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Fungos Persistentes no Solo Ameaçam Safras e Demandam Controle Biológico Sustentável

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Patógenos fúngicos do solo, como Rhizoctonia solani, Fusarium solani e Sclerotinia sclerotiorum, estão entre os principais desafios enfrentados por produtores agrícolas. Esses microrganismos têm a capacidade de sobreviver por várias safras, formando estruturas resistentes que dificultam o controle e comprometem diferentes estágios do desenvolvimento das plantas.

As consequências da infestação incluem tombamento de plantas, podridões radiculares, lesões em hastes e folhas próximas ao solo, além de murcha localizada e lesões encharcadas, que prejudicam a fotossíntese. Segundo a Embrapa, doenças do solo podem reduzir a produtividade de culturas como soja e milho de 15% a 30%, especialmente em áreas com histórico de infestação, além de afetar a qualidade da colheita.

Biofungicidas surgem como alternativa eficaz

O uso de biofungicidas tem se mostrado uma estratégia eficiente para reduzir a pressão de inóculo desses agentes, promovendo ao mesmo tempo o equilíbrio e a saúde do solo.

A Allterra, empresa especializada em soluções para a melhoria da produtividade do solo, lançou o Biofungicida Texx, um produto que combina múltiplos mecanismos de ação: competição, antibiose, parasitismo e predação. Formulado com duas cepas de Bacillus velezensis e o fungo Trichoderma harzianum, o biofungicida pode ser aplicado no tratamento de sementes, pulverizações foliares ou jato dirigido, garantindo efeito prolongado no solo.

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Manejo biológico previne e controla patógenos

“A grande vantagem do manejo biológico é que ele atua não apenas de forma curativa, mas também preventiva. Microrganismos presentes no Biofungicida Texx competem com os patógenos no ambiente radicular, reduzindo sua capacidade de se estabelecer e reincidir em safras futuras”, explica Walmor Roim, gerente de marketing da Allterra.

Além de controlar os principais fungos do solo, a tecnologia contribui para melhorar a saúde do sistema radicular, garantindo germinação uniforme e estande de plantas adequado, fatores essenciais para colheitas mais produtivas e de qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de tabaco no Paraná atinge recorde na safra 2026, mas preços recuam no mercado

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A produção de tabaco no Paraná encerrou a safra 2026 com resultado recorde, alcançando 213,7 mil toneladas. O desempenho representa um crescimento de 7% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 199,7 mil toneladas, segundo dados do Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), nesta quinta-feira (25).

O avanço foi sustentado principalmente pela expansão contínua da área cultivada, que registra crescimento há cinco safras consecutivas e atingiu 86,8 mil hectares, o maior nível já observado no estado.

Expansão da área impulsiona novo recorde de produção

O aumento da área plantada segue como principal fator de sustentação da produção recorde de tabaco no Paraná. O movimento de expansão contínua ao longo dos últimos anos consolidou o estado como um dos principais polos produtores da cultura no país.

Com maior volume de área disponível para cultivo, a safra ganhou robustez, mesmo diante de oscilações climáticas e variações regionais de produtividade.

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Preços do tabaco recuam no período de maior comercialização

Apesar do desempenho positivo na produção, o mercado registrou pressão sobre os preços pagos aos produtores.

De acordo com o Deral, os valores observados em maio refletem o período de maior comercialização da safra, quando ocorre o pico de secagem das folhas em estufas após a colheita.

No mês de referência, o preço médio do quilo do tabaco tipo estufa foi de R$ 18,71, o que representa uma queda de 3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando a média registrada era de R$ 19,22.

Cadeia integrada garante estabilidade ao produtor

Mesmo com a leve redução nas cotações, o boletim destaca que a cultura do tabaco segue como uma das atividades mais competitivas para pequenos produtores no Paraná.

O sistema de integração produtiva, característico da cadeia do tabaco, é apontado como um dos principais fatores de estabilidade econômica, garantindo previsibilidade de comercialização e suporte técnico ao longo do ciclo produtivo.

Perspectiva do setor

O resultado da safra 2026 reforça o avanço estrutural da cultura no estado, sustentado pela ampliação da área cultivada. Para os próximos ciclos, o mercado deve seguir atento ao equilíbrio entre oferta e demanda, além da dinâmica de preços durante os períodos de maior comercialização.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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