Educação

MEC participa de audiência sobre exame nacional de medicina

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O Ministério da Educação (MEC) participou, na quarta-feira, 27 de agosto, de audiência pública no Senado Federal sobre o projeto de lei (PL) que cria o Exame Nacional de Proficiência em Medicina. O PL nº 2.294/2024, de autoria do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), altera a Lei nº 3.268/1957, que dispõe sobre os conselhos de medicina, para tornar obrigatória a aprovação no exame como requisito para o registro profissional de médicos. 

O exame, defendido pelo Conselho Federal de Medicina, deverá avaliar competências profissionais e éticas, conhecimentos teóricos e habilidades clínicas dos formados em medicina, com aplicação nacional pelo menos duas vezes ao ano. A proposta prevê dispensa para médicos já inscritos nos conselhos e para estudantes que tenham ingressado nos cursos antes da entrada em vigor da lei. O texto também estabelece que os resultados individuais não serão divulgados publicamente, sendo encaminhados aos ministérios da Educação e da Saúde. 

A secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Marta Abramo, representou a pasta na audiência e explicou que a proposta do ministério é assegurar a qualidade dos cursos de medicina por meio do aprimoramento da avaliação, da regulação e da supervisão dos cursos, em contraponto a um exame isolado de proficiência realizado depois que os estudantes já concluíram seus cursos.  

De acordo com Abramo, “O MEC tem compromisso com a formação médica de alto nível e vem implementando um conjunto de medidas para assegurar a qualidade dos cursos, que se iniciam já neste ano. Em outubro de 2025, haverá a aplicação do Enamed [Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica], que inova em diferentes aspectos e possibilitará um raio- X do desempenho dos estudantes. Os subsídios do exame serão utilizados para as medidas de supervisão a serem aplicadas a partir do primeiro semestre de 2026. Com estas medidas, teremos os cursos já em andamento e os estudantes em formação sendo acompanhados e, em caso de desempenho insuficiente dos cursos, o MEC adotará medidas corretivas inclusive ao longo do curso.” 

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O procedimento de supervisão ensejará a aplicação imediata das seguintes medidas cautelares para cursos com desempenho insuficiente (conceitos 1 e 2): impedimento de ampliação de vagas; suspensão de novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies); suspensão da participação no Programa Universidade para Todos (Prouni); redução de vagas para ingresso (cursos conceito 2); suspensão de ingresso de novos estudantes (cursos conceito 1). Ao final do processo de supervisão, poderão ser aplicadas penalidades de desativação definitiva do curso ou redução definitiva de vagas. 

Outra novidade que integra o conjunto de medidas lançadas pelo MEC é a realização de visitas in loco pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em todos os cursos de medicina do país em 2026. A partir dessa outra dimensão do diagnóstico da oferta da formação médica no sistema federal de ensino, também poderão ser feitos processos de supervisão nos cursos com indicadores abaixo da qualidade mínima, por meio do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). 

Enamed  – O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica será realizado anualmente, com início em 2025, pelo Inep, em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). O exame unificará as matrizes de referência e os instrumentos de avaliação no âmbito do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) para os cursos de medicina e da prova objetiva de acesso direto do Exame Nacional de Residência (Enare). 

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A partir de 2026, o Enamed será aplicado anualmente ao 4º ano (pré-internato) e ao 6º ano, para acompanhamento da formação médica, garantindo mais qualidade na formação e segurança para a população. 

O Ministério da Saúde foi representado pelo secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, que contextualizou o número de médicos brasileiros no cenário internacional e destacou a necessidade de enfrentar as desigualdades regionais no Brasil. Proenço destacou o Programa Mais Médicos como primeiro esforço regulatório para planejamento da expansão dos cursos de medicina, inclusive para interiorização da oferta. Esse planejamento foi interrompido pela moratória de medicina, estabelecida em 2018, e retomado em 2023, com a publicação do chamamento público para abertura de cursos de medicina.   

A matéria já foi aprovada pela Comissão de Educação do Senado, com a inclusão de emenda que equipara o exame de proficiência à aprovação no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), realizado anualmente para validar diplomas médicos expedidos por universidades de fora do Brasil. Se aprovada em decisão terminativa na Comissão de Assuntos Sociais, onde tramita, a proposta seguirá diretamente para a Câmara dos Deputados, sem necessidade de votação em Plenário. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Agência Senado 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC autoriza reforma no Campus Franco da Rocha do IFSP

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O Ministério da Educação (MEC) autorizou, nesta sexta-feira, 3 de julho, o início das obras no Campus Franco da Rocha do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Ao todo, estão previstos R$ 42,1 milhões em investimentos para a reforma de uma área tombada de 14 mil m² e aquisição de equipamentos e mobiliários para a unidade, que faz parte do plano de expansão dos institutos federais. A assinatura do termo de autorização ocorreu no Complexo Hospitalar do Juquery, no município de Franco da Rocha (SP), com a presença do ministro da Educação, Leonardo Barchini. 

A reforma tem investimento previsto de R$ 37,1 milhões e abrange o conjunto de prédios que foram cedidos para uso do IFSP, denominado Área Central, e o Complexo Hospitalar do Juquery. A iniciativa também contará com aporte de R$ 5 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) para a aquisição de equipamentos e mobiliário. 

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou os investimentos e ampliação dos Institutos Federais pelo país.  

“Em 1909, quando foi criado o primeiro Instituto Federal, existiam apenas 140 escolas no país. O estado de São Paulo tinha três. Hoje, o Brasil passa de 140 para 799 Institutos Fede, só nesse governo. Isso é resultado de decisão política e da prioridade dada à educação.” 
Leonardo Barchini, ministro da Educação  

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Até a conclusão da sede definitiva, as atividades do campus serão realizadas em um espaço provisório cedido pela Prefeitura de Franco da Rocha. A estrutura conta com quadra poliesportiva, duas salas de aula com capacidade para 40 estudantes cada, laboratório de informática com instalação prevista para 40 computadores, cozinha, área de convivência, banheiros feminino e masculino, sala da direção e sala dos professores. 

Expansão e consolidação – Por meio do Novo PAC, o governo federal está investindo R$ 2,7 bilhões para expansão dos institutos federais, implantando mais de 100 novas unidades em todo o país. A previsão é criar mais de 155 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica, principalmente de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Cada campus recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade de atender, em média, 1.400 estudantes. O MEC destina, por meio do Novo PAC, R$ 370 milhões para a implementação e aquisição de equipamentos e mobiliário das unidades de São Paulo – Jardim Ângela; São Paulo – Cidade Tiradentes; São Paulo – Jaçanã; Osasco; Santos; Diadema; Ribeirão Preto; Sumaré; Franco da Rocha; Cotia; Carapicuíba; São Vicente; Mauá; Guarujá; Serrana; e São Bernardo do Campo.  

O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação dos institutos federais, com investimento de R$ 1,6 bilhão. Essa ação tem como foco os campi que ainda não possuem infraestrutura completa. Durante a consolidação, as prioridades para investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Para o IFSP, os investimentos na ação de consolidação somam R$ 247,7 milhões. No período de 2023 a 2026, já foram repassados R$ 167 milhões. Ainda estão previstos outros R$ 80 milhões no âmbito do Novo PAC. Para os valores descentralizados, já estão inclusos os aditivos, no valor de R$ 24,9 milhões. 

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Institutos Federais – Cada instituição é composta por estruturas multicampi que atuam como unidades descentralizadas de ensino, pesquisa, extensão e inovação, garantindo a presença da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica em todo o território nacional. Além de ofertarem cursos de educação profissional e tecnológica (EPT), essas unidades promovem o desenvolvimento local e regional, alinhadas às vocações e aos setores produtivos. 

A Rede Federal é composta atualmente por 730 unidades, vinculadas a 39 institutos federais, a dois Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), a 22 escolas técnicas vinculadas às universidades federais e ao Colégio Pedro II. 

Resumo | Mais educação para São Paulo 

Flyer | Institutos Federais 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)

Fonte: Ministério da Educação

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