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MCTI reúne dirigentes das unidades vinculadas para planejar ações que serão desenvolvidas em 2026

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Diretores e diretoras das unidades vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação se reuniram nesta quinta-feira (5), em Brasília (DF), para alinhar prioridades, integrar agendas e discutir os próximos passos do trabalho a ser desenvolvido em 2026. O encontro convocado pelo MCTI deu continuidade ao ciclo de articulação e cooperação institucional que vem sendo construído nos últimos anos.  

Para a ministra do MCTI, Luciana Santos, o encontro foi um momento de reflexão. “A ideia é fazer um balanço breve do que temos construído ao longo desse período, que foi, essencialmente, a condução de uma política pública de ciência, tecnologia e inovação — uma das mais estratégicas para o projeto de nação”, afirmou. Um dos objetivos do alinhamento é ampliar a capacidade de resposta do ministério e de suas vinculadas às demandas científicas, tecnológicas e de inovação do País no próximo ano. 

A ministra também destacou o papel coletivo das vinculadas na consolidação de um sistema de ciência robusto e reconhecido internacionalmente, além da importância do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para sustentar os programas e investimentos. “Sob a liderança do presidente Lula, temos o dever de fortalecer ainda mais esse papel, que é fundamento de uma agenda de desenvolvimento, inclusão e distribuição de renda”, disse ela. A recomposição e execução do FNDCT, segundo a ministra, têm permitido investimentos expressivos em programas estratégicos de inovação. 

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As unidades de pesquisa, organizações sociais, empresas públicas, autarquias e a agência de fomento vinculadas ao MCTI são responsáveis por executar políticas, manter a infraestrutura científica nacional e converter investimentos em resultados concretos para a sociedade. De forma articulada, essas instituições atuam em todas as etapas do processo, da pesquisa básica ao desenvolvimento tecnológico e à inovação industrial. 

O secretário-executivo do MCTI, Luis Fernandes, reforçou o foco de integração ao comentar sobre o ciclo de encontros com todas as unidades sob gestão direta do ministério. “É uma reunião conjunta de planejamento porque nós temos um ano muito desafiador, um ano em que teremos uma disputa que vai decidir a continuidade dos rumos do Governo Federal no Brasil”, complementou, destacando a importância de ouvir, reagir e integrar informações e planos das diferentes instituições presentes. 

Diálogo e planejamento

A reunião desta quinta-feira ampliou a troca de experiências entre as vinculadas e o próprio MCTI, colocando no centro a importância de encontros regulares para fortalecer cooperação institucional e garantir a execução integrada de metas e programas ao longo do ano. Na ocasião, os dirigentes foram presenteados com a medalha comemorativa dos 40 anos do MCTI. 

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O diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), Antonio José Roque, avaliou positivamente a iniciativa e ressaltou sua relevância para o trabalho que será desenvolvido. “Essa iniciativa é extremamente importante porque permite que você tenha uma maior coordenação e um maior planejamento das atividades, no que seria, em princípio, esse último ano do governo. É central que você esteja desde o começo para esse planejamento, e com esse alinhamento a gente vai poder entregar de forma mais efetiva e eficiente os resultados que a sociedade brasileira espera”, enfatizou Roque. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos

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Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.

A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.

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O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.

A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.

Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.

Minerais críticos

“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.

Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.

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Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.

Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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