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Governo Federal e estado do Rio de Janeiro alinham ações no combate ao crime organizado

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Brasília, 04/11/2025 – O secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Mario Sarrubbo, se reuniu, nesta terça-feira (4), com o secretário Estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor dos Santos, para definir o funcionamento do Escritório Emergencial de Combate ao Crime Organizado. A iniciativa foi anunciada, na última quarta-feira (29), pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, ao lado do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

O encontro também tratou do apoio do Governo Federal às ações integradas de segurança no Rio de Janeiro. O reforço na fiscalização das fronteiras foi um dos temas discutidos, com o objetivo de reduzir a entrada de armas no território fluminense. Sarrubbo destacou que será criada uma ação integrada envolvendo outros estados para reprimir o tráfico de armas, munições e explosivos.

“A entrada de armas no Rio de Janeiro vem de vários pontos do país e do exterior. Portanto, é necessário o envolvimento em rede de outros estados da Federação. Tivemos uma reunião de alinhamento e de integração no combate ao crime organizado. Tenho certeza de que teremos respostas eficientes e desestruturantes para a criminalidade”, disse Mario Sarrubbo.

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Durante o encontro, também foram debatidos mecanismos de financiamento para futuras operações integradas e para o Plano de Retomada de Território, visando restabelecer a presença do Estado em áreas dominadas por facções criminosas por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Ficou acertado o reforço da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), assim como o Projeto Captura — conjunto de ações e operações coordenadas para identificar, localizar e prender indivíduos foragidos da Justiça —, além da ida de novos analistas para o Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra) e, dessa forma, ampliar suas capacidades operacionais para o enfrentamento às organizações criminosas no território fluminense.

“A reunião ocorreu de forma muito produtiva. Tratamos de temas essenciais para o Rio de Janeiro e temos outras agendas programadas para os próximos dias. Em busca de garantir que todas as ações e entregas ocorram de forma ágil e eficiente, foi criado um Grupo Técnico”, afirmou o secretário estadual Victor dos Santos.

Os secretários também abordaram o fortalecimento do Cifra para ampliar os resultados e a estrutura nas ações contra o crime organizado. Outros encontros serão realizados de forma virtual, duas vezes por semana, para que o trabalho seja transparente, produtivo e eficaz.

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*Com informações da SESP RJ

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Classificação indicativa: principais mudanças no primeiro mês do ECA Digital

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Brasília, 28/4/26 – O primeiro mês de vigência do ECA Digital foi marcado por mudanças na classificação indicativa de plataformas, jogos eletrônicos e programas de televisão. Desde a entrada em vigor do novo eixo de interatividade, previsto na Portaria MJSP nº 1.048/2025 e no Decreto nº 12.880/2026, que regulamenta a Lei nº 15.211/2025, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria de Direitos Digitais (Sedigi), publicou decisões que elevaram a classificação indicativa de 16 redes sociais e reclassificaram jogos amplamente utilizados por crianças e adolescentes, como RobloxFortnite, Free Fire e Minecraft. 

O objetivo é reforçar o monitoramento de riscos no ambiente digital e estimular que produtos e serviços digitais adotem soluções tecnológicas que os tornem mais seguros para crianças e adolescentes. 

Redes sociais: faixas etárias revisadas 

Diversos países vêm discutindo o banimento de redes sociais antes dos 15 ou 16 anos, a exemplo de França, Espanha, Dinamarca, Noruega, Malásia, Grécia e Indonésia. O ECA Digital não proíbe o acesso a redes sociais antes dessa idade, mas, pelos parâmetros fixados pela Portaria MJSP nº 1.048/2025, os elementos de interatividade presentes na maioria das redes sociais levam à classificação indicativa de 16 anos. Em vários casos, a faixa atribuída foi superior à indicada pelas plataformas. 

Aplicativos como Kwai, TikTok, LinkedIn, Pinterest e Snapchat, que indicavam classificação entre 12 e 14 anos, receberam recomendação de não uso para menores de 16 anos. O WhatsApp e o Messenger, que indicavam 12 anos, foram classificados como não recomendados para menores de 14 anos. O Quora, que também indicava 12 anos, recebeu a classificação mais restritiva: não recomendado para menores de 18 anos.

Rede Social    |    Pretendida    |     Atribuída 

Kwai                         14 anos                16 anos 

TikTok                      14 anos                16 anos 

Instagram                16 anos                16 anos 

LinkedIn                  12 anos                16 anos 

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WhatsApp               12 anos                14 anos 

X (Twitter)                18 anos                18 anos 

Pinterest                 12 anos                16 anos 

Messenger              12 anos               14 anos

Threads                  16 anos                16 anos 

Reddit                     18 anos                18 anos 

Discord                   18 anos                18 anos 

Poosting                 18 anos                18 anos 

Twitch                     18 anos                18 anos 

Snapchat                12 anos                16 anos 

Bluesky                   18 anos                18 anos 

Quora                      12 anos                18 anos 

Os critérios considerados incluem não só conteúdos de teor sexual, drogas, linguagem imprópria e violência, mas também elementos de interatividade, como recomendação algorítmica, interação entre usuários e adultos desconhecidos, publicidade e possibilidade de compras on-line. 

Jogos eletrônicos: revisão de classificação 

A nova legislação também impactou o mercado de jogos eletrônicos. O MJSP revisou a classificação de títulos amplamente consumidos pelo público jovem, como Fortnite e Minecraft, com base nos critérios adotados. 

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Decisões da Coordenação-Geral de Classificação Indicativa elevaram para não recomendados para menores de 18 anos (NR18) jogos como NBA 2K26, WWE 2K26 e EA Sports FC 26, devido à presença de loot boxes — mecanismos de recompensa baseados em sorteio aleatório, vedados para esse público pelo ECA Digital. 

Estudos científicos têm demonstrado que o acesso a caixas de recompensa na infância e na adolescência é fator de risco para comportamentos de jogo compulsivo na idade adulta. 

Os jogos RobloxFortnite e Free Fire foram classificados como não recomendados para menores de 16 anos (NR16), por apresentarem mecanismos de engajamento contínuo e sistemas de recomendação algorítmica. Já MLB The Show 25 e MLB The Show 26 receberam a classificação não recomendada para menores de 14 anos (NR14), em razão da presença de compras nos jogos. O Minecraft também teve a classificação (livre) alterada, passando a ser não recomendado para menores de 14 anos.  

O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, destacou que a mera existência de controles parentais não altera a classificação: 

“Esses mecanismos fortalecem a proteção, mas não transformam conteúdo proibido em conteúdo classificável para faixas etárias inferiores. A interdição é determinada por lei, e a classificação indicativa apenas a reconhece formalmente. 

Conteúdo de apostas motiva reclassificação 

No mesmo período, o MJSP publicou a Portaria CGPCIND/DSPRAD/SEDIGI nº 730, de 10 de abril de 2026, que classificou o Big Brother Brasil 26 como não recomendado para menores de 16 anos (NR16), com exibição permitida apenas a partir das 22h na TV aberta. 

A elevação da faixa etária está relacionada à presença de conteúdo e publicidade explícita de apostas nas dinâmicas do programa, que passaram a estruturar provas e partes dos episódios. Embora o programa já tenha finalizado, o critério serve de referência para futuras análises de conteúdos de TV aberta. 

Segundo análise técnica da Coordenação-Geral de Políticas de Classificação Indicativa (CGPCIND), o formato associa apostas à diversão e à competição, o que pode facilitar o acesso e naturalizar jogos de azar. 

 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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