A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) disponibilizou o imunobiológico nirsevimabe para bebês prematuros, para a proteção imediata contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa de bronquiolite, em 29 maternidades e hospitais habilitados para a aplicação do medicamento.
Na rede hospitalar do Estado, três hospitais atuam como referência: o Hospital Regional de Colíder, de Cáceres e de Sorriso. O componente é um anticorpo monoclonal indicado para a prevenção de infecções graves causadas pelo VSR.
O Hospital Regional de Colíder e o de Sorriso, ambos administrados pela SES-MT, já aplicaram, respectivamente, duas e 10 doses.
O Hospital Regional de Cáceres, vinculado à SES-MT e sob a administração da Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir), aplicou o medicamento em 25 bebês prematuros da região.
A Secretaria já distribuiu um total de 726 doses do nirsevimabe aos hospitais de Mato Grosso, sendo 37 doses para a regional de Cáceres, 14 doses para a de Colíder e 30 doses para a de Sorriso, conforme planejamento de distribuição baseado na estimativa de nascidos vivos elegíveis.
O público-alvo prioritário da estratégia são os recém-nascidos prematuros, com idade gestacional de até 36 semanas e 6 dias, que podem receber a dose ainda na maternidade, logo após o nascimento.
O imunobiológico foi adquirido pelo Ministério da Saúde para fornecimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Os bebês prematuros já recebem o medicamento na maternidade, durante a internação. A proteção é fundamental, pois os recém-nascidos têm mais risco de desenvolver formas graves de bronquiolite ou pneumonia. A estratégia vai evitar internações e mortes em Mato Grosso”, explicou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.
Conforme a secretária adjunta de Atenção e Vigilância à Saúde da SES, Alessandra Moraes, os hospitais particulares não vão receber diretamente o medicamento, mas poderão acionar a Vigilância Municipal quando nascer uma criança prematura, para que a equipe da Prefeitura vá até o local e faça a aplicação do imunobiológico.
“É importante destacar que o nirsevimabe é um anticorpo pronto que protege o bebê logo após a administração. As doses foram distribuídas estrategicamente, garantindo o acesso ao medicamento para os prematuros nas diferentes regiões. Posteriormente, crianças de até 24 meses com comorbidades também vão receber o imunobiológico”, afirmou.
Posteriormente, poderão receber o medicamente crianças de até 2 anos com as seguintes comorbidades: cardiopatia congênita, broncodisplasia (doença pulmonar crônica da prematuridade), imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas.
Equipe do Hospital Regional de Colíder já aplicou duas doses de nirsevimabe em bebês prematuros
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.