Política Nacional

Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno das eleições para presidente

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selo_eleicoes_claro.jpgA disputa pela Presidência da República terá um segundo turno com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Com 99,97% das urnas apuradas, Flávio chegou na frente, com 47,04% dos votos válidos, alcançando 56.098.457 milhões de votos, enquanto Lula obteve 45,15% dos votos válidos, equivalentes a 53.846.396 milhões de votos. A nova votação ocorrerá dia 25 de outubro. 

O comparecimento às urnas foi de 78,92% dos eleitores inscritos, com abstenção de 21,08%. O Escritor Augusto Cury (Avante) ficou em terceiro lugar, com 3.447.885 votos, num total de 2,89% de votos válidos. Renan Santos (Missão) teve 2.675.584 votos — 2,25% dos votos válidos. Brancos e nulos alcançaram 1,84% e 2,93%.

Flávio Bolsonaro

Aos 45 anos de idade, Flávio Nantes Bolsonaro concorre pela primeira vez à Presidência da República. Atualmente é senador pelo estado do Rio de Janeiro, com mandato de 2019 a 2026, e preside a Comissão de Segurança Pública (CSP). Flávio foi o relator do texto que resultou na Lei 14.843, de 2024, que restringe a saída temporária de presos, e do que modernizou a legislação nacional do turismo — Lei 14.978, de 2024. 

A escolha de Flávio como candidato do Partido Liberal (PL) partiu de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, declarado inelegível pelo TSE por abuso de poder político e de comunicação nas eleições de 2022 e posteriormente condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

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Nascido em Resende (RJ) em 1981, Flávio formou-se em direito. Iniciou a carreira pública como deputado estadual em 2003, reelegendo-se quatro vezes seguidas. Saiu da Assembleia Legislativa em 2019 para o Senado.

O vice-presidente na chapa de Flávio é Alfredo Gaspar (PL), ex-promotor de justiça de Alagoas, que se tornou deputado federal pela primeira vez em 2023. Em 2025, foi relator da CPMI do INSS, que investigou fraudes em aposentadorias e pensões.

Lula

Aos 80 anos de idade, Luiz Inácio Lula da Silva busca a reeleição. Nasceu em Garanhuns (PE) em 27 de outubro de 1945. Aos sete anos, migrou com a família para São Paulo. Tornou-se presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Em 1979, durante a ditadura, liderou greves na região do ABC Paulista, tornando-se nacionalmente conhecido. 

Lula é um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980. Foi eleito deputado federal por São Paulo em 1986 e participou da elaboração da Constituição de 1988, como deputado constituinte. Depois, concorreu três vezes a presidente, perdendo no segundo turno para Fernando Collor, em 1989, e chegando em segundo lugar no primeiro turno nas disputas com Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998.

Lula exerce seu terceiro mandato como presidente. Eleito primeiramente em 2002, foi reeleito e deixou o poder em 2010, com alta popularidade. Voltou ao cargo em 2023, derrotando Jair Bolsonaro. Em 2018, havia sido impedido de concorrer com base da Lei da Ficha Limpa, tendo sido condenado por corrupção passiva pela 14ª Vara Federal, de Curitiba. Em 2021, após as revelações de conversas entre então juiz federal Sérgio Moro e os promotores responsáveis pela Operação Lava Jato, o STF anulou a condenação de Lula, que recuperou os direitos políticos.

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O vice na chapa de Lula é Geraldo Alckmin (PSB), que começou a carreira política em 1973, como vereador em Pindamonhangaba (SP). Alckmin foi governador de São Paulo de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018. Tentou a Presidência em 2006, quando perdeu para Lula, e em 2018, quando chegou em quarto lugar.

Resultados

A votação dos candidatos à Presidência neste primeiro turno ficou assim: 

  • em 1º lugar, Flávio Bolsonaro (PL), com 47,05% dos votos válidos;
  • em 2º lugar, Lula (PT), com 45,14%;
  • em 3º lugar, Escritor Augusto Cury (Avante), com 2,89%
  • em 4º lugar, Renan Santos (Missão), com 2,24%;
  • em 5º lugar, Ronaldo Caiado (PSD), com 2,18%;
  • em 6º lugar, Zema (Novo), com 0,27%;
  • em 7º lugar, Samara (UP), com 0,10%;
  • em 8º lugar, Hertz Dias (PSTU), com 0,04%;
  • em 9º lugar, Clariana Barão (DC), com 0,03%;
  • em 10º lugar, Edmilson Costa (PCB), com 0,02%;
  • em 11º lugar, Veterinário Wilson Grassi (Democrata), com 0,01%;
  • em 12º lugar, Rui Costa Pimenta (PCO), 0,01%.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Doze mulheres são eleitas para o Senado

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Os brasileiros elegeram neste domingo (4) 12 mulheres para o Senado, entre as 54 vagas em disputa. É o maior número de senadoras eleitas em um mesmo pleito desde a redemocratização.

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Até então, o recorde havia sido registrado em 2002, quando oito mulheres conquistaram cadeiras na Casa. Em 2018, última eleição em que também foram renovados dois terços do Senado, sete mulheres foram eleitas.

Com o resultado, a bancada feminina deve passar das atuais 15 para 18 integrantes a partir de 2027 (considerando também as suplentes que estiverem no exercício do mandato). Se esse número se confirmar, elas representarão 22,2% das 81 cadeiras do Senado. Em 2026, a Casa chegou a ter 16 senadoras simultaneamente em exercício, o equivalente a 19,8% das cadeiras.

O pleito deste ano também estabeleceu outro marco, com a vitória de duas mulheres no Distrito Federal. Até então, nenhuma unidade da Federação havia elegido duas mulheres para o Senado na mesma eleição. 

As 12 eleitas iniciarão seus mandatos no Senado em fevereiro de 2027. Veja quem são elas:

Novas senadoras

UF Eleita(s)
AC Mara Rocha (Republicanos)
AL Marina JHC (PSDB)
AP Rayssa Furlan (Podemos)
CE Luizianne (Rede)
DF Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (ambas do PL)
GO Gracinha Caiado (União)
MG Marília Campos (PT)
PE Marília Arraes (PDT)
RN Samanda de Lula (PT)
RR Teresa Surita (MDB)
SC Carol de Toni (PL)

Além das eleitas neste domingo, seis mulheres ocupam atualmente cadeiras com mandato até 2031: Damares Alves (Republicanos-DF), Professora Dorinha Seabra (União-TO), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza Cristina (PP-MS), eleitas titulares em 2022, além de Jussara Lima (PSD-PI) e Lourdinha Pereira (PSB-MA), que exercem o mandato na condição de suplentes.

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Nenhuma das atuais senadoras que concorriam a novo mandato conseguiu se reeleger neste domingo. Em 2027, deixarão a atual composição da bancada Leila Barros (PDT-DF), Eliziane Gama (PSD-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Mara Gabrilli (PSD-SP), além de Dra. Eudócia (PSDB-AL), Daniella Ribeiro (PP-PB), Roberta Acioly (Republicanos-RR) e Ivete da Silveira (MDB-SC).

Dupla feminina

A presença simultânea de duas mulheres na bancada de uma mesma unidade da Federação não é novidade no Senado. O primeiro caso ocorreu no Amazonas, em 2015, quando Vanessa Grazziotin (PCdoB), eleita em 2010, passou a dividir a representação do estado com Sandra Braga (MDB), primeira suplente de Eduardo Braga (MDB), que assumiu o mandato durante a licença do titular para comandar o Ministério de Minas e Energia.

Em 2019, Mato Grosso do Sul também passou a ter duas senadoras entre seus três representantes, com Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (PSB). Naquele momento, era a única unidade da Federação com maioria feminina na bancada.

Em 2023, o Distrito Federal e o Maranhão se juntaram a esse grupo, ao passarem também a contar com duas mulheres simultaneamente no Senado.

Presença nos estados

O resultado de 2026 modifica o mapa histórico da presença feminina no Senado. Com a eleição de Rayssa Furlan, a primeira senadora pelo Amapá, o Piauí passa a ser a única unidade da Federação que nunca elegeu uma mulher para a Casa.

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A eleição ocorreu em um ano de crescimento do número de candidaturas femininas ao Senado. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registravam 70 mulheres na disputa, o equivalente a 21,94% das candidaturas ao cargo. Em números absolutos, era o maior total das três últimas eleições: foram 58 candidatas em 2022 e 63 em 2018.

A presença feminina na Casa, no entanto, não depende apenas do resultado das urnas. A composição da bancada pode mudar ao longo da legislatura com a posse de suplentes. Em 2023, por exemplo, a previsão inicial era de 11 senadoras, mas o número chegou a 15 com a posse de quatro suplentes de parlamentares nomeados ministros.

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Considerando também as suplentes que exerceram o mandato, todas as unidades da Federação já tiveram mulheres no Senado. A primeira foi Eunice Michiles, que assumiu como suplente em 1979. As primeiras mulheres eleitas diretamente para a Casa foram Júnia Marise (MG) e Marluce Pinto (RR), em 1990.

Série histórica

A presença de mulheres no Senado cresceu de forma gradual nas últimas décadas, embora com oscilações. No início da sessão legislativa de 1980, havia apenas uma senadora em exercício. O número chegou a 5 em 1995, 10 em 2007 e 14 em 2015. Em 2026, alcançou 16, o maior patamar da série histórica até agora.

Bancada Feminina ano a ano

Obs.: Número representa o início da sessão legislativa, conforme oficializado no Relatório da Presidência, e inclui todas as senadoras em exercício, não apenas as que foram eleitas como titulares (ou seja, inclui suplentes também)

Ano

Bancada

1980

1

1981

1

1982

2

1983

1

1984

1

1985

1

1986

1

1987

0

1988

0

1989

0

1990

0

1991

2

1992

2

1993

3

1994

3

1995

5

1996

5

1997

6

1998

6

1999

6

2000

6

2001

5

2002

5

2003

9

2004

9

2005

9

2006

9

2007

10

2008

10

2009

11

2010

10

2011

12

2012

10

2013

8

2014

9

2015

14

2016

12

2017

13

2018

13

2019

12

2020

11

2021

12

2022

13

2023

11

2024

14

2025

13

2026

16

2027

18 (projeção)

 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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