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Já está valendo: selo garante origem aos pescados da pesca artesanal

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Foi publicada, nesta sexta-feira (20), a Portaria Interministerial do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) que atualiza as regras do Selo Nacional da Agricultura Familiar (SENAF) e institui o Selo Pesca Artesanal. 

A iniciativa tem como objetivo fortalecer as etapas de distribuição e comercialização dos produtos oriundos da pesca artesanal, ampliando o acesso a mercados e agregando valor à produção.

De acordo com o diretor do Departamento de Inclusão Produtiva e Inovações do MPA, Quêner Chaves, o selo abre novas oportunidades tanto no setor privado quanto em programas de compras governamentais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

“Essa ação possibilita o aumento da renda dos pescadores e pescadoras e garante a qualidade do produto aos consumidores”, afirmou.

Quais são os requisitos?

Para obter o selo, é necessário atender às exigências estabelecidas na portaria, entre elas:

  • Estar inscrito no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), na categoria de Pescador(a) Profissional Artesanal, com licença em situação ativa ou deferida, emitida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura;
  • Estar inscrito no Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), do MDA;
  • Estar com os produtos regularizados junto aos órgãos de fiscalização sanitária competentes.
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Quem pode solicitar?

  • Pescadoras e pescadores artesanais;
  • Organizações cuja maioria dos membros seja formada por pescadoras e pescadores artesanais.

Como solicitar?

Mais informações sobre o processo de solicitação estão disponíveis no site: vitrine.mda.gov.br.

Quando passa a valer?

As novas disposições já estão em vigor desde esta sexta-feira (20).
Com o selo, pescadoras e pescadores certificam que seus produtos atendem aos padrões de qualidade exigidos pelo mercado e são oriundos de comunidades tradicionais, valorizando não apenas o trabalho das famílias envolvidas, mas também a economia e a cultura locais.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Confinamento de bovinos deve crescer 5,7% em 2026 e reforça avanço da tecnologia na pecuária brasileira

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A pecuária intensiva brasileira segue em trajetória de crescimento e modernização. Resultados preliminares do Censo de Confinamento 2026 e do Tour de Confinamento 2025, apresentados pela dsm-firmenich, indicam expansão da atividade, aumento da eficiência produtiva e maior adoção de tecnologias voltadas à gestão e à rentabilidade das propriedades.

Os dados reforçam uma tendência cada vez mais presente no setor: a integração entre nutrição, tecnologia, análise de dados e gestão estratégica para elevar a produtividade dos sistemas de produção de carne bovina.

Brasil deve alcançar quase 9,8 milhões de cabeças confinadas

De acordo com a prévia do Censo de Confinamento 2026, realizada com o apoio de mais de mil técnicos e parceiros de campo, o Brasil deverá registrar aproximadamente 9,78 milhões de bovinos confinados neste ano.

O volume representa crescimento de 5,7% em comparação com 2025, quando foram contabilizadas 9,25 milhões de cabeças.

Os estados líderes em confinamento continuam concentrando grande parte da produção nacional:

  • Mato Grosso: 2,4 milhões de cabeças (+7,7%);
  • São Paulo: 1,4 milhão (+4,9%);
  • Goiás: 1,4 milhão (+2,0%);
  • Mato Grosso do Sul: 900 mil (+5,2%);
  • Minas Gerais: 800 mil (+7,9%).

Juntos, esses cinco estados respondem por cerca de 70,6% de todo o rebanho confinado estimado para o país, consolidando sua importância estratégica para a pecuária intensiva brasileira.

Segundo Luiz Fernando Magalhães, presidente de Nutrição e Saúde Animal para a América Latina da dsm-firmenich, o levantamento permite compreender transformações estruturais que vêm ocorrendo na atividade.

“A pecuária brasileira está cada vez mais profissionalizada, com decisões baseadas em tecnologia, gestão e indicadores produtivos que contribuem para maior eficiência e competitividade”, destaca.

Tour de Confinamento revela ganhos de produtividade e retorno financeiro

O Tour de Confinamento 2025 avaliou sistemas produtivos em propriedades distribuídas por diferentes regiões do país, analisando indicadores técnicos, econômicos e zootécnicos.

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Os resultados apontaram desempenho consistente dos sistemas acompanhados:

  • Ganho médio de 7,22 arrobas por animal;
  • Ciclo médio de confinamento de 98 dias;
  • Peso médio de entrada de 12,7 arrobas;
  • Peso médio de saída de 19,92 arrobas;
  • Retorno médio sobre investimento (ROI) de 16,31%, podendo atingir até 26,8%.

Os números demonstram que a busca por eficiência operacional tem contribuído para melhorar os resultados econômicos da atividade, mesmo em cenários de custos elevados e margens mais apertadas.

De acordo com Walter Patrizi, gerente de Confinamento para a América Latina da dsm-firmenich, tecnologias nutricionais e estratégias de gestão têm papel fundamental na sustentabilidade financeira dos confinamentos.

Pecuária de precisão amplia uso de dados no campo

Outro destaque apresentado pela companhia foi o avanço da digitalização no setor pecuário.

A plataforma FarmTell® Beef, voltada para gestão da pecuária de corte, já acompanha aproximadamente 1,4 milhão de animais distribuídos em 410 confinamentos localizados em 12 estados brasileiros.

A ferramenta reúne informações zootécnicas, produtivas e operacionais, permitindo que os produtores tomem decisões mais rápidas e assertivas com base em indicadores de desempenho.

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Além disso, a empresa vem ampliando a utilização da Lore™, inteligência artificial desenvolvida para gerar análises e recomendações personalizadas aos pecuaristas, contribuindo para ganhos de eficiência e controle dos sistemas produtivos.

Segundo Vanessa Porto, diretora de Pecuária de Precisão da dsm-firmenich, o uso de tecnologia passou a ser um fator estratégico para a competitividade da atividade.

“O produtor continua valorizando o suporte técnico e a proximidade com especialistas, mas também busca ferramentas capazes de transformar grandes volumes de dados em informações práticas para a tomada de decisão”, afirma.

Tecnologia, gestão e sustentabilidade moldam o futuro da pecuária

Os resultados preliminares do Censo de Confinamento 2026 e do Tour de Confinamento 2025 evidenciam uma mudança estrutural na pecuária brasileira. O foco não está apenas na ampliação da produção, mas na capacidade de produzir mais com eficiência, sustentabilidade e rentabilidade.

A combinação entre ciência, inovação, gestão e ferramentas digitais vem se consolidando como um dos principais pilares para o crescimento do setor, permitindo que os produtores enfrentem desafios de mercado e aumentem sua competitividade nos próximos anos.

Nesse cenário, a pecuária de precisão e o uso estratégico de dados tendem a ganhar ainda mais relevância, impulsionando uma nova fase de desenvolvimento da produção de carne bovina no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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