Tecnologia

MCTI destina mais de R$ 100 milhões a Minas Gerais para qualificar infraestrutura científica do estado

Publicado

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai destinar R$ 105 milhões divididos em 19 convênios para reforçar a infraestrutura científica de Minas Gerais. O anúncio foi realizado nesta segunda-feira (16) e contou com a presença da ministra Luciana Santos. As parcerias firmadas são voltadas à modernização de laboratórios, manutenção de equipamentos e ampliação de centros de pesquisa em instituições de ensino superior e institutos federais do estado

Os investimentos têm como objetivo garantir melhores condições para o desenvolvimento de pesquisas estratégicas, permitindo a atualização de equipamentos científicos e a recuperação de infraestrutura laboratorial.

Para a ministra do MCTI, Luciana Santos, os valores investidos e acordos firmados terão reflexos positivos no presente e no futuro da ciência brasileira. “Esses investimentos são essenciais para garantir que nossas universidades tenham condições de produzir ciência, formar profissionais altamente qualificados e desenvolver tecnologias que respondam aos desafios do país. Assim, estamos criando as condições para que o Brasil avance no caminho do desenvolvimento”, analisou.

Leia mais:  STF mantém cobrança da Cide e assegura recursos para ciência e tecnologia

Convênios

Entre as instituições beneficiadas pelos convênios assinados, estão a Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal de Alfenas, Universidade Federal de Lavras, a Universidade Federal de Uberlândia, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais, entre outras.

As parcerias fortalecem pesquisas em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento científico e tecnológico do país, como saúde, biotecnologia, medicina de precisão, energia, biodiversidade e meio ambiente. Os projetos estão organizados em três frentes principais: manutenção de equipamentos científicos, criação de centros de pesquisa e expansão da infraestrutura laboratorial.

Mais investimentos federais no estado

A ministra também destacou o aumento na destinação de recursos federais em ciência, tecnologia e inovação em Minas Gerais desde 2023. Desde o início da atual gestão, os investimentos chegam a R$ 3,3 bilhões no estado. Os recursos incluem investimentos em infraestrutura científica, bolsas de pesquisa, apoio a projetos estratégicos e incentivo à inovação empresarial.

O valor representa 74% a mais nos repasses para a unidade federativa na comparação ao período de 2019 a 2022, quando foram pagos R$ 1,9 bilhão.

Leia mais:  Duas pesquisadoras do INMA estão entre os cientistas mais atuantes em trabalhos que influenciam políticas públicas no mundo

Finep Pelo Brasil

A solenidade ocorreu durante mais uma etapa do programa Finep pelo Brasil, iniciativa que aproxima empresas, universidades e instituições científicas dos instrumentos de financiamento à inovação. Representantes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao MCTI, detalharam os 13 editais recém-lançados, que somam R$ 3,3 bilhões, voltados ao financiamento de projetos de inovação empresarial em todo o país.

As chamadas incluem linhas de crédito e recursos não reembolsáveis destinados a empresas de diferentes portes, com foco na modernização tecnológica do setor produtivo. A iniciativa integra a estratégia do Governo do Brasil de ampliar o acesso aos instrumentos de fomento e estimular o desenvolvimento de soluções tecnológicas capazes de aumentar a competitividade da economia brasileira.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
publicidade

Tecnologia

Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

Publicado

Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

Leia mais:  Livro aborda a complexa relação entre mobilidade humana e mudança do clima

O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

Leia mais:  STF mantém cobrança da Cide e assegura recursos para ciência e tecnologia

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana