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Irrigação por gotejamento: três estratégias para economizar água e aumentar eficiência no campo

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Economia de água não significa queda de produtividade

A eficiência hídrica na agricultura é decisiva para garantir produtividade e rentabilidade. Sistemas de irrigação por gotejamento vêm se destacando por permitir aplicação precisa da água, reduzindo desperdícios e promovendo maior controle sobre o desenvolvimento das lavouras.

Segundo Elidio Torezani, a economia começa no planejamento do sistema. “O gotejamento é projetado para entregar à planta exatamente o que ela precisa, evitando excesso”, afirma.

Aplicação localizada aumenta aproveitamento da água

O primeiro passo para economizar com gotejamento é a aplicação próxima ao sistema radicular das plantas. Essa técnica reduz perdas por evaporação e evita molhar áreas improdutivas, aumentando o aproveitamento da água.

“Quando a água chega diretamente à raiz, o desperdício diminui significativamente”, explica Torezani.

Manejo ajustado evita irrigação excessiva

A segunda estratégia é o controle do tempo e da frequência de irrigação. Com o sistema, é possível adaptar as aplicações de acordo com tipo de solo, clima e estágio da cultura.

“O produtor deixa de irrigar por rotina e passa a irrigar com critério técnico, evitando aplicações acima do necessário”, destaca o especialista.

Integração com nutrientes melhora eficiência

A terceira forma de reduzir desperdício envolve a fertirrigação, ou seja, a aplicação de fertilizantes junto com a água. Esse método otimiza o uso dos insumos, melhora a absorção pelas plantas e reduz perdas no solo.

“Quando água e nutriente são aplicados de forma integrada, a planta responde melhor e o uso dos recursos se torna mais eficiente”, conclui Torezani.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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