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Inadimplência no crédito rural atinge recorde e reforça necessidade de gestão financeira no campo

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Inadimplência no agro alcança maior nível da série histórica

A inadimplência no crédito rural voltou a crescer em 2026 e atingiu um novo recorde entre produtores pessoas físicas. Segundo dados das Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central do Brasil, divulgados em 30 de março, o índice chegou a 7,4% em fevereiro deste ano.

O número representa uma forte alta em relação ao mesmo período de 2025, quando a inadimplência era de 2,9%, evidenciando a aceleração das operações com mais de 90 dias de atraso no sistema financeiro.

Avanço dos atrasos ganha força desde 2024

Na comparação mensal, o indicador também apresentou avanço, saindo de 7,1% em janeiro para 7,4% em fevereiro de 2026.

Antes da trajetória de alta iniciada em 2024, o maior patamar registrado para essa categoria havia sido de 3,3%, em outubro de 2017, o que reforça a magnitude do atual cenário.

Juros altos e custos pressionados impactam o produtor

A pressão sobre a inadimplência é ainda mais intensa nas operações contratadas a taxas de mercado. O ambiente de juros elevados, somado à queda nos preços de algumas commodities e ao aumento dos custos de produção, tem reduzido as margens dos produtores rurais.

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Esse conjunto de fatores compromete o fluxo de caixa e dificulta o cumprimento das obrigações financeiras, especialmente em operações contratadas em ciclos anteriores, com condições mais favoráveis.

Falta de planejamento agrava endividamento nas propriedades

Além do cenário macroeconômico, a ausência de planejamento financeiro estruturado ainda é um dos principais entraves na gestão das dívidas no campo.

Sem uma visão consolidada dos compromissos e da capacidade de pagamento, muitos produtores acabam adiando decisões ou buscando crédito de forma reativa, o que pode ampliar o nível de endividamento.

Planejamento antecipado é essencial em cenário de crédito mais restrito

Diante de um ambiente mais seletivo na concessão de crédito, especialistas recomendam antecipar a análise financeira e adotar uma gestão mais estratégica das finanças.

A organização de dados e a clareza sobre a estrutura financeira aumentam as chances de negociações mais sustentáveis com instituições financeiras, reduzindo riscos de inadimplência.

Revisão do fluxo de caixa e renegociação ganham importância

Entre as principais medidas indicadas estão a revisão do fluxo de caixa, a avaliação dos prazos das dívidas e o alinhamento dos compromissos com a capacidade produtiva da propriedade.

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A renegociação, nesse contexto, deixa de ser apenas uma solução emergencial e passa a integrar um planejamento mais amplo, voltado à continuidade das operações no campo.

Tecnologia e inteligência artificial apoiam gestão financeira no agro

Ferramentas digitais têm ganhado espaço como aliadas na reorganização financeira das propriedades rurais. A Agree, por exemplo, passou a integrar recursos de inteligência artificial em seus processos de consultoria voltados à reestruturação de dívidas.

Essas soluções permitem centralizar documentos, organizar informações financeiras e oferecer análises mais completas para apoiar a tomada de decisão.

Novo padrão de negociação deve se consolidar no setor

A adoção de tecnologias e a maior necessidade de controle financeiro indicam uma mudança no padrão de negociação de dívidas no agronegócio.

A tendência é que as decisões deixem de ser baseadas apenas em histórico de relacionamento ou urgência de caixa e passem a considerar análises mais estruturadas, com base em dados consolidados e projeções, fortalecendo a sustentabilidade financeira das propriedades.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MMA lança programas Gestar e ProAmbiente Adapta na Bacia do Rio Doce

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou, na última quarta-feira (15/4), os primeiros territórios de atuação dos programas Gestar e ProAmbiente Adapta, durante evento realizado no município de Águia Branca (ES). A iniciativa integra as estratégias do Governo do Brasil para promover a transição agroecológica e a gestão sustentável da paisagem rural no país, com início na Bacia Hidrográfica do Rio Doce. 

As ações serão implementadas em municípios das regiões noroeste e norte do Espírito Santo, com foco no fortalecimento da agricultura familiar, de povos e comunidades tradicionais, além da recuperação e conservação ambiental. A execução ocorre por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e de parceria estabelecida, em 2025, com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). 

Na avaliação do diretor de Políticas de Gestão Ambiental Rural da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável (SNPCT/MMA), Daniel Peter, os programas têm caráter estruturante para o desenvolvimento sustentável nos territórios. “Os programas promovem a transição agroecológica dos sistemas produtivos e fortalecem a gestão da paisagem rural”destacou.  

A solenidade reuniu representantes de órgãos federais, estaduais e municipais, da Fundação Banco do Brasil, além de organizações da sociedade civil e da comunidade local. 

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A assessora da Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da Secretaria-Geral da Presidência da República, Zilda Onofri, destacou a importância da participação social na construção das políticas públicas. “Esses programas só são possíveis com a participação ativa da sociedade civil, tanto na definição de objetivos estratégicos quanto no fortalecimento da governança, da mobilização e da educação ambiental, que são estruturantes para a transformação dos territórios”, afirmou. 

O prefeito de Águia Branca (ES)Jailson Quiuqui, enfatizou o esforço coletivo desenvolvido na região, com articulação do IPÊ e participação de diversas instituições, como escolas agroecológicas, sindicatos rurais e entidades ligadas à agricultura e à sociobiodiversidade. 

Durante o evento, também foi lançado o Programa Ecoforte Redes, iniciativa nacional que apoia redes territoriais de produção sustentável e é financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Fundação Banco do Brasil. O programa foi construído no âmbito da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), da qual o MMA é integrante e participou da elaboração do edital e da seleção dos projetos. 

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No território capixaba, a iniciativa viabiliza o projeto “Estruturação e Fortalecimento da Rede Capixaba de Agroecologia e Sociobiodiversidade”, com investimento de R$ 2,3 milhões, executado pelo IPÊ. 

Representando a Fundação Banco do Brasil, Robson Rocha explicou os objetivos da aplicação dos recursos no território. “A proposta é fortalecer a rede e apoiar a transição agroecológica a partir da atuação de movimentos e organizações sociais, promovendo uma produção orgânica, sustentável e certificada, com agregação de valor aos produtos, uso de tecnologias sociais, integração a políticas públicas e parcerias estratégicas ao longo das cadeias produtivas”, afirmou. 

“A atuação integrada tem sido fundamental para o avanço das ações sustentáveis na região”, pontuou o diretor executivo do IPÊ, Eduardo Ditt. 

A gerente de Educação Ambiental e Articulação Social da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), Ester Sabino, enfatizou a capacidade de articulação institucional e o papel estratégico do MMA no fortalecimento das políticas públicas ambientais. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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