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Itaú BBA projeta safra recorde de soja na América do Sul em 2025/26, mas alerta para margens pressionadas

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A Atualização das Perspectivas 2025/26, divulgada pela Consultoria Agro do Itaú BBA, apresenta uma análise detalhada sobre o mercado global de soja, destacando o cenário climático, as projeções de oferta e demanda e as expectativas de preços para o próximo ciclo. O relatório indica uma safra recorde na América do Sul, impulsionada por condições climáticas favoráveis no Brasil e na Argentina, mas com pressão nas margens dos produtores devido à abundância de oferta mundial.

Clima favorece safra sul-americana, mesmo com influência do La Niña

Segundo o Itaú BBA, as projeções meteorológicas indicam a formação de um fenômeno La Niña de baixa intensidade e curta duração, com pico previsto entre novembro e dezembro de 2025, seguido por uma transição para neutralidade no início de 2026.

Esse cenário tende a beneficiar a safra de verão no Brasil, contribuindo para boas condições de desenvolvimento das lavouras, embora exista preocupação com redução das chuvas no extremo sul do país em dezembro. Ainda assim, as perspectivas gerais permanecem positivas tanto para o Brasil quanto para a Argentina.

A combinação de condições climáticas favoráveis e avanço no plantio antecipado reforça a expectativa de forte recuperação da produção sul-americana, elevando os estoques globais do grão e ampliando a competitividade da região nos mercados internacionais.

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Menor oferta dos EUA e acordo comercial com a China influenciam o mercado

Nos Estados Unidos, a produção de soja na safra 2025/26 foi menor em função da redução da área plantada. As exportações americanas estão estimadas em 44,5 milhões de toneladas, impactadas pela menor oferta doméstica e pela concorrência com o grão sul-americano, que deve ganhar espaço no comércio internacional.

Mesmo após o acordo comercial firmado entre EUA e China, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para baixo suas projeções de exportação, refletindo as incertezas sobre o ritmo de compras chinesas.

O relatório do Itaú BBA alerta que, se a China não mantiver o volume previsto de 12 milhões de toneladas no acordo, os preços na Bolsa de Chicago (CBOT) podem recuar à medida que novas informações forem divulgadas. A janela de compra do grão americano é curta, com embarques previstos apenas entre dezembro e fevereiro, período em que o Brasil tende a ampliar sua vantagem de custo e disponibilidade de produto.

Brasil deve ganhar protagonismo nas exportações a partir de 2026

Com o avanço do plantio no Brasil e a expectativa de uma colheita antecipada em 2026, o país deve retomar a liderança nas exportações globais de soja, beneficiado por custos logísticos menores e maior competitividade frente aos Estados Unidos.

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A consultoria destaca que, após a definição do acordo comercial entre EUA e China, o mercado voltará sua atenção para o andamento da safra sul-americana. A demanda chinesa e o ritmo dos embarques americanos devem continuar influenciando a volatilidade das cotações, especialmente no primeiro trimestre do próximo ano.

Estoques mundiais confortáveis e margens pressionadas no Brasil

O balanço global de oferta e demanda de soja tende a permanecer em níveis elevados, sustentado pelas boas perspectivas de produção na América do Sul. Esse aumento da oferta deve manter estoques mundiais confortáveis, o que limita o potencial de valorização dos preços.

De acordo com o Itaú BBA, mesmo com a possibilidade de oscilações pontuais, não há, no momento, sinais de quebra significativa de safra. Assim, o banco mantém a projeção de preços e margens pressionados para o produtor brasileiro na safra 2025/26, reforçando a importância de estratégias de comercialização e travamento antecipado de custos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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