os Estados Unidos, que importaram 4.166 toneladas — alta de 1.384%. Já o Japão comprou 205 toneladas (+132,7%) e o México, 232 toneladas. Angola aparece na sequência, com 102 toneladas embarcadas.

Mesmo com interrupções pontuais em alguns mercados por motivos sanitários, como focos isolados de Influenza Aviária, os números apontam para a manutenção da confiança internacional no sistema de controle sanitário brasileiro. A biosseguridade tem sido um dos principais pilares de sustentação do crescimento das exportações.

A entidade representativa do setor reforça que o desempenho é reflexo de uma estratégia comercial voltada à diversificação dos destinos e ao fortalecimento da imagem da produção nacional no exterior.

Somente em maio, a receita gerada pelos embarques atingiu US$ 13,75 milhões, alta de 356,2% em relação aos US$ 3 milhões registrados no mesmo mês do ano passado. O número também representa um aumento de 295,8% no volume embarcado, comparando-se com as 1.354 toneladas enviadas ao exterior em maio de 2024.

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O desempenho confirma o bom momento do setor de ovos no cenário internacional, impulsionado pela crescente demanda e pela competitividade dos produtos brasileiros.

Fonte: Pensar Agro

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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