Mato Grosso

Forças de segurança participam do “Dia D” de combate à violência contra a mulher no Parque das Águas

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) realizou nesta quinta-feira (7.8), a cerimônia de lançamento da Operação Integrada Shamar 2025, no Parque das Águas, em Cuiabá. O evento marcou o “Dia D” da mobilização nacional de combate a violência contra mulher e contou com participação da Polícia Militar, Civil, Corpo de Bombeiros, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

O secretário-adjunto de Integração Operacional, coronel Fernando Augustinho, explicou o objetivo da Operação Shamar. “A Operação tem como principal missão atuar de forma conjunta e integrada com todas as forças de segurança pública no enfrentamento à violência contra a mulher. Mais do que ações ostensivas e operacionais, ela foca também na prevenção, por meio de orientações e palestras que buscam conscientizar e encorajar as mulheres a romperem o ciclo de violência. Sabemos que, na maioria dos casos de feminicídio, infelizmente, não há registro prévio de boletim de ocorrência nem a existência de medida protetiva. Isso evidencia a urgência de fortalecer o diálogo e o acolhimento, para que essas vítimas sintam-se seguras e amparadas ao denunciar. O Governo do Estado de Mato Grosso tem investido fortemente em políticas públicas voltadas ao combate da violência contra as mulheres, para que tenham a coragem de buscar ajuda e levar essas informações aos órgãos de segurança pública. Só assim poderemos, de fato, quebrar o ciclo da violência e salvar vidas”.

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A capitã PM Narjara, comandante da Patrulha Maria da Penha de Cuiabá, enfatizou a importância do atendimento humanizado das vítimas de violência e da presença do Estado para proteger as mulheres. “Atendemos casos reais, complexos, de mulheres que vivenciam muitas vezes o medo dentro do próprio lar. Nossa missão não se resume no policiamento ostensivo. Nós acolhemos, orientamos, fiscalizamos, acompanhamos. Agimos com firmeza, mas também com empatia. Com técnica, mas também com humanidade. Porque sabemos que a violência doméstica deixa marcas que vão além das visíveis. E sabemos, sobretudo, que a presença do Estado pode ser a diferença entre a vida e a morte. Entendemos que essa não é uma batalha de curto prazo, que há desafios estruturais, culturais e institucionais, mas sabemos também que cada mulher salva é uma vitória imensurável”.

Durante o período da operação, 1º de agosto a 4 de setembro, as forças de segurança estaduais atuam de forma integrada com o objetivo de combater a violência de gênero e contribuir para o fortalecimento da sensação de segurança em todo o estado de Mato Grosso.

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Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Operação Shamar ocorre em todo o território nacional tradicionalmente no mês de agosto. A iniciativa faz referência ao aniversário da Lei Maria da Penha, que completa 19 anos de promulgação neste dia 7 e integra a campanha Agosto Lilás.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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