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MCTI colabora com 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU

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No contexto dos compromissos assumidos pelo Brasil com a Agenda 2030, que contempla 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), será realizada, entre 30 de junho e 02 de julho, em Brasília, a 1ª Conferência Nacional dos ODS. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que contribui diretamente com os interesses da agenda, promove, junto a suas unidades vinculadas, uma série de eventos relacionados. 

Esta edição da conferência terá como tema “A Agenda 2030 no Brasil: Fortalecer a Democracia e Defender os Direitos Humanos para a construção coletiva de um novo modelo de desenvolvimento sustentável”. Para a diretora de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva do MCTI, Sônia da Costa, a realização da conferência coloca o país em um papel de destaque. “O encontro fortalece ainda mais o Brasil como protagonista na luta pela redução das assimetrias regionais e das desigualdades socioeconômicas enfrentadas pelos países em desenvolvimento”, afirma. 

O MCTI colabora com a agenda através de políticas, programas e iniciativas que dialogam diretamente com diversos objetivos, especialmente na ação climática, no desenvolvimento tecnológico e na sustentabilidade ambiental. Ainda de acordo com a diretora, o evento também reforça a participação social em discussões urgentes. “Esse será mais um evento que democratiza o debate sobre a sustentabilidade e os desafios para um desenvolvimento socioeconômico mais justo e inclusivo que resulte na consolidação das políticas públicas voltadas ao bem-estar de toda população brasileira”. 

Desde o início do ano, as unidades vinculadas à pasta têm dado sua própria contribuição à conferência, na fase preparatória, com Conferências Livres. Em abril, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e o Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (Inpa) realizaram encontros sobre a importância dos dados nas políticas públicas e de rodovias e hidrelétricas na Amazônia. O Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (CETENE) realizou seu evento em 4 de maio. Cada evento resultará na produção e encaminhamento de propostas que serão debatidas durante a 1ª Conferência Nacional de ODS. 

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Para Sônia da Costa, as conferências promovidas pelas unidades não são apenas eventos de participação social. “São espaços estratégicos para pautar e fortalecer a Ciência, Tecnologia e Inovação como principal linha propulsora de desenvolvimento econômico e social para nosso país. Por décadas, a área de CT&I foi tratada erroneamente, no orçamento, como gasto, mas o atual contexto geopolítico evidência que a soberania de um país, cada vez mais, se apoia nas suas potencialidades científicas e tecnológicas, como é o caso do que acontece com a agricultura brasileira”, considera. 

Até 20 de maio, o CTI Renato Archer, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o Observatório Nacional (ON), o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) também promoverão seus encontros. Todos os encontros são abertos ao público. 

No Brasil, a realização da conferência representa um marco na promoção do diálogo amplo e inclusivo sobre as questões que afetam a sustentabilidade do planeta. Além de mobilizar e informar amplamente a sociedade brasileira sobre a Agenda 2030 e os ODS, o encontro busca promover um amplo processo democrático de construção de propostas e estratégias para a implementação efetiva dos objetivos em todo o território nacional. Em 2023, o Brasil sugeriu a inclusão de mais um ODS, voltado à igualdade étnico-racial. 

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Confira abaixo as próximas Conferências Livres: 

CTI Renato Archer

Tema: Tecnologias em Economia Circular 

Local: Auditório do CTI Renato Archer – Campinas (SP) 

Data: 20 de maio de 2026 

Horário: 9h 

CGEE 

Tema: CGEE 25 anos: trajetórias da CT&I brasileira à luz dos ODS 

Local: Online 

Data: 20 de maio de 2026 

Horário: 9h 

Observatório Nacional 

Tema: Inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável 

Local: Online 

Data: 19 de maio de 2026 

Horário: 9h 

MAST e CBPF 

Tema: Ciência para a Democracia, Inclusão e Transformação Social 

Local: Online 

Data: 20 de maio de 2026 

Horário: 9h 

INT 

Tema: 1ª Conferência Livre Preparatória  ODS – INT 

Local: Sede do INT – Rio de Janeiro (RJ) 

Data: 20 de maio de 2026 

Horário: 9h 

Transmissão: Link será disponibilizado 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Tecnologia

MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc). 

O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial. 

Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. 

Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.  

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A secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Germana Pires Coriolano, ressaltou que o edital simboliza a retomada de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao desenvolvimento inclusivo. “A ciência acontece quando a universidade trabalha ao lado de uma cooperativa para melhorar a produção, quando uma tecnologia social ajuda uma comunidade a gerar mais renda ou quando o conhecimento acadêmico encontra soluções para desafios concretos vividos pelas pessoas. É exatamente essa ciência, comprometida com o desenvolvimento dos territórios, que nós estamos fortalecendo hoje”, afirmou.  

Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia solidária deve ser compreendida como estratégia permanente de desenvolvimento. “A retomada do programa priorizou a reconstrução da economia solidária enquanto estratégia de inclusão produtiva, sendo a inovação tecnológica uma ferramenta frente aos problemas reais de logística e infraestrutura dos trabalhadores pobres. E, ao mesmo tempo, integrando o conhecimento sistematizado das universidades com o conhecimento popular dos territórios, o MTE e o MCTI estão colocando a ciência e a tecnologia a serviço da inclusão produtiva”, frisou. 

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O edital na Bahia aloca R$ 100 milhões para incubadoras populares do Estado via Universidade Federal da Bahia (UFBA) em tecnologias de inovação.  Desde 2013, o MCTI retomou as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e ampliou os investimentos em ciência e tecnologia. Somente na Bahia, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido de 2023 a 2025 para fortalecer pesquisa, inovação formação de recursos humanos e infraestrutura científica.  

Segundo a gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, a financiadora fortalece a capacidade das universidades e institutos federais de transformar conhecimento científico em soluções voltadas às demandas da população, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento territorial e melhoria da qualidade de vida. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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