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Mapa participa de simpósio sobre prejuízos causados por maritacas a agricultores

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, na última sexta-feira (10), do simpósio “Desafios e Oportunidades no Convívio com as Maritacas”, realizado em Jarinu (SP), município integrante do Circuito das Frutas. O encontro reuniu produtores rurais, especialistas, representantes do poder público e entidades locais para debater os impactos causados pela espécie em propriedades agrícolas e áreas urbanas, além de alternativas de manejo e mitigação.

Representaram o Mapa no evento o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, e o superintendente de Agricultura e Pecuária no Estado de São Paulo, Estanislau Steck. Durante o simpósio, Campos destacou a importância do diálogo entre os diferentes setores envolvidos para a construção de soluções equilibradas, que considerem a proteção da fauna silvestre e a viabilidade da produção rural.

“O aumento na quantidade de maritacas é visível, assim como o impacto direto na atividade agrícola, além da interface com o mundo urbano. A ideia é diminuir o impacto desse conflito”, disse Guilherme.

Durante o evento, produtores relataram prejuízos em culturas como milho, uva, pêssego, hortaliças e outras culturas. Levantamento apresentado por representantes da região apontou casos de perdas totais em áreas plantadas, além de danos econômicos significativos em diferentes municípios do Circuito das Frutas.

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As discussões também abordaram a necessidade de estudos técnicos para subsidiar eventuais medidas de manejo populacional, bem como a adoção de estratégias preventivas e de mitigação capazes de reduzir os danos às lavouras sem comprometer o equilíbrio ambiental.

Ao longo da programação, especialistas destacaram que ações isoladas têm alcance limitado e reforçaram a importância de iniciativas coordenadas entre produtores, municípios, órgãos ambientais e instituições públicas.

No período da tarde, os participantes constituíram um grupo de trabalho para dar continuidade às discussões e avançar na elaboração de propostas voltadas ao manejo da espécie e à sustentabilidade da produção agrícola regional.

A participação do Mapa no simpósio reforça o compromisso do Ministério com a busca de soluções técnicas e integradas para desafios que impactam o setor agropecuário brasileiro, promovendo a competitividade no campo em consonância com a conservação ambiental.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Conectividade no campo cresce 15% e acelera avanço da agricultura digital no Brasil

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A conectividade no campo brasileiro avançou de forma expressiva nos últimos anos e já se consolida como um dos principais pilares da transformação digital do agronegócio. Dados da Anatel e do Ministério das Comunicações mostram que 82,8% dos municípios brasileiros registraram melhora nos indicadores de conectividade no último ano, refletindo diretamente no ambiente rural.

Nas áreas agrícolas, o crescimento também chama atenção. Levantamento realizado pela ConectarAGRO em parceria com a Universidade Federal de Viçosa aponta que a área agricultável conectada no Brasil saltou de 18,7% para 33,9% entre 2023 e 2025, avanço de aproximadamente 15 pontos percentuais.

O movimento acompanha a crescente demanda do setor por tecnologias como agricultura de precisão, sensores inteligentes, telemetria em tempo real e operação de máquinas autônomas.

Digitalização rural pode movimentar US$ 500 bilhões até 2030

A expansão da infraestrutura digital no campo ganhou ainda mais relevância diante das projeções internacionais para o setor. Estudo da McKinsey & Company estima que a conectividade rural poderá gerar impacto superior a US$ 500 bilhões no Produto Interno Bruto global até 2030.

Segundo o relatório, somente o mercado ligado à operação online de máquinas autônomas pode alcançar US$ 60 bilhões nos próximos anos, impulsionado pela automação agrícola e pela integração de dados em tempo real.

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Para especialistas do setor, a conectividade deixou de ser apenas suporte operacional e passou a ocupar papel estratégico na gestão das propriedades rurais.

Telemetria, drones e IA ampliam demanda por redes robustas

De acordo com Pedro Reinaldo, CEO da LOViZ, o avanço tecnológico no agro exige redes cada vez mais estáveis e de alta capacidade.

“O campo vive uma transformação acelerada, em que drones, irrigação inteligente, sensores IoT e sistemas de telemetria dependem de transmissão contínua de dados. Sem conectividade adequada, o produtor perde eficiência operacional e capacidade de tomada de decisão”, afirma o executivo.

A adoção de tecnologias baseadas em inteligência artificial também intensifica a necessidade de estabilidade de sinal, principalmente em propriedades que operam equipamentos autônomos e plataformas integradas de monitoramento.

Relevo e distância ainda desafiam expansão da conectividade rural

Apesar da evolução dos indicadores, a cobertura em áreas rurais ainda enfrenta obstáculos importantes. Regiões afastadas, propriedades extensas e topografias acidentadas dificultam a entrega de sinal estável pelas redes tradicionais de telecomunicações.

Nesse cenário, soluções personalizadas de conectividade vêm ganhando espaço no agronegócio. A LOViZ desenvolveu o sistema Agro Connect, voltado à implantação de redes adaptadas às características geográficas e operacionais de cada propriedade.

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Segundo a empresa, o objetivo é garantir baixa latência e estabilidade para aplicações ligadas à automação, sensores inteligentes e inteligência artificial no campo.

Internet no campo também melhora qualidade de vida e retenção de mão de obra

Além dos ganhos de produtividade, a expansão da banda larga rural também traz impactos sociais relevantes. O acesso à internet de alta performance melhora a comunicação, o acesso à educação e os serviços digitais nas propriedades rurais.

Especialistas destacam ainda que a conectividade contribui para retenção de talentos no campo, um dos desafios enfrentados atualmente pelo agronegócio brasileiro.

Com o avanço da agricultura digital, a expectativa do mercado é que a infraestrutura de conectividade se torne um diferencial competitivo decisivo para o setor nos próximos anos, sustentando o crescimento da automação, da inteligência operacional e da gestão baseada em dados no campo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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