Mato Grosso

Governo de MT faz proposta para aquisição do prédio da Santa Casa

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O Governo de Mato Grosso anunciou, nesta quarta-feira (11.2), que pretende requisitar definitivamente o prédio da Santa Casa de Cuiabá, para manter o funcionamento do Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá.

Segundo o governador Mauro Mendes, o Estado vai apresentar uma proposta formal no valor de R$ 25 milhões para a aquisição da Santa Casa junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-MT), que está com a custódia do imóvel, por conta das dívidas trabalhistas deixadas pela antiga direção da unidade hospitalar.

“Tomamos a decisão de comprar a Santa Casa, que é uma instituição com mais de dois séculos de história e que deu grande contribuição para a saúde do nosso Estado. Esse era um equipamento da Prefeitura de Cuiabá até o ano de 2019, que deixou fechar por 60 dias, e o governo teve a iniciativa de retomar, e essa foi uma das decisões mais assertivas, porque tivemos a pandemia no ano seguinte. A decisão de adquirir a Santa Casa foi técnica para não deixar a população mato-grossense desassistida dos serviços que não poderiam ir para o Hospital Central”, afirmou o governador Mauro Mendes.

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Alguns serviços passarão para o Hospital Central, mas outros, como os de oncologia e nefrologia, continuarão a ser prestados pela Santa Casa, e outros que vão ser levados para a unidade, como Home Care, Cuidados Paliativos, exames de imagem, entre outros.

“Estamos apresentando uma solução mais duradoura para a Santa Casa de Cuiabá, que foi encontrada pela equipe da Secretaria Estadual de Saúde para por fim ao problema e continuar atendendo a população”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

A proposta será encaminhada ainda nesta quarta-feira para análise do Tribunal Regional do Trabalho, que deve verificar com o Governo Federal se há interesse em assumir a Santa Casa. Caso não queira, a prioridade é do Governo de Mato Grosso.

Acompanharam o anúncio o vice-governador Otaviano Pivetta, os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Dr João, Carlos Avallone, Chico Guarnieri, Paulo Araújo, Elizeu Nascimento, Julio Campos, Diego Guimarães, Fábio Tardin, o promotor de Justiça Milton Matos, o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, e a secretária de Comunicação, Laice Souza, e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

XII Encontro Intercultural Indígena reforça ensino dos saberes ancestrais em Mato Grosso

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Cuiabá sedia, nesta quinta e sexta-feira (23 e 24.4), o XII Encontro Intercultural Indígena: O futuro é Ancestral, uma programação voltada à valorização dos saberes indígenas no ambiente escolar. A programação ocorre das 8h às 18h, no Museu de História Natural de Mato Grosso, e é promovida pelo Instituto de Ecossistemas e Populações Tradicionais (Ecoss), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), por meio da Secretaria Adjunta de Gestão Educacional (Sage)..

A proposta é dar continuidade ao trabalho de inserção dos saberes indígenas na formação de estudantes e professores da rede estadual, aproximando a escola da realidade pluriétnica de Mato Grosso. O encontro também abre espaço para discutir como a história e a cultura dos povos originários podem estar mais presentes no cotidiano das unidades de ensino, sobretudo nas escolas não indígenas.

Participam da programação representantes das escolas estaduais indígenas Hadori, de Confresa; Julá Paré, de Tangará da Serra; Kurâ Bakairi, de Primavera do Leste; e Sagrado Coração de Jesus e Luiz Rudzane Edi Orebewe, da Diretoria Regional de Educação de Barra do Garças. As unidades representam as etnias Iny, Balatiponé, Kurâ Bakairi, Boé-Bororo e Xavante.

O encontro dialoga com a Lei 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura indígena e afro-brasileira na educação básica, e com a Resolução nº 04/2019 do Conselho Estadual de Educação, que orienta a Educação Escolar Indígena em Mato Grosso com base na diferença, na especificidade, no bilinguismo, no multilinguismo e na interculturalidade.

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A programação também está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao abordar temas transversais que perpassam diferentes áreas do conhecimento, como valorização da vida, sustentabilidade, comunicação e alteridade. Na prática, o encontro busca transformar esses princípios em ações concretas, promovendo sua aplicação no cotidiano pedagógico.

De acordo com a superintendente de Educação Inclusiva da Seduc, Paula Cunha, o encontro tem importância por promover a aproximação entre o ambiente escolar e os saberes indígenas de maneira respeitosa e efetiva, contribuindo para sua integração no contexto educacional.

“Quando esse diálogo acontece, estudantes e professores passam a compreender melhor a diversidade que forma Mato Grosso e a reconhecer que a cultura dos povos originários não está à margem da educação, mas no centro de uma formação mais humana, mais ampla e mais conectada com a nossa realidade”, avalia ela.

Para o cacique Xavante, Felisberto Cirerê, do município de Campinápolis, ver a sua cultura sendo compartilhada com outras etnias e com estudantes não indígenas é gratificante. “Há uma troca aqui e isso é importante para dar mais visibilidade aos povos originários. Essa importância se potencializa justamente por ser realizada no Museu Histórico de Maro Grosso”.

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Na opinião do professor Magno Kura-Bakairi, se trata de uma oportunidade tanto para os povos indígenas como para a sociedade não indígena divulgar, conhecer, quebrar alguns estereótipos e valorizar a questão da ancestralidade.

“A cultura dos povos indígenas é a cultura do povo brasileiro. Então, é uma oportunidade que as crianças estão tendo para tirar suas dúvidas sobre o que produzem, como vivem, como é a sua alimentação. Algo mais amplo do que mostram apenas os livros de história”.

Ao longo desses dois dias, a programação deve reunir cerca de 854 participantes, incluindo professores indígenas, coordenadores das Diretorias Regionais de Educação, monitores e estudantes. Estima-se ainda a participação de aproximadamente 640 estudantes nas atividades, distribuídas em quatro turnos, com média de 160 alunos por período, sob condução de professores indígenas.

Da Grande Cuiabá, participam estudantes de 16 escolas estaduais: Francisco Ferreira Mendes, Padre Ernesto Camilo Barreto, Professor Honório Rodrigues Amorim, Alcebíades Calhao, José Leite de Moraes, Hermelinda de Figueiredo, João Brienne de Camargo, Emanuel Pinheiro, Cezina Antonio Botelho, Marlene Marques de Barros, Antônio Cesário de Figueiredo Neto, Antônio Epaminondas, Elmaz Gattas Monteiro, Senador Azeredo, Governador José Fragelli e Santos Dumont.

Confira no anexo a programação completa.

Fonte: Governo MT – MT

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