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Gustavo Tubarão lança AnunciAgro, aplicativo que conecta profissionais e produtores rurais

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O influenciador mineiro Gustavo Tubarão, natural de Cana Verde (MG), avança na carreira como empreendedor com o lançamento do AnunciAgro, o primeiro aplicativo do Brasil totalmente dedicado ao agronegócio. Desenvolvido em parceria com Patrick Dellon, o app conecta produtores rurais, prestadores de serviços e vendedores de produtos em uma única plataforma digital.

A proposta é criar a maior vitrine do setor agro, facilitando negócios, aproximando marcas e valorizando profissionais que atuam no campo.

Produtores e prestadores de serviços unidos em uma plataforma

O AnunciAgro funciona como um ponto de encontro entre dois públicos principais:

  • Produtores rurais, que precisam contratar com rapidez serviços como veterinários, agrônomos, eletricistas, operadores de drones, entre outros.
  • Profissionais especializados, que buscam oportunidades para oferecer suas habilidades e expandir sua atuação no setor agro.

“O aplicativo foi criado para aproximar quem produz de quem oferece serviços, de forma descomplicada e transparente. Queremos democratizar o acesso a mão de obra qualificada e valorizar o profissional do campo”, afirma Patrick Dellon, idealizador do projeto.

Plataforma gratuita e autonomia para os usuários

Inspirado em soluções tecnológicas que transformaram setores urbanos, o AnunciAgro permite que cada profissional cadastrado defina seus valores, apresente portfólio e negocie diretamente com os contratantes. A proposta garante autonomia, transparência e liberdade de escolha para ambos os lados.

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O aplicativo é totalmente gratuito, tanto para produtores quanto para prestadores de serviços, e já conta com centenas de cadastros em diferentes regiões do país, mostrando o potencial de crescimento e a relevância da iniciativa.

Influência da origem rural de Gustavo Tubarão

Para Gustavo Tubarão, o lançamento do app reforça sua conexão com o universo rural.

“O campo sempre fez parte da minha história. Poder contribuir com uma solução que facilita a vida do produtor e ainda gera oportunidades para quem trabalha com o agronegócio é motivo de orgulho e realização”, destaca o influenciador.

Tecnologia a serviço do agronegócio

Com o AnunciAgro, a tecnologia se torna um elo estratégico entre produtores e profissionais, fortalecendo o setor que é motor da economia nacional e cada vez mais inovador.

O aplicativo já está disponível para download em iOS e Android, prometendo simplificar a contratação de serviços no campo e impulsionar negócios em todo o Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Receita Federal gera insegurança tributária para pecuaristas com operações no Uruguai e aumenta temor de bitributação

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A publicação da Solução de Consulta Cosit nº 83/2026 acendeu um alerta entre produtores rurais brasileiros com operações pecuárias no Uruguai. O novo entendimento da Receita Federal sobre a Convenção Brasil–Uruguai para Evitar a Dupla Tributação criou um cenário de incerteza jurídica ao deixar sem definição clara o enquadramento tributário da pecuária extensiva no tratado internacional.

Especialistas avaliam que a interpretação adotada pela Receita pode ampliar o risco de bitributação para produtores que já recolhem impostos no Uruguai, além de elevar a complexidade fiscal das operações agropecuárias entre os dois países.

A Convenção Brasil–Uruguai, internalizada no Brasil pelo Decreto nº 11.747/2023, foi criada justamente para evitar que um mesmo rendimento fosse tributado simultaneamente nos dois países, além de oferecer previsibilidade tributária a investidores e produtores rurais com atuação internacional.

No entanto, a nova interpretação da Receita Federal passou a restringir o alcance do Artigo 6 da Convenção, que trata dos rendimentos provenientes de bens imóveis.

Receita reconhece agricultura, mas deixa pecuária em “zona cinzenta”

Segundo o entendimento apresentado na SC Cosit nº 83/2026, apenas atividades agrícolas e florestais foram reconhecidas como rendimentos diretamente vinculados ao uso do imóvel rural.

A pecuária extensiva, principal modelo de produção uruguaio, ficou fora desse enquadramento — exceto em casos em que a atividade seja considerada acessória à agricultura.

Para especialistas do setor, a interpretação não reflete a realidade operacional da pecuária no Uruguai, onde a utilização da terra e das pastagens naturais é elemento central da atividade produtiva.

“A Receita adotou uma leitura muito estreita. Na pecuária extensiva, o uso do solo é parte essencial da atividade. Ignorar essa relação direta entre pastagem e produção cria insegurança para quem trabalha exclusivamente com gado”, afirma Leandro Genaro, advogado tributarista do Santos Neto Advogados.

Mudança pode elevar carga tributária dos produtores

Com a ausência de enquadramento claro no Artigo 6 da Convenção, a pecuária pode passar a ser tratada como lucro empresarial, conforme previsto no Artigo 7 do tratado internacional.

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Na prática, isso altera completamente a forma de tributação dos rendimentos obtidos no Uruguai e modifica os critérios de compensação dos impostos pagos no exterior.

Segundo especialistas, essa mudança pode resultar em aumento da carga tributária para produtores brasileiros que mantêm operações pecuárias no país vizinho.

“Se a pecuária for deslocada para o Artigo 7, o produtor passa a lidar com regras diferentes para apuração do lucro e aproveitamento do crédito tributário. Isso pode gerar distorções relevantes”, explica Genaro.

Crédito tributário vira ponto crítico nas operações internacionais

Outro fator de preocupação é o mecanismo de compensação tributária previsto no Artigo 25 da Convenção, utilizado para evitar a bitributação entre Brasil e Uruguai.

O sistema exige documentação detalhada, alinhamento entre períodos fiscais dos dois países e comprovação rigorosa dos tributos recolhidos no exterior.

Qualquer inconsistência documental pode resultar na glosa do crédito tributário pela Receita Federal, ampliando o risco de dupla tributação sobre a mesma renda.

Para especialistas, a nova interpretação aumenta significativamente a necessidade de controle fiscal nas operações agropecuárias internacionais.

“O produtor terá de detalhar muito mais suas operações. A tendência é que a Receita exija comprovação minuciosa da ligação entre a atividade pecuária e o uso do imóvel rural. Sem isso, o risco de autuação cresce consideravelmente”, alerta o advogado.

Setor pecuário cobra definição mais clara da Receita Federal

A avaliação de especialistas é que a Solução de Consulta não encerra o debate jurídico — ao contrário, abre novas dúvidas sobre o tratamento tributário da pecuária brasileira no Uruguai.

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Produtores rurais e assessorias tributárias aguardam novos posicionamentos da Receita Federal para reduzir a insegurança jurídica e trazer maior previsibilidade às operações internacionais do setor.

“O entendimento atual deixa lacunas importantes. Quem atua exclusivamente com pecuária continua sem orientação clara sobre como seus rendimentos serão tratados no Brasil”, afirma Genaro.

A preocupação ganha relevância diante do crescimento dos investimentos brasileiros na pecuária uruguaia nos últimos anos, impulsionados pela segurança sanitária, disponibilidade de terras e integração comercial entre os dois países.

Enquanto não houver definição mais objetiva sobre o enquadramento tributário da atividade, produtores seguem expostos a riscos fiscais, aumento de custos e possíveis disputas tributárias envolvendo operações internacionais no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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