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Governo federal suspende inclusão de tilápia e outras espécies na lista de invasoras após pressão do setor agropecuário

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), anunciou a suspensão temporária do processo de inclusão de espécies exóticas invasoras, entre elas a tilápia, carpa, bagre e diversas culturas agrícolas. A paralisação ocorre após o Sistema FAEP manifestar preocupação com os impactos econômicos e sociais da medida sobre produtores do Paraná.

A Conabio informou que a análise será retomada somente após a avaliação das contribuições dos setores produtivos da agricultura, pecuária e indústria, garantindo maior participação dos atores diretamente afetados.

Tilápia e cultivo sustentável

O presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destacou que a inclusão da tilápia na lista seria precipitada.

“O cultivo da tilápia já ocorre há mais de 25 anos com autorização do Ibama e em condições controladas. A interrupção do processo é uma medida ponderada, que atende às demandas do setor produtivo e protege os produtores rurais”, afirmou Meneguette.

Segundo o dirigente, o Paraná é líder na produção nacional de tilápia, respondendo por 36% da produção e exportações brasileiras. Em 2024, o setor movimentou R$ 1,8 bilhão e gerou US$ 34,7 milhões em exportações. Nos últimos dois anos, a produção estadual cresceu 94% em valor e 68% em volume.

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Impactos econômicos e sociais

O Sistema FAEP alertou que a inclusão dessas espécies na lista de invasoras poderia afetar diretamente milhares de produtores e famílias, especialmente pequenos produtores que representam a maior parte do setor.

“As práticas de manejo dos produtores paranaenses são sustentáveis e referência internacional. A inclusão na lista de espécies invasoras poderia gerar desemprego em massa e elevação de preços para consumidores, afetando a economia local e exportações de produtos como limão, manga, goiaba, espinafre e inhame”, reforça Meneguette.

Próximos passos

A decisão de suspender temporariamente a lista de espécies invasoras demonstra a importância do diálogo entre o setor produtivo e o governo. A expectativa é que o processo seja retomado com base em contribuições técnicas e estudos de impacto econômico e ambiental, garantindo equilíbrio entre preservação ambiental e manutenção da atividade produtiva no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtividade da soja cai 14,8% no Rio Grande do Sul após irregularidade das chuvas na safra 2025/26

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A colheita da soja da safra 2025/26 foi concluída no Rio Grande do Sul, encerrando um ciclo marcado pela forte irregularidade das chuvas e por perdas significativas de produtividade. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, restam apenas áreas pontuais de soja de segunda safra, sem representatividade estatística para o resultado estadual.

Os dados consolidados mostram que o desempenho das lavouras ficou abaixo das expectativas iniciais, refletindo os impactos do déficit hídrico registrado em diferentes momentos do ciclo produtivo.

Produtividade estadual fica quase 15% abaixo da estimativa inicial

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produtividade média da soja no Rio Grande do Sul foi revisada para 2.707 quilos por hectare, resultado 14,8% inferior à projeção inicial de 3.180 quilos por hectare, divulgada antes do início do plantio.

A área cultivada com a oleaginosa no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares, consolidando o Rio Grande do Sul entre os principais produtores nacionais de soja.

Segundo o levantamento, a redução da produtividade está diretamente relacionada à distribuição irregular das chuvas durante o desenvolvimento da cultura. Enquanto algumas regiões receberam precipitações suficientes para manter o potencial produtivo, outras enfrentaram longos períodos de estiagem justamente nas fases mais sensíveis da lavoura, comprometendo o enchimento de grãos e o rendimento final.

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Chuvas irregulares provocaram grandes diferenças entre regiões

A Emater destaca que a variabilidade climática resultou em diferenças expressivas de produtividade entre regiões, municípios e até mesmo entre propriedades vizinhas.

Esse comportamento evidencia como a distribuição das chuvas, mais do que o volume total precipitado, foi determinante para o desempenho das lavouras na safra.

Região de Ijuí registra contrastes no rendimento das lavouras

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita também foi totalmente finalizada, confirmando a forte disparidade entre os municípios.

Os menores rendimentos foram registrados em áreas de Augusto Pestana, Coronel Barros e Jóia, onde a escassez de chuvas durante os períodos críticos do desenvolvimento da soja limitou significativamente o potencial produtivo.

Em contrapartida, o município de Santa Bárbara do Sul apresentou um dos melhores desempenhos da região, alcançando produtividade média superior a 3.600 quilos por hectare, favorecido por condições climáticas mais adequadas ao longo do ciclo.

Clima reforça desafios para a produção gaúcha

O encerramento da colheita confirma mais uma safra em que o comportamento climático foi determinante para os resultados da soja no Rio Grande do Sul.

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As diferenças observadas entre as regiões reforçam a vulnerabilidade da produção agrícola aos eventos climáticos extremos e evidenciam a importância de estratégias de manejo, planejamento e tecnologias capazes de reduzir os impactos da variabilidade das chuvas sobre a produtividade das lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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