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Mercado de milho avança na B3, mas negociações físicas seguem lentas nos principais estados produtores

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Negociações de milho seguem travadas no Sul e Centro-Oeste

O mercado físico de milho continua apresentando baixa liquidez e movimentação limitada em diversas regiões do país. De acordo com informações da TF Agroeconômica, produtores e compradores permanecem distantes em relação aos preços considerados justos, o que tem travado novas negociações.

No Rio Grande do Sul, o cenário é de ritmo lento e poucos negócios efetivados. O contrato de fevereiro/2026 no porto gaúcho mantém-se estável em R$ 69,00 por saca, sem alterações recentes. A expectativa de colheita elevada e as preocupações com o impacto da gripe aviária sobre o consumo e as exportações têm reforçado a cautela no mercado local.

Em Santa Catarina, a situação é semelhante: o mercado segue praticamente paralisado. As pedidas giram em torno de R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas se mantêm próximas de R$ 70,00/saca, impedindo avanços. No Planalto Norte, os negócios acontecem de forma pontual entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, refletindo a falta de consenso entre as partes.

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No Paraná, as negociações também permanecem travadas. As pedidas médias continuam próximas de R$ 75,00/saca, enquanto as ofertas CIF ficam em torno de R$ 70,00, o que mantém o mercado spot praticamente imóvel.

Já no Mato Grosso do Sul, a movimentação é discreta, com preços variando entre R$ 51,00 e R$ 55,00/saca, conforme a praça. Dourados apresenta os maiores valores do estado, enquanto Sidrolândia mostra altas mais consistentes ao longo da semana. Ainda assim, a liquidez segue limitada, refletindo o baixo volume de negócios.

Exportações sustentam alta dos contratos futuros na B3

Apesar da lentidão no mercado físico, o milho registrou valorização na Bolsa Brasileira (B3). O movimento foi sustentado pelo avanço das exportações e por um ambiente externo favorável, mesmo sem a referência da Bolsa de Chicago devido ao feriado nos Estados Unidos.

Segundo a TF Agroeconômica, a Anec revisou sua projeção de embarques para novembro, indicando uma queda mensal de 3,93%. No entanto, o volume previsto permanece 7,38% acima do mês anterior e 24,19% superior ao mesmo período de 2024, reforçando o otimismo com o desempenho das exportações brasileiras.

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Contratos futuros registram ganhos consistentes

Na B3, os contratos futuros encerraram o pregão em alta generalizada. O vencimento de janeiro de 2026 fechou em R$ 72,99/saca, com ganho diário de R$ 1,03 e alta semanal de R$ 2,10. Já o contrato de março de 2026 subiu para R$ 74,68/saca, enquanto o de maio de 2026 atingiu R$ 74,09/saca, ambos acumulando elevação superior a R$ 2,40 na semana.

De acordo com a consultoria, a recuperação observada reverteu quase metade das perdas registradas nas duas semanas anteriores, após a divulgação do relatório mensal do USDA. Agora, os fundos de investimento voltam suas atenções para o comportamento climático e o andamento das safras sul-americanas, que devem influenciar as próximas tendências de preço.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Peixes ornamentais: Aeroporto de Guarulhos concentra 95,5% das licenças de exportação

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou de reuniões com representantes do setor da Aquariofilia nesta sexta-feira (14), em São Paulo. Entre as ações destacadas está o Projeto Aqua Brasil, que é uma iniciativa do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). “Criamos esse projeto direcionado para dar visibilidade à cadeia de ornamentais, olhando para o pequeno produtor que está na lida diária, cultivando e capturando esses peixes ornamentais. Também com um olhar especial para as exportações. O pescado para fins de ornamentação e aquariofilia tem alcançado outros países”, destacou. A meta de crescimento das exportações do setor com o projeto era de 6%. O crescimento alcançado em 2025 foi de 10,5%. Valor exportado em 2025: US$ 4,49 milhões.

São Paulo é o terceiro maior estado em número de empresas exportadoras. Concentra 12,1% das empresas brasileiras do segmento de organismos aquáticos ornamentais. Especificamente, o Aeroporto Internacional de Guarulhos concentra 95,5% das Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCOs) de exportação emitidas pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

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Dados do Projeto Aqua Brasil

Visa promover a excelência de empresas brasileiras do setor da Aquariofilia com foco na expansão e qualificação no comércio internacional de organismos aquáticos ornamentais.

  • 60 empresas participantes;
  • 28 empresas capacitadas para exportação;
  • Aproximadamente 47% das empresas capacitadas;
  • 19 palestras técnicas gravadas;
  • Plataforma exclusiva de capacitação.

Como parte do projeto, em 2025, foi criado o primeiro painel setorial brasileiro de peixes ornamentais com integração de dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), do MPA e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Edipo Araujo também participou da feira Pet South America e de reuniões com representantes da Associação Brasileira de Lojas de Aquariofilia (ABLA). No sábado (15), também estão previstas as visitas ao evento Reef Day Brasil Aquarium Expo e participação na abertura da 2ª Assembleia do Instituto Nacional de Aquarismo (INA).

Ana Célia Costa

Matheus Silveira 

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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