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Governo Federal lança consulta pública do I Plano Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia

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Brasília, 19/6/2026 – O Governo Federal lançou, nesta sexta-feira (19), a consulta pública do I Plano Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (I PlaNaMigra), marco da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA). Coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus) e do Departamento de Migrações (Demig), o documento reúne objetivos, diretrizes e ações voltadas à promoção de direitos, ao fortalecimento da governança migratória e à inclusão social e econômica de migrantes, refugiados e apátridas no Brasil.

Com vigência de quatro anos, o plano foi construído de forma interministerial e participativa, consolidando estratégias para ampliar o acesso dessa população a políticas públicas e serviços essenciais, aprimorar mecanismos de acolhimento humanitário e fortalecer a cooperação entre União, estados, municípios, organismos internacionais e sociedade civil.

A elaboração do plano representa avanço na implementação da PNMRA, instituída em 2025, e reafirma o compromisso do Estado brasileiro com uma abordagem baseada em direitos humanos, participação social e integração de políticas públicas.

De acordo com a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, a construção do I PlaNaMigra demonstra que políticas migratórias mais eficazes são aquelas elaboradas de forma coletiva, com diálogo entre governo, organismos internacionais, sociedade civil e, sobretudo, pessoas migrantes, refugiadas e apátridas. “O plano estabelece um caminho para fortalecer a proteção de direitos e ampliar oportunidades de integração em todo o País”, afirmou.

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Construção coletiva

O I PlaNaMigra foi elaborado a partir das deliberações da 2ª Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (Comigrar), realizada como espaço de participação social e construção coletiva. As 60 propostas priorizadas na conferência serviram de base para o documento.

A proposta também foi debatida em oficinas de trabalho promovidas pelo MJSP com participação de ministérios, órgãos públicos, organismos internacionais, Defensoria Pública da União (DPU) e Ministério Público Federal (MPF). O processo contou ainda com contribuições da Plataforma Brasil Participativo, ampliando a participação social na formulação da política pública.

Participaram da construção do plano representantes dos ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS); dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC); do Trabalho e Emprego (MTE); da Saúde (MS); da Educação (MEC); dos Povos Indígenas (MPI); das Mulheres (MMulheres); e das Relações Exteriores (MRE), além da DPU, do MPF e de organismos internacionais como o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a ONU Mulheres.

Cinco eixos orientam a política migratória

O plano está estruturado em cinco eixos temáticos que orientam as ações do Governo Federal no período de 2026 a 2030. Entre as prioridades estão o fortalecimento da governança migratória, a ampliação da articulação entre níveis de governo, a promoção de direitos, a inserção socioeconômica e a proteção contra violações de direitos humanos.

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O primeiro eixo prevê medidas para consolidar a estrutura institucional da PNMRA, incluindo mecanismos de monitoramento, produção de dados e financiamento de iniciativas. O segundo trata da articulação e cooperação técnica entre governos, sociedade civil e organismos internacionais.

O terceiro eixo reúne ações voltadas à ampliação do acesso de migrantes, refugiados e apátridas a políticas públicas de assistência social, saúde, educação, cultura e habitação. O quarto eixo busca ampliar a inclusão produtiva, a qualificação profissional e o acesso ao trabalho decente. O quinto eixo concentra iniciativas de enfrentamento à discriminação, à violência e a outras violações de direitos humanos.

Migrações como vetor de desenvolvimento

Além de fortalecer a proteção de direitos, o I PlaNaMigra reconhece a contribuição das migrações para o desenvolvimento econômico, social e cultural do Brasil. A iniciativa busca promover a integração dessa população às comunidades locais, ampliar oportunidades de qualificação e trabalho e incentivar sua participação ativa na construção de políticas públicas.

Ao consolidar uma estratégia nacional integrada, o documento também amplia a articulação entre diferentes órgãos e níveis de governo, contribuindo para respostas mais eficazes aos desafios e oportunidades relacionados à mobilidade humana no País.

Participe e contribua pelo link: https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/planamigra

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Governo do Brasil inaugura Casa do Trabalhador em Belém e amplia acesso a serviços de emprego

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) entregou, nesta quinta-feira (18), a 12ª Casa do Trabalhador do país, localizada em Belém (PA). Situada na Travessa Padre Eutíquio, nº 1308, a unidade faz parte do processo de modernização e padronização das agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine), iniciativa iniciada pelo Governo Federal em 2023.

Durante a cerimônia de inauguração, o secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, destacou que a nova estrutura reúne diversos serviços essenciais em um só lugar e anunciou que mais unidades serão entregues em todo o território nacional até o final do ano.

“O que nós queremos não é apenas o trabalhador empregado, mas que ele tenha perspectivas reais de ascensão econômica e social”, afirmou Macena.

Com a modernização das agências, o MTE busca resgatar o papel central das políticas de trabalho e estabelecer um novo padrão na prestação de serviços públicos, garantindo que o cidadão encontre, em um único ambiente, uma oferta integrada e simplificada de serviços, facilitando a rotina de quem mais necessita do apoio do Estado.

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Estrutura moderna e acessível

A Casa do Trabalhador de Belém possui 450 m² de área construída. O espaço conta com uma recepção com capacidade para 40 pessoas sentadas, balcão de triagem, 12 guichês de atendimento presencial e cinco postos de autoatendimento.

A estrutura dispõe ainda de salas exclusivas para convocação e captação de vagas, atendimento psicológico, pré-seleção e salas de treinamento. O espaço é totalmente adaptado para pessoas com deficiência (PcD), além de contar com bicicletário e estacionamento próprio.

Nova carta de serviços

No local, a população terá acesso a serviços como intermediação de mão de obra, habilitação para o seguro-desemprego, orientações trabalhistas, emissão da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e atendimento voltado à imigração.

O espaço também disponibiliza ações de qualificação social e profissional, além de iniciativas de incentivo ao empreendedorismo e à economia solidária.

Além disso, a unidade conta com um Laboratório de Informática para a realização de cursos a distância e uma área de Autoatendimento Orientado, onde a equipe do Sine auxiliará os cidadãos no acesso aos serviços disponíveis em ambientes virtuais.

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A unidade oferece ainda atendimento especializado de assistentes sociais e psicólogos, ampliando o suporte oferecido aos trabalhadores e à população em busca de oportunidades, orientação e acesso às políticas públicas de emprego e renda.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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