Nacional

Manutenção das hidrovias assegura serviços bancários e previdenciários a populações ribeirinhas do Amazonas

Publicado

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), realiza ações de dragagem preventiva, sinalização náutica e monitoramento hidrológico das hidrovias amazônicas, para garantir a navegação e a segurança das embarcações que passam por ali, mas também as operações das agências-barco da Caixa Econômica Federal e do INSS. Esses barcos são os responsáveis por levar serviços bancários, previdenciários e sociais a regiões sem acesso terrestre contínuo e, muitas vezes, são a única forma desses serviços chegarem à população.

O funcionamento dessas agências-barco permite o transporte de equipes multidisciplinares responsáveis por pagamentos, perícias, orientações sociais e demais atendimentos que, para muitos ribeirinhos, só se tornam possíveis com a chegada das embarcações. O serviço também fortalece o acesso a políticas públicas, e amplia a presença do Estado nos territórios mais distantes da região Norte.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, essa infraestrutura fluvial é decisiva para ampliar direitos. “Quando mantemos dragagens e sinalização em dia, asseguramos muito mais que infraestrutura, garantimos que serviços essenciais cheguem a quem depende do rio para viver”, afirmou.

Leia mais:  MME promove oficina que marca o início do ciclo de 2025 do Atlas Brasileiro da Transição Energética

Segundo o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, esse é um trabalho contínuo. “Do monitoramento às dragagens, o objetivo é um só: manter a navegação ativa. É isso que garante que alimentos, remédios, combustíveis e políticas públicas cheguem a quem depende do rio”, destacou.

Infográfico - Agências - Barco
Infográfico – Agências – Barco

Agências-barco
Em áreas sem acesso terrestre, as agências-barco permitem que equipes da Caixa e do INSS realizem abertura de contas, renegociação de dívidas, microcrédito, atualização cadastral, perícias e orientações para acessar direitos e benefícios.

Cada embarcação segue rotas de até 28 dias, com calendários divulgados mensalmente. Para se ter uma ideia da relevância dessa iniciativa, entre janeiro de 2022 e outubro de 2025, foram registrados 188,7 mil atendimentos, alcançando mais de 645 mil pessoas.

Infográfico - Hidrovias que conectam o Estado à população
Infográfico – Hidrovias que conectam o Estado à população

“A  Agência-Barco Chico Mendes representa um marco de inclusão e cidadania ao levar os serviços da Caixa às populações ribeirinhas do Amazonas. Navegando pelos rios da região, a agência itinerante proporciona acesso bancário a comunidades distantes, que muitas vezes não contam com infraestrutura urbana”, destaca Jorineide Vasconcelos, superintendente da Caixa no estado.

Leia mais:  Brasil ganha tecnologia inédita aplicada à transmissão de energia no Brasil

Na Ilha do Marajó, no Pará, a embarcação somou 105,5 mil atendimentos em municípios como Ponta de Pedras, Afuá, Anajás e Curralinho.

Para o superintendente da Caixa no Pará, André Vicente Cursino Raposo, o Barco Ilha do Marajó representa muito mais do que um ponto de atendimento itinerante. “Muito nos orgulha poder fazer isso de maneira pessoal e qualificada, levando a Caixa a regiões remotas, que merecem a mesma qualidade de atendimento que qualquer outra cidade”, concluiu.

O modelo foi ampliado em 2025 com o Acordo de Cooperação Técnica entre Caixa e INSS, que integrou as equipes e deve alcançar 140 comunidades até o fim do ano.

A atuação conjunta entre MPor, Dnit, Caixa e INSS consolida uma política pública contínua para a região Norte. A manutenção das hidrovias e a ampliação dos serviços fluviais asseguram operações regulares e fortalecem o alcance das políticas sociais, garantindo que a navegação siga como eixo estratégico para levar cidadania, inclusão e desenvolvimento às comunidades ribeirinhas.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

Mercado formal celetista gera 58.568 empregos em julho e acumula 972.203 postos no ano

Publicado

Em julho de 2026, o mercado de trabalho formal celetista gerou 58.568 postos de trabalho, resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos no mês, acumulando no ano 972.203 novos postos de trabalho, um crescimento de 2,06%. Considerando os saldos dos últimos 12 meses (agosto/2025 a julho/2026) a ampliação do emprego formal no país chega a 880.717, crescimento de 1,87%.

Com o resultado de julho, o estoque de vínculos de trabalho formal chegou a 48.082.866 empregos no país.
Em 4 dos 5 grandes grupamentos de atividades econômicas os saldos foram positivos no mês, com destaque para o setor de Serviços (24.098), seguido da Construção (12.691), Agropecuária (12.523) e Indústria (11.315). Apenas o Comércio teve saldo negativo (-2.056) no mês.
Nos estados, foram registrados saldos positivos em 22 das 27 unidades federativas. Em valores absolutos, São Paulo (17.814), Mato Groso (5.766) e Minas Gerais (5.199) tiveram os maiores saldos. Em valores relativos, os percentuais foram maiores no Amazonas (0,63%), Mato Grosso (0,59%) e no Piauí (0,52%).
Dos postos de trabalho gerados, 95,1% podem ser considerados típicos e 4,9% não típicos, majoritariamente trabalhadores intermitentes (+4.344) e pessoas físicas do Cadastro de Atividades Econômicas – os CAEPF (+1.911).
Acumulado do ano
No acumulado de janeiro a julho de 2026, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O maior crescimento ocorreu no setor de Serviços, com saldo de 591.519 postos formais de trabalho, crescimento de 2,58%, com destaque para o setor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com saldo de 211.823 empregos no ano.
Também positiva, a Construção gerou 180.449 postos formais no ano, crescimento de 6,12%, com destaque para o setor de Obras de Infraestrutura (71.711). A Indústria apresentou saldo de 154.052 postos (1,72%) e a Agropecuária 54.106 postos (2,99%). O Comércio foi o único grande grupamento com resultado negativo no ano, acumulando perda de 7.896 postos formais de trabalho (-0,08%).
Nos estados, os maiores saldos acumulados ocorreram em São Paulo (267.107), Minas Gerais (113.981) e Paraná (68.243). Em termos relativos, as maiores variações foram registradas no Amapá (4,79%), Mato Grosso (3,96%) e Piauí (3,74%).

Leia mais:  Usina Termelétrica Azulão inicia operação em teste para reforçar segurança energética na região Norte

Dados populacionais
Em julho, o saldo é foi positivo para homens (38.085) e para mulheres (20.483). Na população até 24 anos, o saldo foi positivo em 89.425 postos de trabalho, porém, negativo em 30.857 postos para pessoas com mais de 25 anos.
O saldo foi também positivo para as pessoas com nível médio completo (50.675) e para o com nível médio incompleto (12.027). Demais níveis de instrução totalizam saldo negativo de 4.134 postos. O saldo foi positivo para pardos (64.881), pretos (10.694), amarelos (481) e indígenas (63). Foi registrado saldo negativo apenas para brancos (-7.216).

Salário admissão
O salário médio real de admissão em julho chegou a R$ 2.419,23, com crescimento de 0,6% em relação a junho (R$ 2.404,10), uma variação positiva de R$ 15,13. Já em comparação com o mesmo julho de 2025, o aumento foi de R$ 48,38 (2,04%). Para os trabalhadores considerados típicos, o salário real de admissão foi de R$ 2.456,27, 1,5% mais elevado que o valor médio, enquanto para os trabalhadores não típicos chegou a R$ 2.142,12, uma variação 11,5% menor que o valor médio.

Leia mais:  MME promove oficina que marca o início do ciclo de 2025 do Atlas Brasileiro da Transição Energética

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana