Tribunal de Justiça de MT

Foco em processos antigos e qualificação de dados contribuem para conquista do Selo Diamante

Publicado

O Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, atuou de forma técnica e estratégica na orientação às unidades judiciais e na qualificação das informações processuais, contribuindo diretamente para a conquista inédita do Selo Diamante no Prêmio CNJ de Qualidade 2025 pela Justiça Estadual de Mato Grosso.

Ao longo do ciclo avaliativo, o DAPI realizou acompanhamento sistemático dos indicadores até 31 de julho de 2025, data de corte estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça, promovendo ajustes de rota e indicando intervenções voltadas especialmente aos eixos de Produtividade e Dados e Tecnologia do Primeiro Grau. A atuação orientada por dados permitiu a identificação de pontos críticos e a adoção de medidas corretivas com impacto direto nos critérios avaliados pelo CNJ.

Entre as ações indicadas pelo departamento estão o saneamento de acervos, o cumprimento das Metas Nacionais, o aprimoramento de fluxos, além da implantação de rotinas permanentes de qualificação de dados processuais, como CPF, CNPJ, assuntos e complementos de movimentos, com reflexos diretos na confiabilidade das informações utilizadas para o monitoramento institucional.

O departamento indicou e acompanhou 99 ações relacionadas aos critérios do Prêmio CNJ de Qualidade, distribuídas em diversos incisos avaliativos do regulamento. Desse total, 36 ações apresentaram impacto transversal, alcançando simultaneamente diferentes incisos do prêmio, evidenciando uma atuação integrada e sistêmica.

“O trabalho técnico desenvolvido pelo DAPI teve papel relevante para a conquista do Selo Diamante. A atuação orientada por dados e o acompanhamento dos indicadores avaliados pelo CNJ contribuíram de forma efetiva para o desempenho do Primeiro Grau e para esse reconhecimento nacional inédito do Tribunal. Todos que atuam no departamento estão de parabéns”, avaliou o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote.

Dirigido por Guilherme Felipe Schultz e coordenado pelo juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira, o DAPI atua como área técnica de apoio às unidades do Primeiro Grau, com foco na organização de fluxos, saneamento de acervos, qualificação das informações processuais e apoio à tomada de decisão institucional.

Leia mais:  Capacitação para usuários do sistema de gestão de precatórios SisPreq está com inscrições abertas

“Esse resultado reflete o empenho de uma equipe que se dedicou à análise criteriosa dos indicadores e ao acompanhamento das unidades. O trabalho coletivo foi essencial para orientar os ajustes necessários e alcançar os resultados apresentados”, completa o juiz auxiliar da Corregedoria e coordenador do DAPI, Jorge Alexandre Martins Ferreira.

Além das ações diretamente vinculadas ao prêmio, o DAPI manteve atuação contínua no suporte às unidades judiciais. O time de Relacionamento com o Cliente registrou 16.173 atendimentos no período, com média mensal de 1.470 solicitações. O Service Desk Manager (SDM) respondeu por 64,8% das demandas, consolidando-se como principal canal técnico de atendimento, seguido pelo e-mail institucional e pelo sistema CIA.

Na área de tecnologia e gestão por dados, o departamento promoveu a atualização dos painéis Estratégico, de Metas e de Compliance, alinhados ao glossário oficial de 2025, além de estruturar fluxos automatizados e análises comparativas entre informações do TJMT e do CNJ, reforçando ações de compliance da informação.

O portfólio de projetos entregues em 2025 inclui iniciativas voltadas à inteligência artificial, inteligência de negócio, inteligência de dados e automação de fluxos processuais. O projeto OmnIA, por exemplo, foi desenvolvido para apoiar magistrados e servidores na gestão da produtividade das unidades judiciais, com base em indicadores oficiais, metas do CNJ e análises orientadas por dados.

Na frente de Inteligência de Negócio, o DAPI realizou extração e análise de dados para subsidiar decisões institucionais e promoveu webinários técnicos sobre os eixos do Prêmio CNJ de Qualidade, alcançando aproximadamente mil participantes. Também foi realizado o curso Formação de Multiplicadores da Ciência de Dados Omni, que capacitou 219 servidores das unidades de Cuiabá e Várzea Grande.

Por meio do Laboratório de Fluxo do PJe, o departamento desenvolveu projetos voltados à automação, integração de sistemas e otimização dos fluxos de trabalho no Primeiro Grau, com impactos diretos na rotina das unidades judiciais. Entre as entregas estão a Remessa Assíncrona 2.0, a integração entre o PJe e o BNMP, a implantação da Central Unificada de Controle e Qualidade, o suporte ao Núcleo de Atuação Estratégica (NAE) para mutirões de sentença e a implementação dos fluxos do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, em atendimento à Resolução CNJ nº 562/2024.

Leia mais:  Combate à LGBTfobia: capacitação fortalece atuação ética, inclusiva e alinhada ao CNJ

No time de Inteligência de Dados (ID), o DAPI desenvolveu e consolidou painéis estratégicos voltados ao apoio à gestão judiciária e à tomada de decisão orientada por dados. Entre as entregas estão o Painel Justiça pela Paz em Casa, o Painel Placar Prêmio CNJ, o Painel de Audiências dos Juizados e o Painel de Metas – Anos Anteriores (2021 a 2024), fortalecendo o monitoramento institucional, a transparência e a confiabilidade das informações utilizadas pelo Tribunal.

“O balanço demonstra a amplitude da atuação do DAPI, que envolveu análise de indicadores, indicação de ajustes, apoio às unidades, qualificação de dados, automação de fluxos e suporte técnico permanente. Esse conjunto de ações reforça o papel do departamento como área estratégica de apoio à Primeira Instância”, afirma o diretor do DAPI, Guilherme Felipe Schultz.

Leia matérias relacionadas:

Em reunião de análise estratégica, gestão do TJMT celebra avanços e reconhecimento nacional

Trabalho coletivo leva unidades do TJMT ao topo do desempenho em 2025

Magistrados e servidores do TJMT celebram Selo Diamante recebido do CNJ

CPE apresenta resultados inéditos e consolida atuação estratégica no 1º Grau do Judiciário de MT

Magistrados de Mato Grosso são reconhecidos no Prêmio de Produtividade e Eficiência 2025

TJMT é destaque no Selo Diamante em áreas que geram mudança real na vida das pessoas

Do Bronze ao Diamante: TJMT é reconhecido pela proximidade com a população em premiação do CNJ

Quando a Justiça transforma a vida de pessoas: TJMT conquista pela primeira vez Selo Diamante do CNJ

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo:

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Tribunal de Justiça de MT

Curso “Pena Justa no Ciclo Penal” fortalece atuação humanizada no sistema penitenciário de MT

Publicado

Magistrados(as), servidores(as) e gestores(as) judiciais concluíram nos dias 29 e 30 de abril o primeiro módulo da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A formação integra a estratégia institucional voltada ao aperfeiçoamento da atuação judicial no sistema penal, com foco em práticas mais eficientes, humanizadas e alinhadas aos direitos fundamentais. Durante os dois dias de atividades presenciais, foram debatidos temas como medidas diversas da prisão, execução penal, políticas de cidadania, inspeções judiciais e atenção a populações com vulnerabilidade acrescida no ciclo penal.

O diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal destacou que a Esmagis e o Poder Judiciário cumprem papel essencial na formação continuada da magistratura e no aprimoramento institucional.

“A execução penal exige uma jurisdição mais consciente e comprometida com a realidade humana do sistema prisional. A formação é o caminho para que possamos refletir sobre nossas responsabilidades e buscar alternativas que efetivamente contribuam para a recuperação das pessoas. Não basta levar ao cárcere, é preciso discutir formas verdadeiras de recuperar e reeducar. Isso exige conhecimento, consciência e responsabilidade de todos nós”, comentou

Supervisor do GMF-MT, o desembargador Orlando de Almeida Perri ressaltou que a capacitação também busca ampliar a sensibilidade dos magistrados(as) diante da realidade prisional. “É muito importante promover cursos como este para conscientizar sobre a importância do sistema prisional. Precisamos enfrentar problemas graves e depende muito das atitudes e condutas dos magistrados para que possamos promover as melhorias necessárias”.

A formadora do curso, Laryssa Angélica Copack Muniz, juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, conduziu os debates com foco na humanização da atuação judicial, no papel constitucional do sistema penal e na necessidade de construir respostas mais eficazes para a violência e a reincidência. Durante a capacitação, a magistrada abordou temas ligados à execução penal, medidas alternativas à prisão, reinserção social e o compromisso institucional de garantir direitos fundamentais também às pessoas privadas de liberdade.

Leia mais:  Fonamec aborda formas de fortalecimento da política de tratamento adequado de solução de conflitos

“O curso propõe uma reflexão sobre como juízes e juízas podem aperfeiçoar sua atuação criminal e na execução penal, contribuindo para reverter o estado inconstitucional reconhecido nas prisões brasileiras. Não existe sociedade sem reintegração. As pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social, e cabe ao Estado criar condições para que voltem melhores do que entraram. Quando falamos em trabalho, estudo e dignidade no sistema prisional, falamos em segurança pública de verdade. Ressocializar também é proteger a sociedade”, destacou.

Participação ativa

Juiz da 3ª Vara Criminal de Sinop, Walter Tomaz da Costa avaliou que o curso trouxe reflexões importantes para o enfrentamento da superlotação carcerária.

“Mato Grosso vive uma realidade de superpopulação carcerária. O Programa Pena Justa enfatiza a ressocialização e tende a melhorar esse cenário, desde que haja sensibilização de todos os poderes envolvidos. E esta capacitação chega em um momento necessário, especialmente para comarcas que convivem diretamente com a superlotação carcerária. A formação permite que os magistrados compartilhem experiências e reflitam sobre caminhos possíveis. Em Sinop, por exemplo, a superlotação é uma realidade urgente, e precisamos de medidas que envolvam não apenas o Judiciário, mas também o Executivo”, contou

Leia mais:  Aula magna dá início à formação de 35 juízes recém-empossados do TJMT

Já a magistrada Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e juíza cooperadora de Execução Penal, destacou a importância de enxergar o sistema penitenciário sob a perspectiva humana.

“Esses cursos são fundamentais porque trazem ao magistrado a reflexão de que a pessoa presa continua sendo um ser humano. A rotina do trabalho judicial muitas vezes nos aproxima da burocracia e nos distancia da dimensão humana do sistema prisional. Cursos como este ajudam a resgatar esse olhar. Precisamos ainda lembrar que toda pessoa privada de liberdade um dia retornará ao convívio social. Se o sistema não oferecer trabalho, estudo e condições de dignidade, a reincidência continuará afetando toda a sociedade”, ressaltou Edna Coutinho.

Formação alinhada às metas institucionais

A capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal” integra diretrizes estratégicas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027 e busca fortalecer a atuação de magistrados(as), assessores(as) e gestores(as) judiciais no ciclo penal, especialmente nas áreas de fiscalização das unidades prisionais, aplicação de medidas alternativas e garantia de direitos fundamentais.

O próximo módulo será ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, com foco na prevenção à tortura e na saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

O terceiro e último módulo será promovido no dia 18 de maio de 2026 e tratará do tema “Audiência de Custódia”, tendo como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva e o servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana