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Força-tarefa do MMA realiza análise inicial de propostas que podem ser beneficiadas pela Lei de Incentivo à Reciclagem

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou nesta semana primeira etapa de análise de admissibilidade das propostas encaminhadas no âmbito da Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR). Regulamentada em dezembro de 2024, a norma busca fortalecer a reciclagem, com a promoção da economia circular e incentivos para que empresas e pessoas físicas invistam em projetos que ajudem a transformar resíduos em novos produtos.

Desse modo, quem participa como incentivador pode receber benefícios fiscais com dedução no imposto de renda. As análises são conduzidas por uma força-tarefa composta por analistas da pasta, instituída em julho passado.

O objetivo é ampliar a capacidade de avaliação e impulsionar a admissão de projetos de todo o Brasil, para tornar mais ágil o acesso às oportunidades de captação de recursos de iniciativas ligadas à reciclagem e à recuperação de resíduos sólidos.

A apreciação será concluída em uma segunda etapa, que ocorrerá em breve. Depois dessa fase, as propostas consideradas aptas serão disponibilizadas no Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir) para captações.

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“A Lei de Incentivo à Reciclagem é um marco para o setor, com grande potencial de transformar a forma como lidamos com os resíduos no Brasil. A criação da força-tarefa reforça nosso compromisso em dar agilidade à análise dos projetos e ampliar o impacto positivo dessa política pública”, afirmou o secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental, Adalberto Maluf, secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental.

Ao todo, a força-tarefa analisa cerca de 400 propostas enviadas por cooperativas, organizações da sociedade civil, municípios, e micro e pequenas empresas de todas as regiões do país. Os projetos visam expandir ações, melhorar a gestão de resíduos sólidos e fortalecer a cadeia da reciclagem no Brasil.

As propostas em fase de captação estarão disponíveis para que empresas e pessoas físicas possam destinar percentuais do Imposto de Renda devido aos projetos aprovados pela Lei de Incentivo a Reciclagem. Pessoas jurídicas podem destinar até 1% do seu imposto de renda, enquanto pessoas físicas podem direcionar até 6%, com valores integralmente dedutíveis do imposto devido.

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“Queremos apoiar iniciativas inovadoras, fortalecer as cooperativas e garantir que a reciclagem se consolide como uma estratégia de desenvolvimento urbano sustentável, com geração de trabalho, renda e inclusão social”, concluiu Adalberto Maluf.

Para mais informações sobre a Lei de Incentivo à Reciclagem clique aqui.
( www.sinir.gov.br).

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

[email protected]

(61) 2028-1227/1051

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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