Economia

Investimento estrangeiro no Brasil bate US$ 74,3 bi de janeiro a outubro e superara todo o ano de 2024

Publicado

Os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no Brasil nos primeiros 10 meses de 2025 já superaram o volume de todo o ano de 2024, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) na terça-feira (25/11).

De janeiro a outubro, de acordo com o BC, o Brasil recebeu US$ 74,3 bilhões em investimentos estrangeiros, contra US$ 74,1 no ano passado inteiro. Somente em outubro, o IED foi de R$ 10,9 bilhões – aumento de 64% sobre outubro de 24 (US$ 6,7 bilhões).

Já o acumulado dos últimos 12 meses totalizou US$ 80,1 bilhões, 9,8% acima do acumulado de setembro (US$ 72,9 bi).

“Tudo caminha para que tenhamos em 2025 um dos melhores resultados da série histórica do BC”, comemorou o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.

“Esse é mais um indicativo de que o governo do presidente Lula está no caminho certo, promovendo crescimento econômico com responsabilidade e programas consistentes, como a Nova Indústria Brasil (NIB), além de previsibilidade jurídica e segurança institucional, o que sem dúvida são atrativos para que os investidores busquem o Brasil”.

Leia mais:  Leilão do túnel Santos-Guarujá atrai investimentos de R$ 6,8 bilhões

Na série do Banco Central, com dados sobre IED desde 1995, apenas em quatro ocasiões o volume de US$ 80 bilhões anuais foi ultrapassado: 2010, 2011, 2012 e 2014. Confira esse e outros dados na plataforma InvestVis, ferramenta criada pela Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e abrigada no site do MDIC.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Comentários Facebook
publicidade

Economia

Consulta nacional para a terceira norma setorial do Programa Selo Verde Brasil é aberta pela ABNT

Publicado

Está aberta a consulta nacional que estabelece requisitos e critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) aplicáveis a chapas laminadas de alumínio e suas ligas. Esta é a terceira norma setorial no escopo do Programa Selo Verde Brasil submetida à apreciação pública pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

A definição de normas específicas para polímeros de eteno renovável, vidro plano e chapas laminadas de alumínio no primeiro quadrimestre deste ano demonstra o avanço consistente do Programa na estruturação de referenciais técnicos e no fortalecimento do processo de consolidação do Selo como instrumento de promoção da sustentabilidade na indústria.

A proposta para chapas laminadas de alumínio foi desenvolvida pelo Comitê Brasileiro de Alumínio (ABNT/CB-35) e tem como objetivo definir diretrizes para o reconhecimento, a classificação e a certificação desses produtos como sustentáveis, contribuindo para a implementação de práticas alinhadas ao desenvolvimento sustentável e ao aumento da competitividade da indústria nacional.

O Projeto ABNT NBR 17298 está estruturado em quatro dimensões principais.

No âmbito ambiental, a norma incorpora a abordagem de ciclo de vida “do berço ao portão”, estabelece critérios para a contabilização de conteúdo reciclado — com distinção entre materiais pré e pós-consumo — e exige a elaboração de inventários anuais de emissões de gases de efeito estufa (Escopos 1, 2 e 3). Também prevê limites de intensidade de emissões, além do monitoramento de indicadores relacionados ao consumo de água, matriz energética, gestão de resíduos e proteção da biodiversidade.

Leia mais:  Governo abre consulta pública sobre serviços que poderão se beneficiar do regime das ZPE

Na dimensão social, o texto contempla requisitos voltados à garantia de direitos trabalhistas, incluindo remuneração adequada, liberdade sindical e combate ao trabalho infantil e ao trabalho análogo ao escravo. Adicionalmente, aborda aspectos de saúde e segurança ocupacional, promoção da diversidade e inclusão e respeito aos direitos das comunidades potencialmente impactadas.

No eixo econômico e de governança, destacam-se a exigência de mecanismos de transparência e rastreabilidade ao longo da cadeia de valor, o incentivo ao desenvolvimento de fornecedores locais e regionais, a conformidade com normas técnicas aplicáveis à qualidade do produto — como a ABNT NBR 7556 — e a adoção de políticas de integridade, prevenção à corrupção e proteção de dados.

Por fim, a norma estabelece diretrizes para implementação e certificação, com adesão voluntária, avaliação por terceira parte independente — no mínimo a cada três anos — e definição de responsabilidades das organizações quanto à gestão sustentável de seus fornecedores.

O projeto está alinhado à ABNT NBR 20250 e à Taxonomia Sustentável Brasileira, reforçando o compromisso do governo federal com a promoção de padrões reconhecidos de sustentabilidade e com o posicionamento do alumínio brasileiro como referência internacional no tema.

Leia mais:  Leilão do túnel Santos-Guarujá atrai investimentos de R$ 6,8 bilhões

Representantes do setor produtivo, especialistas e demais partes interessadas podem apresentar contribuições com o objetivo de aprimorar o conteúdo normativo e assegurar sua ampla aplicabilidade.

Como participar?

  1. Acesse a página da ABNT: https://www.abntonline.com.br/consultanacional/login.aspx;
  2. Faça login ou realize seu cadastro;
  3. Busque pela consulta: “Projeto ABNT NBR 17298: Alumínio e suas ligas – Requisitos e critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) – Chapas laminadas sustentáveis”;
  4. Envie suas contribuições ao projeto.

Após o encerramento da consulta nacional e a análise das contribuições recebidas, a norma de chapas laminadas de alumínio e suas ligas deverá avançar nas etapas de formalização e se somar às demais iniciativas em desenvolvimento no âmbito do Programa.

Selo Verde
O Programa Selo Verde Brasil é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e estabelece diretrizes nacionais para a certificação de produtos sustentáveis por meio de normas técnicas, ações de capacitação, diagnóstico e acompanhamento de cadeias produtivas estratégicas.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana