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Judiciário instala Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica em três municípios da região Oeste

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O Poder Judiciário de Mato Grosso instalou nesta sexta-feira (26 de setembro) a 78ª Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar do estado. A cerimônia ocorreu no Fórum da Comarca do município de Rio Branco e marcou a formalização de um pacto interinstitucional pela proteção das mulheres, com a participação de autoridades locais, representantes de entidades parceiras e sociedade civil.

A Rede reúne o Poder Judiciário, Ministério Público, prefeitos, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Militar, Polícia Civil, secretarias municipais de Saúde, Educação e Assistência Social, além de igrejas e organizações da sociedade civil. Os prefeitos de Lambari D’Oeste, Marcelinho da Bem Star, de Salto do Céu, Mauto Teixeira Espíndola, e de Rio Branco, Pabolo Vitor Siman, assinaram o termo de cooperação técnica que consolida a adesão dos municípios ao projeto.

A juíza de Direito da Comarca de Rio Branco, Luciana Sittinieri Leon, ressaltou que a Rede é a consolidação de um esforço que já vinha sendo articulado. “É de extrema importância formalizar esse acordo, que já vinha sendo praticado entre as entidades e a sociedade civil organizada. Essa união é um reforço e um chamamento ao diálogo interinstitucional, tão necessário para trazer novas ideias e aprimorar políticas públicas já existentes. Em uma sociedade onde os casos de violência doméstica são alarmantes, a Rede de Enfrentamento vai auxiliar a aprimorar procedimentos, ampliar recursos e qualificar o atendimento às vítimas e também aos agressores, para evitar a reincidência”, afirmou.

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O promotor de Justiça Leandro Túrmina destacou o papel do Ministério Público na construção coletiva da rede de proteção. “Estamos aqui para somar, neste ato de assinatura do termo de cooperação. Colocamos à disposição toda a estrutura institucional para atender melhor as vítimas de violência doméstica. O trabalho em rede é essencial para que os avanços saiam do papel e se transformem em realidade nos municípios”, reforçou.

O prefeito de Rio Branco, Pabolo Vitor Siman enfatizou que o sucesso da Rede depende da mobilização local. “Somos todos responsáveis por fazer essa política pública funcionar. O que buscamos é garantir que as mulheres, quando tomam a difícil decisão de pedir ajuda, tenham suporte em todas as áreas, desde acolhimento psicológico e jurídico até apoio econômico, como auxílio aluguel ou auxílio social. A atuação em rede é justamente para enfrentar a realidade de cada município, aprimorar atendimentos e assegurar que nossas casas sejam lugares de paz e não de violência. Essa iniciativa é fundamental para proteger as mulheres e para educar as futuras gerações pelo exemplo”, disse.

A instalação da Rede de Enfrentamento em Rio Branco integra o trabalho da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça (Cemulher-MT), coordenada pela desembargadora Maria Erotides Kneip, que atua de forma estratégica para fomentar a criação e o fortalecimento das redes em todo o estado.

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Na próxima semana, a equipe do Poder Judiciário estará nos municípios de São José dos Quatro Marcos e Porto Esperidião para instalar mais duas redes, avançando no compromisso de consolidar a política de enfrentamento à violência doméstica em Mato Grosso.

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Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça Sem Fronteiras facilita regularização de documentos em Palmarito

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Foto horizontal que mostra o boliviano Gustavo Soliz sorrindo para a foto, em pé no corredor de uma escola, onde ocorreu o mutirão Justiça Sem Fronteiras. Ele é um homem com traços bolivianos, pele marrom, cabelos pretos e lisos, usando camisa polo azul celeste. A 2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras tem levado serviços de cidadania à comunidade de Palmarito, em Vila Bela da Santíssima Trindade, localizada a 594 quilômetros de Cuiabá. Os atendimentos, realizados na Escola Municipal Duque de Caxias, continuam nesta sexta-feira (12).

Entre as demandas atendidas estão os pedidos de regularização de documentos de moradores brasileiros e bolivianos, que aproveitam a iniciativa para resolver pendências sem precisar se deslocar para outros municípios.

Há três anos trabalhando na venda de frutas e verduras na região, o vendedor ambulante boliviano Gustavo Soliz procurou a expedição para regularizar sua situação no Brasil e conquistar mais segurança para trabalhar.

“Eu gostaria de conseguir meus documentos para vir com toda a minha família e trabalhar legalmente aqui no Brasil. Quero ter tudo em regra, sem medo, e poder contribuir também”, disse.

Foto horizontal que mostra a boliviana Gerônima Chube sorrindo timidamente para a foto e mostrando um documento. Ela está no pátio de uma escola. Ela é uma mulher com traços bolivianos, pele marrom, cabelo preto, liso e preso para trás, usando camiseta marrom.Moradora de Palmarito há seis anos, a boliviana Gerônima Chube aproveitou a passagem da expedição pela comunidade para fazer a documentação dos filhos.

“Eu quero fazer o documento do meu filho porque ele está estudando e está precisando. Se não fosse aqui, eu teria que ir para longe, e nós não temos condições de viajar. Achei muito bom porque ficou tudo mais fácil”, relatou.

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Cidadania mais perto da população

Promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio da Justiça Comunitária, a Expedição Justiça Sem Fronteiras leva cidadania, acesso à Justiça e serviços essenciais às comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia. A iniciativa reúne instituições parceiras para oferecer atendimentos gratuitos nas áreas de documentação, orientação jurídica, saúde, assistência social, educação, cidadania, entre outros.

Foto horizontal que mostra o oficial de Registro Civil de Vila Bela da Santíssima Trindade, Ademir Baldo, trabalhando, sentado em frente a um laptop. Ele é um homem branco, de cabelo castanho e liso, usando camiseta verde com logo da Expedição Justiça Sem Fronteiras e óculos de grau.Segundo o oficial de Registro Civil de Vila Bela da Santíssima Trindade, Ademir Baldo, a procura pela regularização de documentos por cidadãos bolivianos tem aumentado nos últimos anos.

“Muitos bolivianos chegam com a documentação do país de origem, mas precisam regularizar sua situação migratória para obter documentos brasileiros, acessar a carteira de trabalho e exercer suas atividades de forma legal”, afirmou.

Ele explica que a demanda sempre existiu na região de fronteira, mas se tornou mais intensa nos últimos anos, impulsionada principalmente pela busca por oportunidades de trabalho no Brasil.

“Quando o atendimento chega até essas localidades, as pessoas conseguem resolver suas demandas sem precisar percorrer grandes distâncias. Isso facilita a regularização e amplia o acesso à cidadania”, destacou.

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Foto horizontal em plano aberto que mostra o corredor de uma escola com paredes verdes de um lado e aberto para o pátio do outro, com várias pessoas sentadas, aguardando atendimento no mutirão Justiça Sem Fronteiras.Próximas etapas

Após os atendimentos em Palmarito, a programação segue para o distrito de Santa Clara de Monte Cristo, em Vila Bela da Santíssima Trindade, nos dias 14 e 15 de junho, com atendimentos na Escola Estadual/Municipal Ponta do Aterro.

A última etapa da Expedição será realizada no distrito de Vila Picada, em Porto Esperidião, nos dias 17 e 18 de junho, na Escola Municipal Dona Lila Hill de Souza.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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