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Galeão avança como hub internacional e amplia rotas para o exterior

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O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, deve ganhar mais importância nas conexões internacionais do país. A companhia Gol Linhas Aéreas anunciou, nesta sexta-feira (6), planos para fortalecer o aeroporto como hub internacional, ampliando a oferta de voos para o exterior. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, acompanhou o lançamento junto com o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

A partir de julho, a Gol pretende iniciar três voos semanais para Nova York, com chegada ao John F. Kennedy International Airport. Também há perspectiva de abertura de novas rotas para Lisboa, Orlando e Paris. A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou um incentivo financeiro de cerca de US$ 6 milhões para apoiar o lançamento da rota direta entre Galeão e Nova York.

Durante o evento, o presidente Lula falou sobre a importância de recuperar o Galeão, “não só para o Rio de Janeiro, mas também para o Brasil”, e parabenizou os ministros de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e do Turismo, Gustavo Feliciano, pelos resultados. “O que nós estamos entregando aqui hoje é resultado da nossa responsabilidade e do nosso compromisso com o país. Na hora que a gente planta coisas boas, a gente colhe coisas boas.”

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Para o ministro, Silvio Costa Filho, o fortalecimento do Galeão é fruto do trabalho e dedicação do Governo Federal. “Quando o presidente Lula assumiu, nós tivemos 4,5 milhões de passageiros. Estava quase tudo fechado, inoperante, um ambiente de desemprego, de desesperança. Por sua decisão política e, quero fazer justiça, pela determinação do prefeito Eduardo Paes, no ano passado nós celebramos quase 18 milhões de passageiros, o maior volume da história do aeroporto do Galeão”, comemorou.

A iniciativa anunciada reforça o papel do Galeão como porta de entrada internacional do Brasil e amplia a conectividade aérea do país. “O fortalecimento das rotas internacionais é estratégico para estimular o turismo, os negócios e a geração de empregos”, afirmou o ministro. Em 2025, o aeroporto registrou 5,7 milhões de passageiros apenas em voos internacionais, o maior número da história do terminal.

Estudos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico indicam que a consolidação do Galeão como hub internacional pode gerar impactos significativos no longo prazo. Em dez anos, a iniciativa pode ampliar o PIB do estado do Rio de Janeiro em R$ 50,6 bilhões e gerar cerca de 684 mil novos empregos. No cenário nacional, o impacto estimado é de aumento de 0,6% no PIB do Brasil no mesmo período.

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Movimentação no Galeão

Ao longo do ano, o terminal movimentou 18 milhões de passageiros, sendo 12,1 milhões em voos nacionais e 5,7 milhões em voos internacionais. O número de passageiros domésticos cresceu 181,4% em relação a 2023, enquanto o movimento internacional aumentou 58,3%. Ao todo, foram realizados 83,7 mil voos domésticos, alta de 168,3%, e 33 mil voos internacionais, crescimento de 63,4% no mesmo período.

O aeroporto também recebeu 2,1 milhões de turistas internacionais em 2025, um aumento de 88,6% em comparação com 2023, estabelecendo recorde histórico. Com esse desempenho, o Rio de Janeiro concentrou 43% de todo o crescimento do turismo internacional

O Galeão é administrado pela concessionária Aeroporto Rio de Janeiro S.A. desde 2014, após leilão realizado pelo Governo Federal. O aeroporto também passa por um processo de modernização do contrato de concessão, com leilão previsto para o dia 30 de março, na B3.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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MTE propõe mesa de diálogo para regulamentação do trabalho em centrais de abastecimento

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O secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Chico Macena, recebeu, nesta quinta-feira (30), representantes da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento (Abracen) para discutir a regulamentação da Lei nº 12.023/2009, que trata das atividades de movimentação de mercadorias realizadas por trabalhadores avulsos em áreas urbanas e rurais.

Durante a reunião, além de ouvir as propostas do setor, Chico Macena propôs a criação de uma mesa permanente de diálogo voltada à promoção do trabalho decente, com a participação de todos os atores envolvidos na cadeia das centrais de abastecimento. A iniciativa tem como objetivo construir soluções que assegurem melhores condições de trabalho aos trabalhadores avulsos e garantam segurança jurídica aos empregadores do setor.

Segundo ele, a estratégia do Ministério vai além da fiscalização e prioriza o diálogo como instrumento para enfrentar desafios estruturais e transformá-los em soluções efetivas, com potencial de se tornarem referência. “Não se trata apenas de fiscalizar, mas de construir, em conjunto com o setor, soluções duradouras que garantam trabalho digno”, ressaltou.

De acordo com a presidente da Abracen, Renata Senna, as Ceasas são estruturas públicas, sem fins lucrativos, que desempenham papel estratégico no abastecimento diário da população brasileira. Nesse contexto, os carregadores são fundamentais para o funcionamento das centrais — sem eles, a operação não se sustenta. “Por isso, é essencial avançar na construção de soluções que reconheçam essa realidade, garantindo o equilíbrio entre a continuidade do serviço e a valorização desses trabalhadores”, afirmou. 

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A diretora do Departamento de Fiscalização do Trabalho, auditora-fiscal do Trabalho Dercylete Lisboa Loureiro, destacou a necessidade de reconhecer a natureza das atividades no setor como trabalho avulso — e não autônomo —, assegurando, assim, a proteção prevista na Constituição. Ela enfatizou a importância da intermediação sindical, da adoção de critérios mais justos de remuneração e do cumprimento das normas de segurança e saúde no trabalho, chamando atenção para a urgência do tema diante da recorrência de acidentes. 

O secretário de Relações do Trabalho, Marcos Perioto, também defendeu a criação de uma mesa técnica para subsidiar a regulamentação, levando em conta as diferentes realidades das centrais de abastecimento. Segundo ele, é fundamental construir soluções que conciliem a melhoria das condições de trabalho com a preservação dos direitos dos trabalhadores.

A reunião reforçou o compromisso do MTE com o diálogo social e com a construção de alternativas que assegurem dignidade, segurança e direitos aos trabalhadores envolvidos na movimentação de mercadorias nas centrais de abastecimento em todo o país.

Pelo MTE, também participou o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos, Luiz Carlos da Silva.

Participaram da reunião, como representantes das Ceasas: José Lourenço Pechtoll, diretor-presidente da CEAGESP; Dennyel Dantas, diretor técnico da Ceasa do Distrito Federal; Bruno Sena, diretor-presidente da Ceasa do Distrito Federal; Cristiane Dada, coordenadora operacional da Ceasa de Salvador; Hebert Lima, diretor-presidente da Ceasa do Estado do Ceará; João Pedro, diretor-presidente da Ceasa do Estado de Goiás; Sandro Carlos Vidal, diretor-presidente da Ceasa do Estado de Santa Catarina; Stefan Ludwig, diretor técnico-operacional da Ceasa do Estado do Rio Grande do Sul; Walquyria Majeveski, diretora-presidente da Ceasa de Campinas (SP); Cristiane Machado Dias e Claudinei Barbosa, da Ceasa de Campinas (SP); Jaelson Porto, vice-presidente da Ceasa de Caruaru (PE); Orlando Leitão Alves, consultor técnico da Ceasa de Caruaru (PE); Hideraldo Henrique Silva, diretor-presidente da Ceasa do Estado de Minas Gerais; João Luiz Buso, diretor-presidente da Ceasa do Estado do Paraná; Bianca de Carvalho, diretora-presidente da Ceasa do Estado do Rio de Janeiro; Jennifer Pereira Nery, assessora da Presidência da Ceasa do Estado do Rio de Janeiro; Matheus Silva de Freitas Galvão, diretor-presidente da Ceasa do Estado do Rio Grande do Norte; Jonas Dumaresq de Oliveira Nóbrega, diretor técnico da Ceasa do Estado do Rio Grande do Norte; Bruno de França Bezerra dos Santos, diretor-presidente da Ceasa do Estado de Pernambuco; Carlos Antônio Ribeiro Ramalho Júnior, assessor da Presidência da Ceasa do Estado de Pernambuco; Celso Cândido Almeida Leal, diretor-presidente da Autarquia Municipal de Abastecimento (AMA/BA); Pablo Ciro de Santana Bandeira Nunes e Diego Cardoso Sousa Leal, assessores jurídicos da AMA/BA; e Lorrayne Pereira de Araújo, responsável pelo escritório da Abracen no Distrito Federal.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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