Tribunal de Justiça de MT

Judiciário lança Prêmio Consensualidade para fomentar a resolução consensual de conflitos

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Soluções criativas e desempenhos de excelência na aplicação de métodos consensuais de solução de conflitos serão agraciados com o Prêmio Consensualidade, lançado pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), valorizando mediadores judiciais e Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de todo o estado.

A premiação tem como objetivo valorizar e dar visibilidade às iniciativas e ao bom desempenho dos Cejuscs e dos mediadores judiciais credenciados, incentivar a cultura de melhoria contínua, a excelência e a criatividade na resolução consensual de conflitos, fomentar a troca de experiências e a replicabilidade de ações e soluções que impactem positivamente o sistema de justiça e a sociedade mato-grossense.

O prêmio deste ano reconhecerá talentos em duas frentes: Desempenho Operacional, que premiará Cejuscs e mediadores por performance e Oficina de Parentalidade, com avaliação por dados estatísticos. A outra modalidade é Boas Práticas e Inovação, que destacará ações de sucesso e projetos criativos para otimizar os serviços de conciliação e mediação, visando clareza, impacto e transformação no TJMT e na sociedade.

O Prêmio Consensualidade foi instituído por meio da Portaria 002/2025-NUPEMEC/TJMT, publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) do dia 6 de outubro de 2025 e assinada pelo presidente do Nupemec, desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira. A medida vai ao encontro da Resolução 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu a Política Judiciária Nacional de tratamento adequado dos conflitos.

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“O Poder Judiciário de Mato Grosso tem fortalecido de forma contínua sua atuação na promoção dos métodos consensuais de solução de conflitos. Por meio do empenho conjunto de magistrados, servidores e parceiros institucionais, a Justiça Multiportas tem se consolidado como um importante instrumento de pacificação social. Com esse mesmo espírito colaborativo, nasce o Prêmio Consensualidade — uma iniciativa voltada ao reconhecimento daqueles que exercem, com excelência, o papel de facilitadores do diálogo e da construção de acordos justos”, afirma o desembargador Mário Kono.

Inscrições

Podem se inscrever Cejuscs regularmente instalados e ativos no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso e mediadores judiciais credenciados no TJMT.

As inscrições para as categorias Boas Práticas e Inovação serão realizadas por meio de Formulário Eletrônico (clique aqui).

O prazo para se inscrever vai até o dia 30 de outubro.

Seleção, votação e premiação

Para as categorias Cejusc Destaque em Performance, Cejusc Destaque em Oficinas de Parentalidade e Mediador Judicial Credenciado Destaque, o Nupemec realizará a extração, análise e ranqueamento dos dados no período e com as fontes de dados indicadas na portaria. Os vencedores serão definidos diretamente pelos resultados desse ranqueamento, conforme os critérios estabelecidos na Portaria.

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Para as categorias Boas Práticas e Projeto Inovador, o processo de avaliação e seleção será conduzido em duas fases, focando na relevância das propostas. Na primeira fase, será feita a seleção de até três finalistas para cada categoria, com a análise do preenchimento dos requisitos estipulados, como potencial de impacto, originalidade e alinhamento com os objetivos de incentivo à política da autocomposição. Na segunda fase, os finalistas de cada categoria apresentarão seus projetos no 18º Fórum Nacional de Mediação e Conciliação (Fonamec).

Os vencedores serão escolhidos por meio de votação entre os participantes do evento. Os Cejuscs e o mediador judicial credenciado vencedores em cada categoria receberão uma placa comemorativa, que será entregue durante o 18º Fonamec, uma nota de elogio para o juiz coordenador do Cejusc e membros de sua equipe.

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

“Quando o Estado entra só para reprimir, atua nas consequências”, afirma juíza sobre infância

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“Quando o Estado entra apenas para reprimir, já estamos trabalhando com as consequências.” A afirmação da juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, Anna Paula Gomes de Freitas, feita durante o 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais de Crianças e Adolescentes na Perspectiva Nacional e Internacional e o 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso, realizados nos dias 18 e 19 de maio, em Cuiabá, aponta para a necessidade das instituições públicas atuarem mais preventivamente para melhor proteger os direitos fundamentais desses segmentos da população, hoje expostos às mais diversas formas de violência.

Coordenadora do evento, a magistrada defendeu o fortalecimento das ações preventivas e da rede de proteção diante do avanço de problemas que atingem diretamente crianças e adolescentes, como violência digital, vulnerabilidade social e recrutamento por facções criminosas.

A juíza ponderou que a programação foi construída a partir das situações que mais têm impactado a vida de crianças e adolescentes na atualidade.

“Nós selecionamos esses temas pensando no que vem atingindo mais a vida das crianças e adolescentes atualmente. Nós temos fases, ora são as facções criminosas, ora o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital. Estamos vivendo um tempo em que as crianças estão sendo altamente prejudicadas pelo uso indiscriminado da internet”, afirmou.

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Anna Paula Gomes de Freitas alertou para os efeitos emocionais provocados pela exposição excessiva às redes sociais e pelo ambiente virtual sem acompanhamento adequado.

“O uso excessivo das redes por parte das crianças e adolescentes vem deixando-os ansiosos, talvez até tendentes ao suicídio. Nós estamos preocupados com esses temas e, com base nisso, fizemos a seleção daquilo que deve ser tratado aqui e do que vem apresentando os maiores problemas atualmente na proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes”, destacou.

Realizado em 18 de maio, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o encontro também trouxe para o centro das discussões a necessidade de fortalecer a atuação preventiva do Estado e da rede de proteção.

“Essa é a principal preocupação da rede de proteção: estar fortalecida. Falta o Estado estar mais presente, dar mais respostas, não só no sentido de punição, mas principalmente no sentido de apoio”, ressaltou a juíza.

De acordo com a coordenadora do evento, muitas famílias em situação de vulnerabilidade precisam de suporte para evitar que crianças e adolescentes sejam expostos a riscos e à criminalidade.

“A maioria dessas famílias é vulnerável. Elas precisam de uma estrutura, de apoio do Estado, para tirar os filhos de situações em que eles se colocam à mercê do risco”, pontuou.

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Ao defender políticas públicas mais efetivas e integradas, Anna Paula Gomes de Freitas reforçou que o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes deve priorizar a prevenção.

“Nós precisamos adiantar um passo nesse sentido para atuar mais preventivamente. Precisamos estar mais presentes, não só na educação, mas também na preparação dessas crianças, adolescentes e famílias, para que eles não cheguem a entrar em situação de risco”, concluiu.

Além do Poder Judiciário de Mato Grosso, do Ministério Público Estadual e da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), participam da organização dos encontros a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), Escola dos Servidores, Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). O evento conta ainda com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT).

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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