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Feiras e mostras de ciência terão investimento de R$ 40 milhões em 2026

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Em 2026, feiras e mostras de ciências terão investimento de R$ 40 milhões ao longo do ano graças à continuidade da parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Esses eventos que ocorrem em todo o País são espaços pedagógicos, revolucionários e destinados à apresentação de projetos de pesquisa desenvolvidos por jovens cientistas. 

A assinatura do edital de formalização do acordo ocorreu durante a abertura do 1ª Encontro Nacional do Mais Ciência na Escola, em Brasília (DF). O objetivo é dar continuidade a ações de popularização da ciência promovida pelo Governo do Brasil por meio do MCTI. “Os valores vão apoiar todo o processo preparatório de estudantes e professores, durante todo o ano escolar, até chegar a uma feira de ciências municipal, estadual ou nacional. Esse tipo de atividade aproxima os alunos das ciências, despertando talentos e interesses”, celebrou a ministra Luciana Santos.  

O encontro, que se encerra nesta quinta-feira (26), conta com a participação de 1,2 mil estudantes, professores, gestores públicos e representantes de instituições científicas de todo o Brasil. Para a ministra Luciana Santos, que prestigiou a abertura do evento, na terça-feira (24), esta é uma oportunidade de dar visibilidade ao que está sendo construído. “É uma grande alegria olhar para este plenário e ver reunidas as pessoas que fazem o Mais Ciência na Escola acontecer, todos os dias, por todos os recantos do Brasil. Este é um espaço vivo de troca, de aprendizado e de fortalecimento das pontes entre universidades, escolas e comunidades”, disse. 

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Encontro Nacional Mais Ciência na Escola

O programa Mais Ciência na Escola é uma parceria entre o MCTI e o Ministério da Educação. Com o investimento de R$ 200 milhões, iniciativa tem o objetivo de fomentar a parceria entre escolas e pesquisadores para o letramento digital e a experimentação científica, tecnológica e inovadora na educação básica.  

Segundo o presidente do CNPq, Olival Freire Junior, o programa é o sonho realizado de líderes da história do Brasil. “O que nós estamos fazendo, de fazer uma escola pública inclusiva, democrática e que acolhe os nossos estudantes, é o sonho de Anísio Teixeira com a Escola Parque. É o sonho de Leonel Brizola com os Cieps [Centros Integrados de Educação Pública] no Rio de Janeiro”, disse o representante. 

Prêmio Pop Ciência

Ainda durante a abertura do encontro, o MCTI anunciou a criação do Prêmio Pop Ciência, homenagem que buscará reconhecer iniciativas e lideranças que ajudam a promover a popularização da produção científica. Os detalhes serão publicados futuramente. 

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“Acima de tudo, o que buscamos é acender a luz da curiosidade, estimular a difusão do saber. E esse prêmio é uma forma de a gente estimular e valorizar quem está fazendo esse trabalho tão importante de mostrar que a ciência está em tudo e é para todos”, disse a ministra do MCTI, Luciana Santos. 

Serão oito categorias contempladas: divulgador científico; espaços científico-culturais; feiras e mostras científicas; concursos, competições e olimpíadas científicas; diversidade na ciência; clube de ciência; instituições; Governo Pop; e Embaixadores Mirins Pop Ciência. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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