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Milho: mercado internacional recua enquanto preços internos enfrentam desafios logísticos e baixa liquidez

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Preços internacionais do milho recuam em Chicago

Na sexta-feira (20), os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) operavam em queda. Por volta das 09h44 (horário de Brasília), os principais vencimentos registravam desvalorizações:

  • Maio/26: US$ 4,66 (-3,50 pontos)
  • Julho/26: US$ 4,76 (-3,50 pontos)
  • Setembro/26: US$ 4,78 (-3,25 pontos)
  • Dezembro/26: US$ 4,91 (-3,50 pontos)

Segundo o Farm Futures, os contratos para maio recuaram 3,75 centavos, após atingirem US$ 4,6975 na quarta-feira, o maior fechamento desde junho. O analista Bruce Blythe explica que o mercado pode estar realizando lucros antes do fim de semana, já que os fundos mantêm uma posição líquida comprada significativa.

Mercado interno abre com leve alta, mas encerra em baixa

Na B3, os preços futuros do milho abriram o pregão com elevações pontuais, com cotações entre R$ 70,95 e R$ 75,04 por volta das 10h07. Entre os destaques:

  • Maio/26: R$ 72,20 (+0,26%)
  • Julho/26: R$ 70,95 (+0,51%)
  • Setembro/26: R$ 71,45 (+0,21%)
  • Janeiro/27: R$ 75,04 (+0,37%)
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No entanto, ao longo do dia, o mercado interno registrou recuos nas cotações, com baixa liquidez e menor ritmo de negócios. O TF Agroeconômica aponta que a queda do dólar, pequenas altas em Chicago e realização de lucros influenciaram o movimento.

O fechamento dos principais contratos foi:

  • Maio/26: R$ 72,01 (-R$ 0,49 no dia, -R$ 3,81 na semana)
  • Julho/26: R$ 70,59 (-R$ 0,21 no dia, -R$ 1,10 na semana)
  • Setembro/26: R$ 71,30 (-R$ 0,08 no dia, -R$ 0,34 na semana)

A dificuldade de fechamento de novos lotes, associada a custos de transporte e cautela de compradores e vendedores, reduziu a liquidez no mercado interno.

Situação regional: oferta pontual e colheita desigual

O Rio Grande do Sul apresenta mercado travado, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. A colheita atinge 68% da área, com produtividade variando de 7.200 a 15.000 kg/ha devido à irregularidade climática e déficit hídrico.

Em Santa Catarina, o descompasso entre ofertas e pedidas limita os negócios: vendedores pedem cerca de R$ 75,00 por saca, enquanto compradores se posicionam em R$ 65,00, mantendo o mercado lento.

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No Paraná, os preços indicativos giram em torno de R$ 70,00 para venda e R$ 60,00 para compra. A primeira safra está 80% colhida, e o plantio da segunda safra atinge 83%, com predominância de boas condições.

Já em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 55,00 e R$ 57,00, sustentadas pela demanda do setor de bioenergia, mas com negociações ainda pontuais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne suína batem recorde histórico em maio e reforçam força do agronegócio brasileiro

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As exportações brasileiras de carne suína atingiram um novo marco em maio de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 127,9 mil toneladas de carne suína in natura e processada, estabelecendo o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.

O resultado confirma a forte presença do produto brasileiro no mercado internacional e reforça a competitividade da cadeia suinícola nacional, que vem ampliando sua participação em diversos destinos ao redor do mundo.

Recorde para o mês de maio

Embora o volume exportado tenha ficado 7,5% abaixo do registrado em abril, o desempenho superou em 8,8% os embarques realizados em maio de 2025, consolidando um novo recorde histórico para o período.

Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o resultado demonstra a capacidade do setor de manter um fluxo consistente de vendas externas, mesmo diante das oscilações naturais da demanda global.

Exportações seguem sustentando o mercado

O Cepea destaca que os embarques brasileiros de carne suína têm apresentado desempenho sólido ao longo de 2026. Apesar de recuos pontuais em alguns meses, o volume exportado continua registrando crescimento na comparação com o ano anterior.

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Esse cenário reflete os esforços da cadeia produtiva para ampliar mercados e fortalecer a presença da proteína brasileira no comércio internacional, estratégia que tem sido fundamental especialmente durante o primeiro semestre, período em que a demanda externa costuma ser mais moderada.

Competitividade brasileira impulsiona vendas

A expansão das exportações também evidencia a competitividade da suinocultura nacional, apoiada por ganhos de produtividade, avanços sanitários e diversificação dos mercados compradores.

O desempenho das vendas externas contribui para o equilíbrio do mercado interno, oferecendo maior escoamento da produção e ajudando a sustentar a rentabilidade dos produtores em um cenário de desafios relacionados aos custos de produção e às oscilações dos preços das proteínas.

Perspectivas para 2026

Com os resultados acumulados até agora, o setor mantém expectativas positivas para o restante do ano. A continuidade da abertura de mercados, o fortalecimento das relações comerciais e a crescente demanda por proteína animal em diversos países podem favorecer novos avanços nas exportações brasileiras.

Caso o ritmo de embarques seja mantido nos próximos meses, 2026 poderá consolidar-se como mais um ano de destaque para a carne suína brasileira no mercado global, ampliando a participação do país entre os principais exportadores mundiais da proteína.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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