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MCTI e CNPq divulgam os contemplados com o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia 2025

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciam os vencedores da edição 2025 do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia.

O tema escolhido para esta edição – Segurança Alimentar no Contexto das Mudanças Climáticas – tem relevância especial no contexto do bloco econômico que dá nome ao prêmio, em face do papel relevante da agricultura para os países da região. Dessa forma, os trabalhos contemplados tratam de uma ou mais linhas estabelecidas em edital, como resiliência dos agricultores familiares e comunidades tradicionais às mudanças climáticas e preservação da biodiversidade alimentar frente às mudanças climáticas.

As premiações são individuais e indivisíveis, diferentes para cada categoria. O premiado na categoria Iniciação Científica receberá uma quantia em dinheiro no valor de R$ 20 mil. Os agraciados nas categorias Estudante Universitário e Jovem Pesquisador receberão, respectivamente, os valores de R$ 30 mil e R$ 40 mil. O contemplado na categoria Pesquisador Sênior receberá premiação equivalente a R$ 50 mil. Os agraciados com Menção Honrosa recebem um certificado.

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O prêmio é uma iniciativa da Reunião Especializada em Ciência e Tecnologia do Mercosul (RECyT) e dos organismos de ciência e tecnologia dos países membros e associados ao Mercosul. A cerimônia de premiação será realizada em data e local a serem definidos pela RECyT.

Categoria: Iniciação Científica

1º Lugar – Beatriz Vitória da Silva – FiltroPinha: dos Resíduos aos Recursos – Unidade Executora Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire – ETEPPF

Menção Honrosa – Juliane Dos Anjos Silva – Uso de Inteligência Artificial e Tecnologias Digitais para Mitigação de Desastres Naturais e Segurança Alimentar – Centro Universitário Senac

Categoria :Estudante Universitário

1º Lugar – Mateus Gama Ribeiro – Saberes Tradicionais e Inovação Sustentável: Secador Solar Infravermelho para Fortalecimento Cultural e Competitividade de Comunidades Tradicionais no Mercosul – Universidade Federal do Maranhão – UFMA

Menção Honrosa – Marcos Vinicius Gomes da Cruz – Entre Semiáridos: Traçando Caminhos para a Reaplicabilidade das Tecnologias Sociais do Semiárido Brasileiro para outros territórios Latino-Americanos – Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN

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Categoria: Jovem Pesquisador

1º Lugar – Luccas Assis Attílio – Impacto da Mudança Climática sobre a Segurança Alimentar do Mercosul – Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP

Menção Honrosa – Anna Paula Azevedo de Carvalho – Compostos Bioativos de Resíduos Vegetais Nativos do Brasil e do Mercosul: Evidências Antimicrobianas em Alimentos e Perspectivas para Segurança Alimentar – Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

Categoria: Pesquisador Sênior

1º Lugar – Maria Aderuza Horst – Genômica Nutricional e Justiça Alimentar: Estratégias Científicas para Promover Intervenção Nutricional para Redução de Fatores de Risco Cardiometabólico – Universidade Federal de Goiás – UFG

Menção Honrosa – Patricia Elena Giraldo Calderón – Hacia las políticas públicas complejas en América Latina: cooperativas, alimentos y adaptación al cambio climático – Universidad de Antioquia – UdeA

Categoria: Integração

Não houve agraciados na categoria

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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