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Investimentos na infraestrutura hidroviária superam R$ 529 milhões em 2025

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A infraestrutura hidroviária brasileira avançou no ano de 2025 com o aumento dos investimentos públicos e a continuidade de obras estratégicas em diferentes regiões do país. Ao longo do ano, o Ministério de Portos e Aeroportos, por meio da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), investiu mais de R$ 529 milhões em dragagens de manutenção, modernização de eclusas, ampliação das Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4s) e na elaboração de estudos para concessões hidroviárias. As iniciativas melhoraram as condições de navegação e tornaram o transporte aquaviário mais seguro e eficiente, especialmente em áreas onde os rios são a principal via de deslocamento.

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A navegação interior se tornou uma prioridade nas políticas públicas do governo brasileiro. Somente entre os anos de 2023 e 2025, foram investidos cerca de R$ 1,29 bilhão no setor, valor superior ao que foi investido no período de 2019 e 2022, que somaram apenas R$ 716 milhões.

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O fortalecimento do transporte aquaviário também impactou positivamente a indústria naval. Em 2025, o Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) aprovou R$ 31,8 bilhões em projetos, o maior volume já aprovado pelo Fundo. Desse total, R$ 7,7 bilhões foram contratados ao longo do ano. Os recursos viabilizaram 152 obras em diferentes estados e geraram mais de 43 mil empregos diretos, fortalecendo o setor ligado ao transporte aquaviário.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o investimento nas hidrovias é, além de tudo, uma decisão estratégica para o país. “Estamos recuperando a navegabilidade dos rios, modernizando a infraestrutura e ampliando a capacidade de transporte. Esse trabalho integra as hidrovias à logística nacional, contribui para reduzir custos e aumentar a competitividade, além de garantir mais acesso da população a serviços essenciais e políticas públicas”, afirmou.

Transporte aquaviário

Entre janeiro e novembro de 2025, o transporte de cargas pelas vias interiores somou 132 milhões de toneladas, com projeção de alcançar 140 milhões até o mês de dezembro. No mesmo período, a cabotagem de contêineres movimentou 2,2 milhões de TEUs.

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Considerando todas as cargas, a cabotagem totalizou 203 milhões de toneladas entre janeiro e novembro, com expectativa de atingir 223 milhões de toneladas em dezembro.

Concessões

O ano de 2025 marcou avanço na organização do programa de concessões hidroviárias. A Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação realizou estudos técnicos, consultas públicas e definiu cronogramas para as hidrovias dos rios Paraguai, Madeira, Tocantins, Tapajós e para a Hidrovia Verde.

A Hidrovia do Rio Paraguai, a mais avançada em estruturação, já teve seu projeto encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) em 2025 e tem o seu leilão de concessão previsto para o segundo semestre de 2026.

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Mais do que dragar os rios, as concessões hidroviárias estruturam a prestação permanente de serviços essenciais que garantem o funcionamento da navegação: operação 24 horas, controle do tráfego e das condições do rio, sistemas de sinalização e balizamento, monitoramento ambiental, ações de segurança e manutenção da infraestrutura. O modelo eleva o padrão de serviço e garante viagens mais previsíveis, menos atrasos, custos logísticos menores e mais investimentos em manutenção, sinalização e segurança ao longo dos rios.

Navegação mais segura

Ainda em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos, com apoio técnico e operacional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), manteve obras de dragagem e manutenção em trechos dos rios Amazonas (Manaus–Itacoatiara), Madeira (Porto Velho) e Solimões (Coari–Codajás; Benjamin Constant–São Paulo de Olivença). As intervenções melhoraram as condições de navegação, reduziram riscos e deram mais segurança ao transporte de cargas e passageiros.

Também atuou na modernização da Eclusa de Amarópolis (RS), a primeira a ser totalmente modernizada no país. No Rio Tocantins, o projeto do Pedral do Lourenço teve a Licença de Instalação concedida pelo Ibama em maio de 2025, etapa que autoriza a execução das obras, previstas para 2026. Já no Rio Tietê, a Eclusa de Nova Avanhandava avançou na assinatura de acordos entre o Dnit e o Governo do Estado de São Paulo, etapa necessária para o início das obras.

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Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, os avanços refletem uma mudança na forma como o país trata a navegação interior. “Investir na infraestrutura hidroviária é essencial para integrar regiões, reduzir custos logísticos e apoiar o desenvolvimento com sustentabilidade. E é isso o que estamos fazendo no Ministério de Portos e Aeroportos”, destacou.


Acesso e integração regional

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A ampliação das Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4s) seguiu como prioridade em 2025. Com investimento total de R$ 292,8 milhões, foram entregues novas estruturas nos municípios de Barcelos (AM), Envira (AM), Itacoatiara (AM), Parintins (AM), Juruti (PA) e Oriximiná (PA), ampliando a capacidade da infraestrutura hidroviária nessas localidades.

Além das entregas, as obras foram aceleradas em Santana (AP) e Canutama (AM), antecipando benefícios para a população e para a logística regional. Outras IP4s avançaram para a fase de contratação nos municípios de Tonantins (AM), Fonte Boa (AM) e Cai n’Água (RO), garantindo a continuidade da expansão da rede portuária pública.

As intervenções melhoraram as condições de embarque e desembarque, aumentaram a segurança das operações e facilitaram o acesso das comunidades ribeirinhas a alimentos, serviços públicos e mercados, reforçando a integração regional e o desenvolvimento econômico local.

Os resultados de 2025 confirmam a importância das hidrovias para a logística do país. Os investimentos em infraestrutura, a manutenção das vias navegáveis e o crescimento do transporte aquaviário ajudam a reduzir custos, integrar regiões e apoiar o desenvolvimento econômico e social.

Com a continuidade das obras e o avanço das concessões, a navegação interior tende a ampliar sua participação na matriz de transportes brasileira, fortalecendo a logística nacional de forma eficiente e sustentável.

Apresentação Coletiva de Imprensa

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Ministro Tomé Franca participa de fórum em São Paulo para discutir desenvolvimento portuário e hidroviário

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O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou neste sábado (23) do Fórum Esfera – Diálogos para o crescimento da nação, realizado no Guarujá (SP) e que reuniu representantes do poder público, da iniciativa privada e do terceiro setor. O encontro trouxe debates sobre o cenário econômico atual do Brasil e apresentou visões para o futuro do país com foco na melhoria da infraestrutura a partir da atualização legislativa e do sistema tributário.

No painel “Como alavancar o desenvolvimento pelos portos e hidrovias”, o ministro destacou a carteira de leilões do MPor como política pública relevante para modernizar a infraestrutura nacional. “Já realizamos três leilões neste ano na área portuária e temos outros treze pela frente. Também estamos empenhados na concessão da Hidrovia do Paraguai, a primeira do setor hidroviário e que vai inaugurar um novo momento para o modal no país”, salientou.

O ministro enfatizou, ainda, que a construção de um ambiente propício ao investimento está no foco do governo federal. “Com estabilidade institucional e a garantia de segurança jurídica e regulatória, temos melhores condições de atrair empreendimentos que fortaleçam a cadeia de infraestrutura e contribuam para o crescimento da nossa economia”, apontou.

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Na sua fala, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ressaltou como o recente acordo do Mercosul com a União Europeia vai abrir novas oportunidades para o Brasil. “O bloco sul-americano estava há 15 anos sem fazer novos acordos e esta parceria, a maior entre blocos do planeta, nos coloca em um mercado de U$ 22 trilhões. De acordo com o IPEA (Instituto de Pesquisa Aplicada), as exportações brasileiras podem crescer 17% nos próximos 15 anos”, afirmou.

Dados dos ministérios de Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e de Portos e Aeroportos (MPor) apontam que os complexos portuários brasileiros são responsáveis por movimentar aproximadamente 95% das exportações e importações.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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