Tribunal de Justiça de MT

Mais de 24 mil atendimentos foram realizados na 2ª etapa do Projeto Ribeirinho Cidadão

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O Poder Judiciário de Mato Grosso divulgou os números totais de atendimentos realizados durante a segunda fase da 17ª edição do Projeto Ribeirinho Cidadão 2024 – Expedição Rota das Águas. De acordo com o relatório elaborado pela coordenação estadual da Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, foram 24.946 atendimentos nas cidades de Salto do Céu, distrito de Lucialva, em Jauru, e Porto Esperidião.
 
O documento aponta detalhadamente o resultado por eixos do projeto e também por instituições e órgãos parceiros. Ao todo, 32 parceiros, divididos em 5 eixos, atenderam às demandas das populações dos municípios visitados pela expedição.
 
O juiz coordenador da Justiça Comunitária, José Antônio Bezerra Filho, lembrou que esta foi a primeira vez que os serviços de justiça, saúde, cidadania, educação ambiental, ciência, cultura e educação no trânsito foram levados até os municípios por onde a expedição passou.
 
“Fazer a Rota das Águas foi um propósito alinhado com a nossa presidente, desembargadora Clarice Claudino da Silva, que também aceitou o desafio. Toda nova experiência gera uma expectativa muito grande de responsabilidade e nós conseguimos alcançar e superar todos os nossos objetivos de trabalho. O Poder Judiciário cumpriu o seu papel, levou pacificação social e promoveu o acesso a inúmeros serviços às comunidades visitadas. Muito além dos números, o que nos motiva é ver que população saiu de cada atendimento muito satisfeita com os serviços que lhe foram ofertados”, disse o magistrado.
 
Veja abaixo os números disponibilizados no relatório:
 
Justiça: foram contabilizados 533 atendimentos. O total segmentado foi: Tribunal de Justiça de Mato Grosso/Assessoria (60); Comissão Estadual de Adoção do Estado de Mato Grosso CEJA/MT – Corregedoria TJMT (259); Defensoria Pública (196); Polícia Judiciária Civil (4); Ministério Público de Mato Grosso (14).
 
Saúde: no total, 602 atendimentos foram prestados à população. Por segmento, a Secretaria Municipal de Saúde de Salto do Céu (113); Secretaria Municipal de Jauru (33); Secretaria Municipal de Saúde de Porto Esperidião (155); Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar (179); Exército Brasileiro – atendimento médico e odontológico (122).
 
Educação Ambiental: foram realizados 7.480 atendimentos. O Juizado Volante Ambiental (Juvam) realizou 1.030 atendimentos nas atividades de educação ambiental do Projeto Rebojando e o Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental atendeu 6.450 pessoas.
 
Ciência, cultura e educação no trânsito: neste eixo, 6.290 atendimentos foram realizados. Por segmento, Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer – Biblioteca Itinerante (1.5230); Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer – Esporte (527); Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação – Seciteci (1.054); Detran-MT (3.186).
 
Cidadania: foram contabilizados 10.041 atendimentos. Receita Federal (443); Instituto Nacional do Seguro Social – INSS (370); Secretaria de Estado de Assistência Social – SETASC – Cidadania Plastificação, foto 3×4, 2ª via de certidões (2.623); Secretaria de Estado de Assistência Social – SETASC – PROCON (117); Secretaria de Estado de Assistência Social – SETASC – qualificação profissional (830); Secretaria de Estado de Assistência Social – SETASC – Direitos Humanos (897); Secretaria de Estado de Assistência Social – SETASC – SINE (92); Secretaria de Estado de Assistência Social – SETASC – Ser Família (80); Politec (405); Energisa (310); Secretaria Municipal de Assistência Social de Salto do Céu (14); Secretaria Municipal de Assistência Social de Jauru (09); Cartório de Lucialva (05); Marinha do Brasil (100); Grupo Especial de Fronteira (3.310); Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (436).
 
Também houve a doação de 2.400 mudas pelo Juizado Volante Ambiental e 360 cestas básicas foram doadas pela Aprosoja-MT.
 
Balanço geral – Segundo o relatório, o total geral de atendimentos realizados na 17ª edição do Ribeirinho Cidadão 2024 foi de 35.216 atendimentos, sendo 10.270 na primeira fase e 24.946 na segunda fase.
 
Sobre o Ribeirinho Cidadão – O projeto Ribeirinho Cidadão foi criado em 2006 para proporcionar à população do baixo Pantanal o acesso a direitos básicos de justiça e cidadania. Realizado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, Defensoria Pública Estadual e parceiros, o projeto leva a presença do Estado a locais que estão invisibilizados socialmente e agora expandiu sua área de atuação para as regiões oeste e sudoeste de Mato Grosso. 
  
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem: Foto 1: foto em plano aberto que mostra dezenas de pessoas sentadas em cadeiras plásticas em uma área de triagem de atendimentos. Ao fundo há uma faixa com o escrito “Sejam bem-vindos à 17ª edição do Ribeirinho Cidadão” e com as logomarcas do projeto, do Poder Judiciário, da Defensoria Pública e da Justiça Comunitária. Foto 2: Oficial do exército afere pressão arterial de mulher idosa. O oficial está fardado com roupa camuflada, a mulher está sentada e com o braço estendido. Ele usa estetoscópio e olha atentamente à mulher. Foto 3: Mulher coleta digitais de outra pessoa. Em foco está o notebook com a digital já coletada, ao fundo estão pessoas sentadas aguardando atendimento.
 
Laura Meireles/ Fotos: Alair Ribeiro 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Plano deve pagar congelamento de óvulos para evitar infertilidade

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Plano de saúde deverá custear congelamento de óvulos para evitar infertilidade causada por tratamento médico, mas não pagará despesas futuras.

  • A decisão diferenciou prevenção de infertilidade de reprodução assistida.

Uma operadora de plano de saúde deverá custear parte do procedimento de congelamento de óvulos de uma paciente diagnosticada com endometriose profunda, diante do risco de infertilidade decorrente de tratamento cirúrgico. A decisão, porém, limitou a cobertura apenas às etapas iniciais do procedimento, excluindo despesas futuras.

O caso foi analisado pela Quarta Câmara de Direito Privado, sob relatoria do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho. A paciente relatou que precisava passar por cirurgia para tratar a doença e que, por orientação médica, deveria realizar a criopreservação de óvulos como forma de preservar a fertilidade.

A operadora negou o custeio sob o argumento de que o procedimento estaria relacionado à reprodução assistida, o que não é de cobertura obrigatória. No entanto, ao julgar o recurso, o relator destacou que a situação não se confunde com fertilização in vitro, mas sim com uma medida preventiva para evitar um dano decorrente do próprio tratamento de saúde.

Segundo o entendimento adotado, quando o plano cobre a doença, também deve arcar com medidas necessárias para evitar efeitos colaterais previsíveis, como a infertilidade. O magistrado ressaltou que a criopreservação, nesse contexto, tem caráter preventivo e está ligada diretamente ao tratamento médico indicado.

Por outro lado, a decisão estabeleceu limites para essa obrigação. Ficou definido que a operadora deve custear apenas as fases iniciais do procedimento, como a estimulação ovariana, a coleta e o congelamento dos óvulos.

Já os custos posteriores, como taxas de armazenamento do material genético e eventual utilização futura em fertilização assistida, não deverão ser arcados pelo plano, por se tratarem de medidas relacionadas ao planejamento familiar.

Processo nº 1004443-86.2026.8.11.0000

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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