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Gestão inteligente impulsiona expansão da Justiça Restaurativa no TJMT

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A modernização da gestão das práticas restaurativas no Poder Judiciário de Mato Grosso ganhou destaque durante o Painel 5 – “Sistema Nugjur: inovação na gestão restaurativa”, apresentado pelo assessor de Relações Institucionais do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) do TJMT, Rauny José da Silva Viana, no primeiro dia do seminário “Justiça Restaurativa na Educação e na Ambiência Institucional”.

Com uma explanação repleta de dados, Rauny apresentou o Sistema Nugjur, plataforma digital criada pelo próprio Judiciário mato-grossense para gerenciar e monitorar as práticas restaurativas em todo o estado. O sistema, pioneiro no país, permite acompanhar em tempo real informações sobre facilitadores, locais de atuação, número de participantes e resultados das ações desenvolvidas.

“Quando cheguei, em 2023, percebi que havia uma lacuna. Tínhamos muitas planilhas, dados dispersos, e eu me perguntava: como tomar decisões estratégicas sem informações organizadas? Foi aí que surgiu a ideia de criar um sistema unificado, capaz de transformar a forma como gerenciamos a política restaurativa”, explicou o assessor.

Segundo ele, o Nugjur é uma ferramenta que alia gestão e sensibilidade humana, permitindo que a Justiça Restaurativa se consolide não apenas como método de pacificação social, mas também como política pública estruturada e sustentável. “A Justiça Restaurativa pode ser compreendida como uma filosofia de vida. Quando aprendemos a ouvir com empatia e dialogar com respeito, promovemos mudanças reais nos ambientes institucionais. E é essa mudança de consciência que transforma pessoas e instituições”, afirmou Rauny.

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Durante a apresentação, ele destacou a trajetória do Núcleo Gestor desde a criação do primeiro Centro de Práticas Restaurativas (Ceprar), em 2015, até a consolidação do sistema digital em 2025. O histórico revela o protagonismo do TJMT na construção de uma política inovadora, que antecedeu até mesmo a Resolução nº 225 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), publicada em 2016.

Atualmente, o TJMT possui 33 termos de cooperação com órgãos e prefeituras, além de parcerias com secretarias estaduais e projetos específicos. Somente em 2025, mais de 30 mil participações foram registradas nas práticas restaurativas, a maioria em ambientes escolares.

O palestrante explicou que o sistema mostra dados concretos, que permitem planejar, avaliar e aprimorar o trabalho. Através dele é possível distinguir quando uma prática é voluntária ou parte da jornada laboral, o que é fundamental para orientar decisões administrativas e orçamentárias. A gestão é baseada em evidências, o que garante a continuidade e o fortalecimento da política pública.

O modelo desenvolvido em Mato Grosso já desperta o interesse de outros tribunais e do próprio CNJ. Há, inclusive, proposta para que o sistema seja integrado ao Processo Judicial Eletrônico (PJe), tornando-se referência nacional.

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Ao final de sua apresentação, Rauny José da Silva Viana recebeu um certificado de participação das mãos do desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, em reconhecimento à sua contribuição para o fortalecimento da Justiça Restaurativa no estado.

Acesse as fotos do evento no Flickr do TJMT

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Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

É amanhã: audiência pública debaterá impactos da Lei de Combate ao Crime Organizado

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Material gráfico de divulgação de audiência pública, com fundo azul, imagem da estátua da Justiça, martelo judicial e informações sobre data, horário, local e formato híbrido do evento promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.Nesta sexta-feira (12), partir das 13h30, será realizada a audiência pública “A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades”. O evento ocorrerá de maneira híbrida, presencial no Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), e online com transmissão pela Plataforma Teams e pelo canal TJMT Eventos no YouTube.

A iniciativa é promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), em parceria com o Ministério Público do Estado (MPE), a Polícia Judiciária Civil (PJC) e a OAB-MT. O objetivo é reunir representantes do Judiciário, Ministério Público, advocacia, forças de segurança e especialistas da área jurídica para debater os reflexos da legislação de enfrentamento ao crime organizado no sistema de justiça criminal brasileiro.

“O evento foi pensado em três painéis, reunindo diferentes atores institucionais para apresentar à sociedade uma visão ampla, plural e dialogada sobre temas que impactam diretamente o sistema de justiça criminal. Contamos com participação de todos, não só da comunidade jurídica, mas da sociedade que é a razão de ser da nossa atuação”, convida o juiz auxiliar da CGJ e coordenador da audiência, João Filho de Almeida Portela.

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Interessados em participar ainda podem se inscrever pelo link: https://evento.tjmt.jus.br/inscricao-evento/07000000-0aa7-0a58-0616-08deb77d4ca1


Arte vertical de convite para a audiência pública sobre a Lei de Combate ao Crime Organizado no Brasil, com a foto do juiz João Filho Portela em destaque, as informações de data e horário e, na parte de baixo, as logomarcas do Poder Judiciário e da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso.Confira a Programação

14h – Painel 1

Expansão do conceito de “domínio social estruturado”

Mediadora: Anne Karine Louzich Hugueney, subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso;

Expositor: desembargador Wesley Sanchez Lacerda;

Debatedor: delegado Rafael Scatolon;

Debatedor: Giovane Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso.

15h – Painel 2

Lei Antifacção e Governança Corporativa: limites e deveres das pessoas jurídicas

Mediador: Douglas Ibarra, conselheiro estadual da OAB-MT;

Expositor: promotor de Justiça Renee do Ó Souza;

Debatedor: delegado Caio Albuquerque, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa;

Debatedor: juiz Anderson Clayton Dias Batista.

16h – Painel 3

Ampliação de poderes investigativos e flexibilização de garantias processuais

Mediador: promotor de Justiça Elton Oliveira Amaral;

Expositora: juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni;

Debatedor: delegado Gustavo Godoy;

Debatedor: advogado Stalyn Paniago

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

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Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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