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Minas Gerais sediará em 2026 a Expo Minas Florestal, feira exclusiva dedicada à indústria de florestas plantadas

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Minas Gerais ganha feira inédita voltada ao setor florestal

O estado de Minas Gerais, líder nacional em área de florestas plantadas, receberá em maio de 2026 a primeira edição da Expo Minas Florestal, uma feira totalmente dedicada à indústria florestal. O evento será realizado de 19 a 21 de maio de 2026, no Parque de Exposições de Sete Lagoas, reunindo os principais nomes, empresas e instituições ligadas à produção sustentável de madeira e derivados.

Segundo a Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF), o estado possui mais de 2,3 milhões de hectares de florestas cultivadas, sendo o eucalipto responsável por 96,8% desse total. A silvicultura está presente em 94% dos municípios mineiros, consolidando-se como a maior cultura agrícola do estado e um dos pilares da economia regional.

Local estratégico e ambiente propício para negócios

A escolha de Sete Lagoas para sediar o evento foi estratégica. O município concentra diversas empresas dos segmentos florestal, siderúrgico e de base madeireira, além de estar a apenas 80 quilômetros de Belo Horizonte e cerca de uma hora do aeroporto de Confins, o que facilita o acesso de expositores e visitantes.

O parque que receberá a feira conta com ampla infraestrutura para exposição de máquinas, insumos, equipamentos florestais e soluções tecnológicas, reforçando o objetivo do evento de promover integração, inovação e negócios entre os elos da cadeia produtiva.

Organização e parcerias institucionais

A Expo Minas Florestal é organizada pela Malinovski, empresa reconhecida pela realização de grandes eventos do setor, como Expoforest, Show Florestal e Lignum Latin America.

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A feira conta com apoio master do Sindicato dos Produtores Rurais de Sete Lagoas, do Sistema FAEMG/Senar e da Prefeitura Municipal de Sete Lagoas, além de parcerias institucionais com a AMIF e a Sociedade de Investigações Florestais (SIF).

O evento tem como foco principal a integração da cadeia florestal, o fortalecimento da bioeconomia e o debate sobre a siderurgia verde, conectando empresas, pesquisadores, profissionais e o poder público.

Minas Gerais, protagonista da produção florestal brasileira

Para Ricardo Malinovski, CEO da Malinovski, o diferencial da feira é ser realizada em um estado que concentra a maior área plantada de florestas comerciais do Brasil.

“Enquanto em outros estados a produção está concentrada em grandes empresas, em Minas, 50% da produção está nas mãos de pequenos e médios produtores”, destacou Malinovski.

“A madeira de eucalipto é essencial para diversos setores — como papel e celulose, siderurgia verde e produtos do cotidiano —, o que reforça a importância de um evento específico para essa cadeia dentro de Minas Gerais”, completou.

Programação técnica e encontros paralelos

Como acontece em outros eventos promovidos pela Malinovski, a Expo Minas Florestal contará com uma programação técnica robusta, com eventos simultâneos que abordarão segurança, inovação, sustentabilidade e avanços tecnológicos da indústria florestal.

5º Encontro Brasileiro de Segurança e Saúde Ocupacional e Processo Florestal (18 e 19 de maio)

Com apoio do Grupo Técnico de Segurança Florestal – Brasil (GTSegFlor), o encontro reunirá gestores, especialistas e profissionais para debater boas práticas de segurança, gestão de riscos e saúde ocupacional nas operações industriais e florestais.

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Carvão Verde Brasil (19 e 20 de maio)

Organizado em parceria com a SIF, este evento inédito abordará a produção sustentável de carvão vegetal e a siderurgia verde, reunindo pesquisadores e empresários para discutir tecnologias de descarbonização e inovação na indústria do aço.

Viveirotech – Encontro Latino-Americano de Viveiros Florestais (19 e 20 de maio)

Também em parceria com a SIF, o Viveirotech será voltado à produção de mudas florestais, apresentando sistemas de automação, propagação genética e práticas sustentáveis que estão modernizando o setor.

Evolution – Encontro de Inovações e Tecnologias Florestais (20 e 21 de maio)

Em sua terceira edição, o Evolution trará cases reais de inovação e transformação digital aplicados por empresas florestais. Startups também terão espaço para apresentar soluções tecnológicas com potencial de aplicação prática no setor.

Compromisso com o futuro da floresta plantada

Com a Expo Minas Florestal, Minas Gerais reforça seu protagonismo no cenário florestal brasileiro, promovendo um ambiente de integração, inovação e sustentabilidade que deve impactar positivamente toda a cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária brasileira aumenta produtividade e evita ocupação de 423 milhões de hectares, aponta estudo

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A pecuária de corte brasileira vem consolidando nas últimas décadas um avanço expressivo em produtividade, eficiência e uso racional da terra. Um levantamento da Athenagro aponta que os ganhos tecnológicos registrados entre 1990 e 2025 permitiram ao Brasil evitar, de forma teórica, a ocupação de aproximadamente 423 milhões de hectares para sustentar o atual nível de produção de carne bovina.

O estudo reforça que o crescimento da pecuária nacional ocorreu principalmente por meio do aumento da produtividade, da intensificação dos sistemas produtivos e da adoção de tecnologias no campo, e não apenas pela abertura de novas áreas de pastagem.

Segundo Maurício Palma Nogueira, o chamado “efeito poupa terra” se tornou um dos principais indicadores para avaliar a evolução da eficiência da pecuária brasileira, especialmente em um momento de maior atenção internacional sobre sustentabilidade e produção agropecuária.

Produção cresceu enquanto área de pastagem permaneceu mais estável

O levantamento da Athenagro mostra a evolução simultânea da produção de carne bovina, da área total de pastagens e da área teoricamente poupada de desmatamento graças ao aumento da produtividade pecuária ao longo das últimas décadas.

De acordo com os dados apresentados, a produção brasileira de carne bovina avançou de forma consistente desde os anos 1990, enquanto a área efetiva de pastagens seguiu uma trajetória relativamente estável.

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Na prática, isso significa que o país conseguiu produzir mais carne em uma área proporcionalmente menor, graças à adoção de genética, manejo de pastagens, suplementação nutricional, integração lavoura-pecuária e novas tecnologias aplicadas à produção animal.

O gráfico elaborado pela consultoria mostra que a área poupada cresceu continuamente ao longo da série histórica, chegando a 397 milhões de hectares em 2024 e alcançando 423 milhões de hectares em 2025.

Sem ganho de produtividade, pecuária exigiria 583 milhões de hectares

O estudo destaca que o cálculo do efeito poupa terra é feito a partir de uma comparação teórica. A análise considera qual seria a área necessária para produzir o atual volume de carne bovina caso a produtividade permanecesse no mesmo patamar observado no início dos anos 1990.

Segundo a projeção da consultoria, sem os avanços tecnológicos incorporados ao setor nas últimas décadas, a pecuária brasileira precisaria ocupar cerca de 583 milhões de hectares para atingir o mesmo nível de produção registrado atualmente.

O número evidencia o impacto da intensificação produtiva na eficiência do uso da terra e no fortalecimento da competitividade da carne bovina brasileira no mercado global.

Debate ambiental ganha força às vésperas da COP de Belém

Com a aproximação da COP30, que será realizada em Belém, os dados relacionados à sustentabilidade da agropecuária brasileira ganharam ainda mais relevância no debate público e internacional.

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Segundo Maurício Palma Nogueira, as informações sobre o efeito poupa terra frequentemente geram debates e questionamentos de grupos ambientalistas. Ele ressalta, no entanto, que o indicador não deve ser interpretado como uma medida direta de combate ao desmatamento.

O objetivo da análise, segundo o especialista, é demonstrar que a expansão da produção pecuária brasileira ocorreu principalmente apoiada em ganhos de eficiência produtiva e tecnológica.

Tecnologia transforma a pecuária brasileira

Nos últimos anos, a pecuária nacional acelerou investimentos em manejo intensivo, recuperação de pastagens degradadas, confinamento, integração lavoura-pecuária-floresta e melhoramento genético.

Esse movimento tem permitido aumento da produtividade por hectare, maior oferta de proteína animal e avanço da competitividade brasileira no mercado internacional, sem crescimento proporcional da área ocupada pela atividade.

O cenário reforça o papel da tecnologia como principal vetor de transformação da pecuária brasileira, em um contexto de crescente demanda mundial por alimentos e pressão por sistemas produtivos mais sustentáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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