Nacional

Mesmo da estrada, rumo à COP30, Renan Filho garante participação no leilão da Rota Sertaneja

Publicado

O futuro da infraestrutura rodoviária entre Goiás e Minas Gerais recebeu um impulso significativo com o leilão da Rota Sertaneja, realizado nesta quinta-feira (6), na B3, em São Paulo. O projeto de concessão é celebrado como um marco de desenvolvimento regional, com investimento de R$10,4 bilhões e um grande estímulo à geração de empregos.

“Nós acabamos de acompanhar o leilão remotamente, isso porque nós estamos na Rota COP30, saímos de Brasília de caminhão e agora estamos no Tocantins. Vou ser bem sucinto, porque estou na estrada: gostaria de parabenizar a Way e dizer que esses mais de R$10 bilhões são muito importantes para esse trecho, que é um dos mais movimentados do país”, afirmou o ministro Renan Filho, que participou do leilão diretamente da cidade de Araguaína, no Tocantins.

Com desconto de 24,8% sobre a tarifa básica de pedágio, a Way Concessões S.A arrematou o trecho que abrange cerca de 530 quilômetros das BRs-153/GO e 262/MG.

“Nossa carteira de concessões tem um volume muito relevante. Já são 10 mil quilômetros novos, administrados pelo setor privado, e a nossa previsão é chegar a 35 mil quilômetros até o final do ano que vem”, celebrou, na B3, o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro.

Leia mais:  Ministro de Portos e Aeroportos participa do lançamento do Hub de Inovação no Porto de Santos

A vencedora do leilão, já administra um trecho de quase 440 quilômetros da BR-262 em Minas Gerais, entre Betim e Uberaba. O grupo também controla outras concessionárias, como a Way-112 e Way-306 no Mato Grosso do Sul, com investimentos bilionários.

INFOGRÁFICO - ROTA SERTANEJA - V2-01.png
.

“Este projeto é muito importante, tem 100% de sinergia operacional com a BR-262 e isso fortalece mais o nosso portfólio, mostra que a gente continua investindo e crescendo. Nós temos um compromisso grande com a infraestrutura e a ideia é perpetuar”, disse Giovanni Mott, representante da Way Concessões S.A.

A Rota Sertaneja corta 21 municípios, entre goianos e mineiros, que irão se beneficiar, entre outros fatores, com a criação de 82 mil vagas de trabalho ao longo do contrato, que tem duração de 30 anos.

“Esses ativos vão transformar Minas Gerais no epicentro do investimento em infraestrutura do Brasil nos próximos anos, trazendo mais desenvolvimento econômico e social”, declarou Pedro Bruno Barros, secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais.

Tradição e tecnologia

A Rota Sertaneja destaca-se pelo número de criadores de gado e produtores de derivados, como o queijo. Trata-se de um elo entre as fazendas de cidades como Piracanjuba e os grandes centros consumidores, definindo a geografia econômica e cultural da região.

Leia mais:  MPor consolida agenda de inclusão e transforma aeroportos em espaços de acolhimento

Um exemplo de cidade que será contemplada pelas melhorias da rodovia é Hidrolândia (GO), famosa por ser a capital da jabuticaba, com o maior pomar do mundo, e também um polo logístico consolidado com um amplo HUB de distribuição, devido à sua localização estratégica e ao cruzamento da BR-153.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

MJSP cria grupo de trabalho para regulamentar banco nacional de dados sobre facções criminosas, milícias e grupos paramilitares

Publicado

Brasília, 5/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou a construção da regulamentação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias Privadas. Para isso, foi instituído um Grupo de Trabalho Técnico (GTT), responsável por elaborar a proposta normativa que definirá as regras de funcionamento, governança, compartilhamento de informações, interoperabilidade e segurança do sistema.

Previsto no artigo 29 da Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, o Banco Nacional será uma ferramenta estratégica de integração de dados e produção de inteligência no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), destinada ao fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento, investigação e repressão qualificada ao crime organizado.

A proposta em elaboração prevê a criação de uma base nacional unificada com informações sobre integrantes, colaboradores, financiadores e pessoas vinculadas a organizações criminosas ultraviolentas, milícias privadas e grupos paramilitares, além de registros sobre estruturas organizacionais, vínculos operacionais, financeiros e territoriais, dados de inteligência, investigações criminais e articulações interestaduais e transnacionais dessas organizações.

O sistema será coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI), e deverá funcionar de forma integrada aos bancos estaduais que serão implementados pelas unidades da Federação. A proposta também prevê mecanismos de interoperabilidade, auditoria permanente, rastreabilidade dos acessos e elevados padrões de segurança da informação e proteção de dados.

Leia mais:  Senacon debate o papel da cooperação nacional no fortalecimento da defesa do consumidor

Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa representa um avanço estrutural na capacidade do Estado brasileiro de enfrentar organizações criminosas que atuam de forma articulada em diferentes regiões do país. “O crime organizado não respeita divisas estaduais. Por isso, precisamos de ferramentas capazes de integrar informações, identificar conexões e permitir uma atuação coordenada entre as forças de segurança. O Banco Nacional nasce com esse propósito: transformar dados em inteligência, fortalecer as investigações e ampliar a capacidade do Estado de enfrentar facções criminosas, milícias e grupos armados que ameaçam a população brasileira”, afirmou.

O grupo de trabalho reunirá representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (Concpc) e Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG).

Também deverão ser convidados representantes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central, Receita Federal, Ministério Público Federal, além de pesquisadores e instituições de referência na área da segurança pública, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP), o Instituto Sou da Paz e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).

Leia mais:  MPor consolida agenda de inclusão e transforma aeroportos em espaços de acolhimento

Além de apoiar investigações e ações de inteligência, o banco permitirá identificar vínculos operacionais, financeiros e associativos entre indivíduos e organizações criminosas, fortalecer a cooperação entre os entes federativos, subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e ampliar a integração entre os sistemas de segurança pública de todo o país.

A regulamentação também deverá estabelecer critérios objetivos para inclusão, atualização e exclusão de registros, protocolos de compartilhamento nacional e internacional de informações, mecanismos de auditoria e responsabilização, além da utilização de tecnologias avançadas para correlação de dados, análise de vínculos e apoio à atividade de inteligência.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana