Nacional

FNSP lança nova ferramenta para gestão de transferências de recursos

Publicado

Brasília, 11/06/26 – O Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), lançou o sistema Transferência Voluntária Segura (TRVSeg), plataforma tecnológica desenvolvida para fortalecer a governança, o controle interno e a gestão dos instrumentos de repasse do Fundo. A novidade foi apresentada durante o XI Fórum Nacional da Rede de Parcerias, Transferências e Compras Públicas, realizado entre 9 e 11 de junho, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF).

Promovido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o fórum reuniu gestores públicos de todo o Brasil para debater inovação, governança e aperfeiçoamento dos mecanismos de transferência de recursos públicos. A programação mobilizou aproximadamente 500 servidores e profissionais da administração pública, fortalecendo a qualificação dos responsáveis pela execução dos investimentos federais no setor.

Durante o encontro, a segurança pública contou com um espaço temático exclusivo, dedicado ao debate sobre financiamento, execução e monitoramento dos recursos. Especialistas do Fundo Nacional de Segurança Pública compartilharam experiências, resultados e boas práticas relacionadas à gestão dos recursos federais.

Leia mais:  Ao lado de Lula, Silveira participa de anúncio de R$ 9 bilhões em investimentos da Petrobras em Minas Gerais

Foram debatidos temas como fontes de financiamento da segurança pública, logística aplicada aos investimentos do Fundo, transferências fundo a fundo, monitoramento da execução financeira, gestão de convênios e contratos de repasse e uso de ferramentas tecnológicas para ampliar a eficiência, o controle e a transparência na aplicação dos recursos públicos.

Nova ferramenta de gestão

Integrado ao Transferegov de forma complementar, o TRVSeg foi concebido para sistematizar todas as etapas do ciclo de vida das transferências voluntárias — celebração, acompanhamento, fiscalização e prestação de contas —, garantindo um fluxo de informações estruturado, auditável e transparente. A ferramenta amplia a capacidade de monitoramento dos instrumentos e contribui para uma gestão mais eficiente e orientada a resultados.

Para a diretora do Fundo Nacional de Segurança Pública, Camila Pintarelli, iniciativas como essa demonstram que o fortalecimento da segurança pública depende não apenas da ampliação dos investimentos, mas também da modernização dos mecanismos de gestão.

“O Fórum representa uma importante oportunidade de troca de experiências e de fortalecimento das capacidades institucionais dos entes que executam recursos federais. O lançamento do TRVSeg reforça o compromisso do FNSP com a inovação, a transparência e a excelência na gestão pública, garantindo maior controle sobre a aplicação dos recursos e contribuindo para que os investimentos se transformem em resultados concretos para a população”, ressaltou.

Leia mais:  Fernão Dias: Governo Federal oficializa otimização de contrato para ampliar rodovia estratégica

A participação no encontro integra a estratégia do Fundo Nacional de Segurança Pública de aperfeiçoar os instrumentos de financiamento da segurança pública, promovendo maior eficiência na execução dos recursos e fortalecendo a cooperação federativa em todo o território nacional.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

Brasil recebe 75,6 mil pedidos de refúgio em 2025 e ultrapassa 165 mil refugiados reconhecidos

Publicado

Brasília, 22/6/2026 – O Brasil recebeu 75,6 mil novos pedidos de reconhecimento da condição de refugiado em 2025 e soma 165.774 pessoas reconhecidas como refugiadas pelo Estado brasileiro. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22) na publicação Refúgio em Números 2026, apresentada pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), anuário produzido em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), durante evento em celebração ao Dia Mundial do Refugiado e aos 75 anos da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951, realizado em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

O levantamento mostra que o número de pessoas reconhecidas como refugiadas cresceu 5,9% entre 2024 e 2025. Desde 2010, o País acumulou 551.072 solicitações de reconhecimento da condição de refugiado.

Realizado no Palácio da Justiça, em Brasília (DF), o evento reuniu representantes do Governo Federal, organismos internacionais, academia, sociedade civil e comunidades refugiadas para debater os desafios da proteção internacional e os avanços do Brasil no acolhimento e na integração de pessoas refugiadas.

O relatório também registra uma mudança no perfil dos solicitantes de refúgio. Pela primeira vez, Cuba ultrapassou a Venezuela em número de novos pedidos e respondeu por 55,4% das solicitações registradas em 2025. Os venezuelanos representaram 28,1% do total. O levantamento identificou ainda solicitantes oriundos de 177 países.

Durante a abertura do evento, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, enfatizou a importância histórica da Convenção de 1951 e o compromisso brasileiro com a proteção internacional.

“Essa data não marca apenas a assinatura de um tratado, mas a reafirmação da própria dignidade da pessoa humana diante do desafio do deslocamento forçado. Ao reconhecer a pessoa refugiada como sujeito de direitos, o Estado cumpre uma de suas funções mais elevadas: servir à lei, à justiça e à dignidade humana”, afirmou.

O ministro ressaltou ainda que o Brasil tem consolidado políticas voltadas à proteção e à integração de pessoas refugiadas, citando instrumentos como o reconhecimento da condição de refugiado, os vistos humanitários e o Programa Nacional de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário.

Leia mais:  MTE celebra 25 anos da Lei da Aprendizagem com programação dedicada à juventude nesta quarta-feira (10)

“Os relatórios apresentados hoje reforçam a relevância de políticas públicas baseadas em dados e evidências para qualificar a atuação estatal. O Brasil segue sendo reconhecido internacionalmente como um País capaz de proteger, acolher e reconhecer em cada pessoa refugiada uma vida com direitos, capacidades e futuro”, declarou.

Dia Mundial do Refugiado
Dia Mundial do Refugiado. Foto: Isaac Amorim/ MJSP

Acolhimento e integração

A secretária nacional de Justiça e presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Maria Rosa Loula, destacou que a política de refúgio tem papel estratégico para o desenvolvimento social e para a promoção dos direitos humanos.

“O refúgio é um instrumento de transformação da sociedade brasileira e do mundo. O Brasil consegue dar exemplo de um paradigma que reúne segurança, direitos humanos, acolhimento e desenvolvimento social”, enfatizou.

Segundo a secretária, o trabalho desenvolvido pelo Estado brasileiro é resultado da atuação articulada entre Governo Federal, organismos internacionais, academia e sociedade civil. “Trata-se de uma política pública fundamental, construída coletivamente e comprometida com a proteção da dignidade humana”, acrescentou.

Desafios globais

O representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil, Davide Torzilli, destacou que o contexto atual reforça a relevância da Convenção de 1951 e da cooperação internacional para garantir proteção às pessoas deslocadas à força.

Segundo ele, os números globais evidenciam a necessidade de fortalecer os sistemas de proteção. “Mais de 117 milhões de pessoas estão deslocadas à força em todo o mundo. Esses dados lembram que a necessidade de proteção internacional não diminuiu; ela se tornou ainda mais urgente”, observou.

Torzilli também reconheceu o papel desempenhado pelo Brasil no fortalecimento das políticas de acolhimento e integração. “O Acnur agradece ao Brasil por continuar promovendo espaços de diálogo, fortalecendo seu sistema de proteção internacional e buscando soluções que permitam não apenas proteger, mas também integrar pessoas refugiadas, deslocadas e apátridas”, disse.

O relatório Tendências Globais, com dados sobre deslocamento forçado no mundo e nas Américas, também foi apresentado no primeiro painel do evento. Acesse o relatório aqui: https://www.acnur.org/br/noticias/comunicados-imprensa/relatorio-tendencias-globais-2025

Cantora e refugiada iraniana Mah Mooni compartilha sua trajetória de deslocamento, acolhida e reconstrução de vida no Brasil. Foto: Isaac Amorim/MJSP
Cantora e refugiada iraniana Mah Mooni compartilha sua trajetória de deslocamento, acolhida e reconstrução de vida no Brasil. Foto: Isaac Amorim/MJSP
Leia mais:  Fernão Dias: Governo Federal oficializa otimização de contrato para ampliar rodovia estratégica

Programa é institucionalizado

Durante o evento, o ministro Wellington Lima assinou o ato de institucionalização do Programa Nacional de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário. Coordenado pelo MJSP, em articulação com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e outros órgãos do Governo Federal, e implementado em parceria com a sociedade civil, o Acnur e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o programa constitui uma iniciativa inovadora da política brasileira de acolhida humanitária.

Implementado inicialmente como projeto-piloto voltado à população afegã, o programa tem promovido a acolhida, a proteção e a integração de pessoas em situação de vulnerabilidade por meio do engajamento direto de organizações da sociedade civil e comunidades locais. Sua institucionalização representa um passo importante para consolidar a experiência e permitir sua expansão gradual a outros grupos que necessitam de proteção e acolhida humanitária.

Programação

Além da apresentação dos relatórios Refúgio em Números 2026, o encontro contou com um bate-papo com a cantora e refugiada iraniana Mah Mooni, que compartilhou sua trajetória de deslocamento, acolhida e reconstrução de vida no Brasil.

A programação também incluiu um painel dedicado aos 75 anos da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951, reunindo especialistas, representantes do governo, da academia, da sociedade civil e de organismos internacionais para discutir os desafios atuais da proteção internacional e as perspectivas para o fortalecimento das políticas de refúgio no Brasil.

Também compuseram a mesa de abertura o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; a secretária-executiva adjunta do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Isadora Lacava; a secretária de Comunidades Brasileiras no Exterior e Assuntos Consulares do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Márcia Loureiro; o subprocurador-geral da República, André de Carvalho Ramos; e o representante do Acnur no Brasil, Davide Torzilli.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana