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Membro do MPMT assume vaga de desembargador no Tribunal de Justiça

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Oriundo do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Wesley Sanchez Lacerda tomou posse como desembargador do Tribunal de Justiça nesta quinta-feira (24). Ele assumiu a vaga deixada pelo desembargador aposentado Paulo da Cunha, destinada ao Ministério Público Estadual por meio do Quinto Constitucional.

Durante a cerimônia, o desembargador Guiomar Teodoro Borges, que também ingressou na Corte estadual pelo Quinto Constitucional em vaga destinada ao Ministério Público no ano de 2005, fez um pronunciamento de saudação ao novo colega de colegiado, representando os membros do Pleno do TJMT.

Ele afirmou que todos estão jubilosos por saber que ingressou no Tribunal de Justiça um membro do MP à altura do cargo, destacando que Wesley Sanchez Lacerda reúne confortavelmente os predicados funcionais, pontuando seu grande interesse e busca pelo conhecimento, enumerando os títulos acadêmicos do colega.

 “Convictos estamos de que o nosso estimado doutor Wesley chega ao nosso convívio para somar esforços, com espírito de união para que todos, unidos mesmos, possamos superar os desafios próprios da delicada função”, discursou.

 Em sua saudação, o desembargador Guiomar Teodoro Borges também lembrou que foi ele quem deu posse a Wesley Sanchez Lacerda no cargo de promotor de Justiça, há 24 anos, quando era procurador-geral de Justiça. O magistrado encerrou sua fala afirmando que Wesley Sanchez Lacerda é um mensageiro da pacificação.

“Esta Corte, com seus 150 anos, o recebe com satisfação porque reconhece que Vossa Excelência reúne confortavelmente os requisitos para exercício do cargo e com vocação para dignificar ainda mais a Justiça do Estado de Mato Grosso. Seja bem-vindo, meu querido. Todos o recebem de braços abertos”.

 Pronunciamento do empossado – Em seu pronunciamento de posse, o mais novo membro do Poder Judiciário estadual rendeu homenagens a quem esteve ao seu lado em momentos marcantes de sua carreira e de suas antigas profissões: advogado e promotor de Justiça.

Wesley Sanchez Lacerda lembrou ainda os desafios ao longo da sua caminhada, mas que sempre esteve firme no caminho da verdade. “Chegar aqui não foi fácil. Foram seis anos de advocacia intensa e 24 anos mais intensos ainda de Ministério Público, mas sempre uma filosofia de vida: mentindo e enganando, a gente atravessa o mundo, mas é impossível a gente retornar pelo mesmo caminho. E nesses 30 anos, exclusivamente em solo mato-grossense, eu consegui ir e voltar pelo mesmo caminho, pisando sempre o mesmo barro vermelho e, na maioria do tempo, sempre margeando o rio Araguaia. E Deus me trouxe aqui”.

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Lacerda afirmou ainda que, em sua nova trajetória, irá aprender com seus 38 professores no TJ, os desembargadores. “O momento é de gratidão, é de falar de acolhimento, de abertura à alteridade”, disse, nomeando a todos que contribuíram com sua jornada entre o Ministério Público e o Poder Judiciário, incluindo promotores, procuradores de Justiça, o governador Mauro Mendes, a família, enfatizando e enaltecendo a memória de seus pais.

Por fim, o desembargador Wesley Sanchez Lacerda fez um novo juramento à Justiça e à sua nova casa. “Eu chego aqui no altar da Justiça para, nesse novo ritual de matrimônio, sem nenhum temor de cometer bigamia ou adultério, declarar que recebo a Justiça como também minha legítima esposa, prometendo amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza por todos os dias da minha vida, até que a morte nos separe. Anaxágoras, acusado de não se importar nem com a família e nem com a pátria, aponta ao céu e diz: Eis a minha pátria. E eu aponto o egrégio Tribunal de Justiça e digo: Eis a minha casa”, discursou.

O procurador-geral de Justiça em MT, Deosdete Cruz Junior, afirmou que teve o privilégio e a honra de acompanhar a trajetória do ex-colega de instituição em sua transição para o Judiciário e rendeu elogios ao mesmo. “Não posso deixar de notar que Vossa Excelência participou de um processo de escolha assinalado pela alta complexidade, com três fases e um nível elevado de disputa, tendo ao seu lado concorrentes com vasta experiência e qualificação, às quais reitero meu voto de respeito e consideração. Tenho certeza que neste dia, ao fechar os seus olhos e pensar em sua trajetória até aqui, muitas lembranças vêm à sua mente e ao seu coração: o esforço de uma vida, o estudo abnegado, o trabalho incansável e dedicado, a ausência sentida em momentos valiosos para sua família, o aprendizado forjado em sua elevada capacidade intelectual, fundida à sua ímpar humildade”.

A presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Clarice Claudino da Silva, fez o pronunciamento final da solenidade, ressaltando que o novo desembargador muito honra a Corte com seu currículo, mas muito mais com sua pessoa. “Não há caminho mais seguro para o ser humano do que construir a sua própria paz e, a partir dela, contribuir para a pacificação de toda a sociedade. É com esses olhos que eu o vejo e o acolho em nome de todos nós”, declarou Clarice, desejando a Lacerda sucesso, graça e sabedoria divina na nova missão.

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Também participaram da sessão solene a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados, juíza Maria Rosi de Meira Borba; a segunda subdefensora pública-geral do Estado, Maria Cecília Alves da Cunha; os senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes; o desembargador aposentado Paulo da Cunha; o procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes; o deputado estadual Júlio Campos; a procuradora da República Mariane Cury Paiva; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Corrêa Mendes, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel BM Flávio Gledson Vieira Bezerra, além de diversas outras autoridades.

Biografia – Wesley Sanchez Lacerda é natural de Uberlândia/MG e tem 54 anos. Filho de Edward Pereira de Lacerda e Elizabeth Sanchez Lacerda, é casado com Eliane Cerutti e pai de quatro filhos: Felipe, Pedro, Isabela e Antonio.

Graduado em Direito pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), possui pós-graduação em Ciências Penais, em Direito Constitucional e em Direito Ambiental, todas pela Faculdade do Ministério Público do Rio Grande do Sul. Mestre em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e doutor em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Foi promotor de justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) de 2000 a 2024, tendo atuado como promotor de justiça auxiliar da Corregedoria Geral do MPMT e designado para a Procuradoria de Justiça Ambiental Especializada. Também foi coordenador do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco).

Desempenhou funções na Fundação Escola Superior do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, onde foi diretor-geral, professor nos cursos de pós-graduação lato sensu em Direito Constitucional e Direito Administrativo, Processo Penal, Processo Civil e professor e coordenador do curso de pós-graduação em Direito do Agronegócio. Foi advogado de 1994 a 2000. É membro perpétuo da Academia Mato-grossense de Direito. 

Foto Galeria: Alair Ribeiro

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Olhar atento pode evitar tragédias, destaca procuradora

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A importância de ampliar o olhar dos profissionais da segurança pública para identificar situações de risco e prevenir casos de violência contra mulheres e meninas foi o foco do primeiro eixo temático do Dia C de Capacitação – Atendimento, Proteção e Perspectiva de Gênero na Segurança Pública, realizado nesta quarta-feira (2), pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), em Cuiabá.A palestra foi ministrada pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, que abordou o tema “Perspectiva de gênero na atuação dos profissionais de segurança pública” para cerca de 140 participantes das forças de segurança e instituições que integram a rede de proteção.Ao iniciar a exposição, a procuradora utilizou uma experiência pessoal para explicar como a perspectiva de gênero pode contribuir para uma análise mais ampla das situações enfrentadas diariamente pelos profissionais da área.“A perspectiva de gênero funciona, de certo modo, como esse recurso de ampliação da percepção. Ela não modifica os fatos. Não cria crimes onde eles não existem. Não substitui a lei, a técnica, a prova ou a experiência profissional. Ela nos ajuda a perceber dimensões da realidade que podem permanecer inaudíveis aos nossos ouvidos ou invisíveis ao nosso olhar”, afirmou.Durante a palestra, a procuradora de Justiça destacou que muitos sinais relacionados à violência contra a mulher podem passar despercebidos quando não são observados sob uma perspectiva adequada.“Na atuação profissional, alguns sinais podem estar diante de nós e, ainda assim, não serem imediatamente percebidos: o controle, o isolamento, a dependência econômica, o medo, a desigualdade de poder, a escalada da violência e o risco de morte”, alertou.Segundo a procuradora, o objetivo da capacitação não é desconsiderar a experiência dos profissionais, mas oferecer ferramentas que contribuam para uma atuação mais qualificada.“A proposta desta capacitação não é desqualificar a experiência de ninguém. É acrescentar um instrumento à nossa atuação. Porque, quando ampliamos nossa capacidade de perceber, qualificamos nossa intervenção, avaliamos melhor o risco, protegemos com mais eficiência e tomamos decisões mais adequadas”, ressaltou.Ao longo da apresentação, foram abordados aspectos relacionados aos estereótipos de gênero, aos ciclos da violência doméstica e à necessidade de uma atuação institucional integrada para garantir proteção efetiva às vítimas.No encerramento da palestra, a procuradora de Justiça fez uma reflexão sobre a responsabilidade dos agentes públicos diante do avanço da violência contra a mulher e conclamou os participantes a transformarem conhecimento em atitude.“Tenho medo da violência que se repete, da violência que se agrava e, principalmente, da violência que começa a ser tratada como algo normal. E, diante desse medo, faço a mim mesma duas perguntas: o que eu posso fazer? O que eu tenho a ver com isso? A resposta que encontrei é clara: eu tenho tudo a ver com isso”, afirmou.Dia C de Capacitação – o primeiro eixo do Dia C integra a programação nacional da capacitação, que busca fortalecer a atuação dos profissionais da segurança pública e da rede de proteção no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, com foco na prevenção do feminicídio e na qualificação do atendimento prestado às vítimas.Promovido nacionalmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com o Ministério das Mulheres, o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) e a Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Copevid), o Dia C foi concebido como o marco inicial de um programa permanente de formação voltado ao fortalecimento da atuação integrada entre o Ministério Público e os órgãos de segurança pública. Em Mato Grosso, o evento é realizado pelo MPMT, por meio do Centro de Apoio Operacional sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, com apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público de Mato Grosso. O evento reúne aproximadamente 140 profissionais de diferentes órgãos e instituições, entre eles representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Penal, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Marinha do Brasil, Guarda Municipal e integrantes do sistema de justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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