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Frota aeroagrícola brasileira cresce 5,25% e atinge 2.866 aeronaves em 2025

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O Brasil encerrou 2025 com 2.866 aeronaves agrícolas tripuladas registradas, o que representa um crescimento de 5,25% em relação ao ano anterior. Os dados integram a Análise da Frota Aeroagrícola Brasileira de Aviões e Helicópteros 2025, apresentada oficialmente nesta quarta-feira (24) durante a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, realizada na Estação Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS).

O levantamento, elaborado pelo diretor operacional do Sindag, Cláudio Júnior Oliveira, reforça o papel estratégico da aviação agrícola como infraestrutura essencial para o agronegócio brasileiro.

Aviação agrícola avança com profissionalização e tecnologia

Segundo o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle, o avanço vai além dos números.

“Os dados revelam transformações estruturais no setor, com o fortalecimento das operações profissionais, a consolidação dos serviços especializados e a modernização contínua da frota”, destacou.

Com o resultado, o Brasil mantém a posição de segunda maior frota agrícola do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que contam com cerca de 3,6 mil aeronaves em operação. O país também se consolida como principal mercado internacional de aeronaves agrícolas, de acordo com relatório recente da General Aviation Manufacturers Association (GAMA).

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Expansão contínua ao longo da década

A série histórica demonstra que o crescimento é consistente. Em 2009, o Brasil registrava 1.498 aeronaves agrícolas, e desde então o setor vem crescendo, mesmo em meio a períodos de instabilidade econômica e política, além dos impactos da pandemia de Covid-19.

A expansão se intensificou a partir de 2022, acompanhando o fortalecimento do agronegócio e o aumento da demanda por aplicações aéreas em lavouras de grande escala.

Estrutura do setor aponta tendência de profissionalização

O estudo mostra uma mudança significativa no perfil operacional da frota. Atualmente, 62,9% das aeronaves estão vinculadas a Serviços Aéreos Especializados (SAE) — empresas que prestam serviços para produtores rurais. Já 35,7% pertencem a operadores privados (TPP), agricultores que utilizam seus próprios aviões nas fazendas.

Entre 2023 e 2025, houve migração de 119 aeronaves da categoria privada para o modelo de prestação de serviços. O movimento reflete a profissionalização do setor, o ganho de escala e a adaptação às exigências regulatórias.

Mato Grosso mantém liderança nacional da frota

A distribuição das aeronaves segue o mapa da produção agrícola. Mato Grosso lidera com 803 unidades, seguido por Rio Grande do Sul (398), São Paulo (328) e Goiás (320). Juntos, esses quatro estados concentram mais da metade da frota nacional, com Mato Grosso sozinho respondendo por 27,5% do total.

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O crescimento está diretamente ligado a culturas como soja, milho e algodão, que demandam eficiência e rapidez nas aplicações aéreas em grandes áreas.

Indústria nacional e estrangeira dividem espaço

O levantamento aponta equilíbrio entre a indústria brasileira e a importada: 51% das aeronaves são de fabricação nacional, enquanto 49% são estrangeiras.

A Embraer segue como líder no mercado, destacando-se pelos modelos movidos a etanol, tecnologia que tornou o país referência internacional. Em paralelo, cresce a presença das turboélices importadas, especialmente da norte-americana Air Tractor, impulsionadas por maior capacidade de carga e eficiência operacional.

Aviação autônoma marca nova era do setor

Um dos destaques do levantamento é o registro do primeiro avião agrícola autônomo no Brasil — o Pyka Pelican. Embora represente apenas uma unidade, o modelo marca o início de uma nova fase tecnológica, com a integração gradual de sistemas autônomos e tripulados em uma das maiores frotas aeroagrícolas do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisa e sustentabilidade ganham espaço na agenda da pesca na Amazônia

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quinta-feira (24), em Manaus (AM), uma série de compromissos voltados ao fortalecimento da pesquisa, da inovação e do desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura na Amazônia. A agenda incluiu reunião com a Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), encontro com professores de Engenharia de Pesca e participação na abertura do II Congresso de Engenharia, Agronomia e Tecnologia do Amazonas (II CENATEC).

Durante a visita à UFAM, o ministro se reuniu com a reitora Tanara Lauschner para tratar de ações da universidade relacionadas aos impactos do El Niño na região. Segundo Edipo “o Governo Federal vem atuando em todas as frentes para salvaguardar a população ribeirinha e o povo da Amazônia”.

A agenda também teve diálogo com professores do curso de Engenharia de Pesca, com destaque para a análise dos resultados de dois Termos de Execução Descentralizada (TEDs) firmados entre o MPA e a instituição. Os projetos contemplam o Manejo Pesqueiro de Espécies Amazônicas Migratórias, e a Pesca Ordenada e Sustentável da Piracatinga. As iniciativas reforçam a cooperação entre governo e universidade na produção de conhecimento e no desenvolvimento de estratégias para o manejo sustentável dos recursos pesqueiros amazônicos.

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A programação do ministro também incluiu a cerimônia de abertura do II CENATEC, que reúne estudantes, profissionais, pesquisadores, professores, empresas e representantes de instituições públicas e privadas das áreas de Engenharia, Agronomia e Tecnologia. No congresso, que também aborda temas relacionados à inovação, ao desenvolvimento tecnológico e à sustentabilidade na Amazônia, o ministro destacou as políticas públicas do Governo Federal no Amazonas e a representatividade feminina no setor e na liderança do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA- AM).

“O Governo Federal dedica uma atenção muito especial ao Amazonas. Ao acompanharmos os debates sobre as BRs 319 e 174, além dos investimentos e realizações do Novo PAC na região — como as entregas das pontes sobre os rios Cruzá e Autaz-Mirim —, fica evidente que essas políticas dialogam com a verdadeira essência da engenharia. Nosso papel é sair da zona de conforto e construir um país melhor para a população.” afirmou Edipo.

Pesca e aquicultura no Amazonas

A agenda ocorre em um estado de grande relevância para a atividade pesqueira brasileira. O Amazonas possui 151.426 pescadores registrados, dos quais 44% são mulheres, além de 749 aquicultores registrados. O estado também contabiliza 82 indústrias de pescado registradas e produção anual de mais de 12 mil toneladas de pescado, segundo dados de 2024.

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O estado também registrou a emissão de 551 licenças para pescadores esportivos, segmento que integra as diferentes atividades relacionadas ao uso sustentável dos recursos pesqueiros e ao desenvolvimento econômico da região.

Próximos compromissos

A agenda do ministro em Manaus continua nesta sexta-feira (25), com visita a uma fazenda de piscicultura e atividades relacionadas ao contrato de águas da União. Na sequência, Edipo Araujo terá visita institucional no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), ampliando o diálogo com instituições de pesquisa que atuam no desenvolvimento científico e tecnológico da região.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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