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Justiça mantém CNH do Brasil vigente em todo o país

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O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) decidiu, na noite desta terça-feira (23), que as novas regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que simplificam a obtenção da primeira carteira de motorista, continuam valendo em todo o país. A decisão, proferida pelo desembargador João Batista Moreira, suspende uma ordem da Justiça de Mato Grosso que havia interrompido a aplicação da norma.

Ao analisar o pedido da União, o TRF-1 considerou que o novo modelo de acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já está em funcionamento em 16 unidades da federação, como São Paulo, Alagoas, Piauí e Paraná, enquanto as demais estão em processo de adaptação. Conforme o parecer, a descontinuação da Resolução nº 1.020/2025 comprometeria a uniformidade regulatória do Sistema Nacional de Trânsito, podendo gerar regimes distintos entre os estados e atingir negativamente uma política pública de amplo alcance social.

“A manutenção da decisão agravada tende a gerar descompasso regulatório entre os próprios Estados, criando regimes jurídicos distintos para um mesmo serviço público de natureza nacional, em manifesta afronta aos princípios da isonomia, da eficiência e da coordenação federativa. Nesse cenário, o risco de dano ao interesse público revela-se concreto e atual”, aponta o desembargador João Batista.

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Desde o lançamento da plataforma CNH do Brasil, em 9 de dezembro, quase 46 mil pedidos para obtenção do documento pelas novas regras já foram registrados nos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) de todo o país.

“A decisão é importante porque confirma a legalidade e a constitucionalidade do programa CNH do Brasil, uma das principais iniciativas do ministério, que melhora a vida de milhões de pessoas. Além disso, garante segurança jurídica para a continuidade da iniciativa”, celebrou Marconi Filho, consultor jurídico do Ministério dos Transportes.

O entendimento do TRF-1 reforçou a necessidade de cautela nas deliberações regionais, ao alertar que intervenções judiciais desproporcionais no campo regulatório podem gerar consequências negativas para iniciativas da Administração Pública.

“Em perspectiva pragmática, a invasão judicial ao mérito administrativo pode comprometer a unidade e coerência da política regulatória, desaguando em uma paralisia de efeitos sistêmicos acentuadamente negativos”, diz trecho da decisão.

Leia a íntegra do parecer do Tribunal Regional Federal da 1ª Região aqui

CNH do Brasil

As novas regras que facilitam a obtenção da carteira de motorista para milhões de pessoas foram lançadas no início de dezembro pelo presidente Lula e pelo ministro dos Transportes, Renan Filho. Por meio do aplicativo CNH do Brasil, o processo para solicitar o documento foi simplificado, além de realizar capacitações voltadas a futuros condutores e a profissionais que desejam se qualificar em direção veicular.

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A modernização do sistema e das normas estabelece a renovação automática da CNH para motoristas sem infrações, a oferta de curso teórico gratuito e on-line, o fim da obrigatoriedade de ensino presencial em autoescolas e a redução das aulas práticas de 20 para 2 horas. O modelo também permite opções de aprendizado com instrutores autônomos e veículos próprios, desde que atendidas as exigências legais.

A iniciativa do Governo do Brasil busca equiparar as condições de acesso ao documento diante das diferentes realidades sociais do país, além de transformar a vida de mais de 20 milhões de pessoas que dirigem sem carteira de motorista.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

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O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

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Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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