A Polícia Militar de Mato Grosso realizou, na manhã desta sexta-feira (31.10), uma solenidade alusiva em comemoração ao Dia da Mulher Policial Militar. A celebração contou com entregas de homenagens e medalhas para mais de 100 policiais militares mulheres e também esposas de agentes militares e autoridades civis.
A solenidade ocorreu no auditório do Quartel do Comando-Geral da PM, em Cuiabá. As homenageadas foram agraciadas com as medalhas “2ª Sargento Antônia Macaúba da Costa”, em homenagem a uma das primeiras mulheres a ingressar nas fileiras da Polícia Militar, e com a medalha “190 Anos PMMT”, que comemora o aniversário da instituição, celebrado em setembro deste ano.
O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, presidiu a solenidade e afirmou que atendeu a um pedido da primeira-dama do Estado, Virgínia Mendes, uma das parceiras do evento, em também homenagear as esposas dos policiais militares homens.
“Afinal, as esposas dos policiais militares que são um dos alicerces na vida da Polícia Militar. Nós, homens policiais, não seríamos nada sem nossas esposas, nos momentos de dificuldade, de alegria, elas estão conosco todos os dias, vivendo a vida militar, as nossas ocorrências e nos dando todo o suporte necessário”, afirmou.
O coronel Fernando Tinoco também homenageou as mulheres policiais e, em especial, a bravura de uma policial, que atuou na linha de frente de uma ocorrência que impediu o feminicídio de uma mulher e de seu filho, de três anos, na madrugada desta quinta-feira (30), em Barra do Garças.
“Servir ao lado dessas nobres mulheres é uma grande honra. Ontem vimos a bravura de uma delas, que evitou que uma mãe e um filho de três anos fossem possíveis vítimas de feminicídio, com toda a sua garra e comprometimento, arrombando um portão e utilizando as técnicas policiais. Vocês, mulheres policiais, são importantes para nós. A nossa Polícia Militar não completaria os seus 190 anos sem a competência e o DNA de vocês”, ressaltou o comandante-geral.
O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), Klebson Gomes Haagsma, esteve na solenidade representando a primeira-dama, Virginia Mendes, e falou sobre o respeito à todas as policiais militares mulheres do Estado.
“Precisamos falar do respeito e superação que essas mulheres têm. De cuidar da família e sair de casa todos os dias. Nossa primeira-dama, não cansa de falar do respeito que ela tem por todas as policiais e dos policiais militares de Mato Grosso, um respeito imenso pelas nossas forças de segurança. Quero hoje aqui, em nome dela, trazer um abraço e agradecer por essa superação que as nossas policiais têm todos os dias”, destacou.
O secretário-adjunto de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), coronel RR PM Hevérton Mourett, enfatizou a importância histórica de homenagear as mulheres policiais militares, que estão há mais de 40 anos dentro da instituição.
“Este momento também é relembrar parte da nossa história, relembrar as mulheres que abriram as portas da nossa instituição para romper uma cultura conduzida apenas por homens. As nossas mulheres policiais têm muito valor e estão nos ajudando a avançar na segurança pública”, finalizou o secretário.
Dia da Mulher Policial Militar de Mato Grosso
Celebrado no dia 20 de outubro, em decorrência da Lei nº 9.432/2010, o Dia da Mulher Policial Militar é uma homenagem à criação do primeiro Pelotão de Polícia Militar Feminina, instituído na mesma data, no ano de 1983, quando foi oficializada a entrada das primeiras mulheres na PMMT.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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