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Magistrados abordam uso da IA na Ouvidoria e compartilham boas práticas no Cojud

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Foto horizontal em plano fechado que mostra o desembargador Luiz Octávio Saboia durante entrevista à TV Justiça. ele é um homem branco, de olhos castanhos e cabelos grisalhos, usando camisa branca, terno preto e gravata azul marinho estampada.Sediado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, o 14º Encontro do Colégio Nacional dos Ouvidores Judiciais – Cojud proporcionou aos participantes uma reflexão sobre “A Ouvidoria na era da inteligência artificial”, tema da palestra proferida pelo desembargador do TJMT Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, nesta quarta-feira (18). Segundo ele, em um mundo extremamente conectado, com alta produção de dados, é preciso saber analisar essas informações, de forma concatenada e por meio da tecnologia, para pensar em melhorias nos serviços prestados, inclusive pelas Ouvidorias.
“Nesse aspecto, as tecnologias, dentre elas a inteligência artificial, têm a capacidade de concatenar os anseios da sociedade, os reclamos da sociedade, os dados já produzidos historicamente pelo Poder Judiciário para se construir políticas e ações, no sentido de tornar o Judiciário mais eficiente, mais célere, mas, principalmente, de atender aos anseios da sociedade”, destacou.
Foto horizontal que mostra a desembargadora do Tribunal de Justiça de Roraima, Elaine Bianchi, falando no púlpito. Ela é uma mulher branca, de cabelos loiros e cacheados, usando blusa de manga comprida branca de bolinhas pretas, óculos de grau e crachá do Cojud.Neste segundo dia do evento, voltado a desembargadores (as) e juízes (as) que atuam como ouvidores judiciais em tribunais estaduais, federais e militares de todo o país, também houve a troca de experiências exitosas, com a exposição de boas práticas, como o “Resolva Aqui”, um canal de atendimento automático via WhatsApp do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), que foi apresentado pela ouvidora-geral e desembargadora Elaine Cristina Bianchi, e pela coordenadora da Ouvidoria daquele tribunal, Tainah Westin.
“Através desse número de telefone, que nós batizamos de Resolva Aqui, são oferecidos alguns serviços como emissão de certidão, autorização de viagem, início de processos nos Juizados Especiais Cíveis, a pessoa pode fazer uma petição, pode obter informações sobre o seu processo, obtenção de outras informações. Então, a Ouvidoria, pensando exatamente na facilidade de acesso do cidadão, desenvolve um canal de comunicação por meio de um número de WhatsApp”, relatou a desembargadora Elaine Bianchi.
Para ela, o Cojud desempenha um importante papel ao promover a articulação entre as Ouvidorias de todos os tribunais brasileiros. “Nesses encontros, nós temos a oportunidade de conhecer as práticas dos tribunais e ter acesso a essas modernidades, a ideias que venham resolver problemas que a gente vem enfrentando. E isso tudo faz com que a gente cresça. Eu tenho certeza que essa troca de experiência é muito produtiva”, avalia.
Foto horizontal que mostra a juíza do TJ do Rio Grande do Norte, Fátima Soares, falando ao microfone, no púlpito. Ela é uma mulher branca, de cabelos curtos e loiros, usando blusa branca, blazer branco, óculos de grau e crachá do Cojud.Quem também compartilhou uma boa prática foi a juíza do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), Fátima Soares, que apresentou um plano de ação para enfrentar as ameaças ao Judiciário oriundas das redes sociais. Segundo ela, após elaborar processos como a padronização de procedimentos de identificação, registro e encaminhamento de ameaças digitais, diferenciando críticas legítimas de manifestações ofensivas e ameaças diretas ou indiretas aos membros do tribunal, além do monitoramento e tratamento adequado dos casos, inclusive com a possibilidade de ação de um gabinete de crise, aquele tribunal conseguiu reduzir a zero a reincidência de ameaças.
Foto horizontal em plano aberto que mostra a coordenadora da Ouvidoria do Tribunal de Justiça de Roraima, Tainah Westin, falando no púlpito para o público. No dispositivo de honra, estão desembargadores e o ministro do STJ, Reynaldo da Fonseca.Com programação que vai até sexta-feira (20), os trabalhos do 14º Encontro do Colégio Nacional dos Ouvidores Judiciais são conduzidos pelo ouvidor-geral do Poder Judiciário do Amazonas e presidente do Cojud, desembargador Abraham Peixoto Campos Filho, e pelo ouvidor-geral do Poder Judiciário de Mato Grosso e vice-presidente do Cojud, desembargador Rodrigo Curvo.
Nesta quarta-feira (18), também participaram do evento o corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Luiz Leite Lindote, o desembargador do TJMT Gilberto Giraldelli, o presidente honorário da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), juiz Frederico Mendes Júnior, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, o juiz auxiliar da Ouvidoria do PJMT, Bruno D’Oliveira Marques e o diretor-geral da Escola da Magistratura de Mato Grosso (Emam), juiz Thiago Souza Nogueira de Abreu.
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Autor: Celly Silva

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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