Saúde

Ministério da Saúde habilita novos hospitais para formação de especialistas no Brasil

Publicado

O Ministério da Saúde formalizou a certificação de mais quatro hospitais de ensino no país – Real Hospital Português de Beneficência (PE), Associação Cultural e Científica Virvi Ramos (RS), Hospital Municipal Jesus (RJ) e Associação da Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos (SP).

Com isso, a pasta soma 10 hospitais certificados este ano. Outros 22 estão em análise. Estudantes e residentes que realizam a formação nesses estabelecimentos têm a oportunidade de acumular a vicência real de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS) e ter contato com prática clínica e cuidado humanizado.

Um dos principais objetivos da titulação é avaliar o desempenho dos hospitais na integração entre cuidado em saúde, formação, pesquisa e prática. Além do papel essencial dos hospitais de ensino para a formação de novos especialistas e oferta de serviços de saúde de alta complexidade no Brasil. A iniciativa dialoga com o programa Agora tem Especialistas, que tem o objetivo de reduzir o tempo de espera por consultas e exames especializados.

Atualmente, o país tem 201 hospitais de ensino certificados pelo Ministério da Saúde. Destes, cinco estão entre os 300 melhores do mundo, segundo ranking da revista americana Newsweek. Para o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, oficializar essas certificações é reconhecer o papel estratégicos dessas unidades na formação de profissionais de saúde no âmbito do SUS.

Leia mais:  Brasil e China debatem oportunidades para fortalecer produção de medicamentos e vacinas

“A certificação fortalece a articulação entre a gestão pública e estabelecimentos de saúde e reforça o compromisso com a formação desses profissionais e a organização dos ambientes de aprendizagem no SUS. Uma pauta retomada em 2025, pela gestão do presidente Lula. Além disso, estamos qualificando a formação de mais profissionais para políticas públicos essenciais para levar saúde a população, como o Mais Médicos e o Agora tem Especialistas”, afirma Proenço.

Níveis de certificação

Conforme a portaria interministerial, estão previstos dois níveis de certificação. O Nível 1 reconhece a compatibilidade institucional no que se refere à integração ensino-serviço e ao ambiente de prática e aprendizagem. A certificação é concedida a partir da análise da documentação enviada pelos estabelecimentos hospitalares à Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), sendo etapa prévia e obrigatória para a solicitação do Nível 2.

Já o Nível 2 é concedido após avaliação presencial coordenada pela Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), que atribui aos estabelecimentos a condição de Hospital de Ensino, mediante a comprovação do pleno cumprimento dos requisitos de integração entre ensino e serviço.

Leia mais:  Ministério da Saúde garante acesso a mamografia a partir dos 40 anos

Cabe destacar que esses estabelecimentos certificados são regidos pela Portaria Interministerial MS/MEC de 2021, atualmente prorrogada até 30 de junho de 2026. A renovação da certificação deverá observar os critérios estabelecidos na Portaria Conjunta MS/MEC de 2025 e na Portaria SGTES de 2025, no caso do Nível 1.

Saiba mais sobre a certificação de hospitais de ensino 

Nádia Conceição
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
publicidade

Saúde

Ministério da Saúde fortalece cultura de monitoramento e avaliação para qualificar decisões no SUS

Publicado

O Ministério da Saúde deu mais um passo para avançar na qualificação da gestão e governança de programas e da cooperação técnica em saúde. Agora, a pasta passa a contar com um modelo de Monitoramento e Avaliação M&A para apoiar a tomada de decisão e o fortalecimento dessas parcerias no SUS. O modelo foi apresentado durante conferência realizada nos dias 23 e 24 de abril, em Brasília (DF).

O evento teve como objetivo fortalecer as capacidades institucionais relacionadas ao planejamento e M&A das cooperações técnicas nacionais e internacionais em saúde, além do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) e dos programas nacionais de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD).

Para a diretora do Departamento de Cooperação Técnica, Desenvolvimento e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde (Decoop), Aline Costa, a proposta da pasta é qualificar a gestão por meio de processos mais consolidados de M&A, que buscam transformar dados em inteligência estratégica, orientar a alocação de recursos, a priorização de ações e a melhoria dos resultados para a população.

Leia mais:  Saúde realiza formação sobre atualização das diretrizes clínicas para acidentes por serpentes e escorpiões

“Mais do que produzir informação, a estratégia objetiva consolidar uma cultura de monitoramento e avaliação como prática de governo. Isso envolve padronizar processos, qualificar bases de dados e assegurar que as informações estejam disponíveis de forma acessível”, defendeu Aline Costa.

Para tirar o projeto do papel, o Ministério da Saúde firmou parceria com a Universidade de Brasília (Unb), de modo a desenvolver metodologias que ampliem a capacidade analítica da pasta para os programas Proadi-SUS, Pronon e Pronas/PCD, bem como a seus instrumentos de cooperação. Entre as principais entregas apresentadas estão:

  • Proposição de modelo de monitoramento e avaliação para programas e cooperações técnicas nacional e internacional;
  • Catálogo de indicadores e fichas técnicas: guia técnico padronizado para favorecer que os gestores interpretem e meçam os dados da mesma forma;
  • Proposição de Modelo lógico: conecta os recursos disponíveis às ações realizadas e aos impactos esperados a partir dos programas e cooperações.
Foto: Sávio Marques/MS
Foto: Sávio Marques/MS

M&A para fortalecer o SUS

Segundo Paulo Sellera, diretor do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (Demas) da pasta, com a nova cultura de M&A proposta, projetos e programas não serão apenas executados, mas constantemente testados e ajustados conforme os resultados apresentados, de forma a fortalecer o SUS.

Leia mais:  Novas Unidades de Saúde Indígena no PI e RN irão atender mais de 9 mil indígenas

“A mudança marca a passagem do desenvolvimento teórico para a aplicação prática, visando um sistema de saúde mais equitativo e eficiente”, pontou Sellera.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana