Saúde

Ministério da Saúde lança novo Portal de Dados Abertos e celebra reconhecimento nacional pelo seu Plano de Dados Abertos

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O Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (10/12), o novo Portal de Dados Abertos do SUS, uma plataforma modernizada que amplia a transparência e facilita o acesso da sociedade a informações públicas em saúde. Guiado pelo lema “Saúde para todos, Dados para todos”, o portal reforça o compromisso do Ministério com a democratização da informação e o fortalecimento da participação social.

O anúncio ocorreu durante a cerimônia de um ano do IntegriSAÚDE, o programa de integridade da instituição. O portal está totalmente integrado ao Portal Brasileiro de Dados Abertos, sob coordenação da Controladoria-Geral da União (CGU).

Além do reconhecimento pelo desenvolvimento do novo portal, o evento celebrou também o prêmio e o troféu Destaque IntegriSAÚDE 2025, na categoria Promoção de Transparência e Dados Abertos, concedido à Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), por meio do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS). A iniciativa se destacou por sua atuação estratégica na ampliação da transparência ativa, devido ao trabalho inovador de implementação da abertura de dados no Ministério da Saúde.

Durante a cerimônia, o diretor do DEMAS, Paulo Sellera, agradeceu o reconhecimento e enfatizou a evolução da política de dados abertos da pasta. Ele lembrou que, no início de 2023, o Ministério disponibilizava apenas 15 conjuntos de dados e 183 arquivos. “Iniciamos a gestão com apenas 15 conjuntos de dados abertos e chegamos, hoje, a 83. Nossa meta é alcançar 116 até o próximo ano”, afirmou. Sellera também destacou o caráter participativo do Plano de Dados Abertos 2024–2025: “Nosso plano nasceu precedido de uma consulta pública em que toda a sociedade pôde opinar sobre o que gostaria de ver no nosso portal. ” Ele reforçou ainda o trabalho coletivo das equipes: “Esse prêmio é da SEIDIGI, especialmente da equipe da Coordenação do Tiago, do DEMAS, mas também de todo o Ministério, dos pontos focais e dos grupos de trabalho. ”

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O prêmio foi entregue pelo Diretor de Governo Aberto e Transparência da Secretaria Nacional de Transparência e Acesso à Informação da CGU, Marcelo de Brito Vidal, que destacou o papel central da transparência para o serviço público. Segundo ele, “não há integridade sem participação social”. Vidal reforçou que “não existe órgão íntegro que não seja transparente, que não entregue serviços de qualidade e que não responda ativamente às demandas da sociedade”. Ele destacou ainda que “a abertura desse volume expressivo de dados permitiu atender à demanda pública de forma proativa: somente nas quatro bases mais buscadas do MS, foram feitos mais de 30 mil downloads no portal de transparência da CGU, evitando um número semelhante de solicitações via Lei de Acesso à Informação (LAI). ”

O Portal

O novo portal de dados abertos apresenta navegação mais intuitiva e estrutura modernizada. Com organização clara por temas e etiquetas, a plataforma garante maior acessibilidade e eficiência para diversos perfis de usuários.

Os dados vêm sendo incorporados com base no Plano de Dados Abertos do Ministério da Saúde (PDA-MS) e nos dados públicos disponíveis em plataformas de disseminação de informações da pasta, como a Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE).

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Essa estratégia permitiu a ampliação expressiva dos conjuntos de dados abertos, distribuídos em 14 grupos temáticos que incluem vacinação, arboviroses, indicadores, economia da saúde, ciência e tecnologia, totalizando 1.964 arquivos padronizados e disponíveis à sociedade.

A celebração do prêmio e o lançamento do Portal de Dados Abertos do SUS reforçam o compromisso do Ministério da Saúde com a transparência, a participação social e a integridade. Ao completar um ano, o IntegriSAÚDE reafirma seu compromisso de fortalecer a ética, a transparência e o combate a práticas nocivas dentro do órgão, por meio da prevenção, detecção, remediação e responsabilização de práticas inadequadas, promovendo um ambiente institucional ético, seguro e alinhado às melhores práticas de governança pública.

Patrícia Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde reforça vacinação de crianças e adolescentes contra sarampo, pneumonias e outras doenças

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O Ministério da Saúde inicia a Campanha de Multivacinação 2026 para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos e elevar as coberturas vacinais em todo o país. A mobilização segue até 1º de setembro, com Dia D nacional em 22 de agosto, e oferece 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação. A ação reforça a proteção contra doenças graves, como sarampo, pneumonias e meningites, e amplia a proteção coletiva por meio da vacinação.  

“Estamos recuperando a cobertura vacinal, mas sempre temos que manter isso atualizado. Também estamos chamando a atenção para o reforço da vacina do sarampo. Outros países do mundo pararam de vacinar, tiveram explosão de casos de sarampo. Os Estados Unidos estão vivendo o maior surto de sarampo nos últimos 35 anos da história deles. E esses casos vêm para o Brasil, de forma importada”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Para viabilizar a ação, 1,5 milhão de doses de vacinas foram distribuídas aos estados. Ao longo de 2026, o Ministério da Saúde já destinou mais de 177 milhões de doses aos estados e ao Distrito Federal, garantindo o abastecimento da rede e o apoio às estratégias de vacinação. 

A vacinação é a principal forma de prevenção contra doenças imunopreveníveis. Manter altas coberturas é fundamental para proteger crianças e adolescentes, reduzir a circulação de vírus e bactérias e evitar o retorno ou a disseminação de doenças que podem causar complicações graves, sequelas e até mortes. 

Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue. 

Esta é a primeira edição da multivacinação com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal. 

A mobilização também contempla atualizações recentes do calendário, como a oferta da vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e a vacinação contra a covid-19 para crianças, conforme as indicações específicas de cada imunizante. 

A vacinação será seletiva. Os profissionais de saúde vão conferir a caderneta e aplicar somente as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema previsto. Pais e responsáveis devem levar o documento aos serviços de vacinação. 

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Vacinas disponíveis 

Durante a estratégia, poderão ser ofertadas, conforme idade, histórico vacinal e indicação: 

  • BCG; 
  • Hepatite B; 
  • Penta (DTP/Hib/HB); 
  • Poliomielite (VIP); 
  • Rotavírus humano; 
  • Pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente; 
  • Meningocócica C; 
  • Influenza; 
  • Covid-19; 
  • Febre amarela; 
  • Meningocócica ACWY; 
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); 
  • Varicela; 
  • DTP; 
  • Hepatite A; 
  • dT; 
  • HPV4; 
  • Dengue tetravalente.  

Vacinação contra o sarampo 

Como parte da mobilização, o Ministério da Saúde intensificará a vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nesses três municípios, a orientação é ampliar a oferta da vacina para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos, de forma indiscriminada, durante a estratégia. 

“Nós estamos chamando pessoas até 59 anos para se vacinar contra o sarampo, para a gente ter garantia do bloqueio, não deixar acontecer no Brasil o que está acontecendo nos Estados Unidos hoje, e nem o que aconteceu em São Paulo em 2019, que chegou a 20 mil casos de sarampo. A campanha vai até o dia 1º de setembro. O Ministério da Saúde distribuiu quase 180 milhões de doses de vacinas para crianças e adolescentes em todo o país”, informou o ministro. 

A medida foi adotada após o registro de casos de sarampo relacionados à importação do vírus e busca elevar a cobertura vacinal, ampliar a proteção da população e reduzir o risco de transmissão. 

A vacina utilizada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Para crianças de 6 a 11 meses, a chamada dose zero é uma dose adicional e não substitui as doses de rotina, que devem ser aplicadas aos 12 e aos 15 meses. A necessidade de vacinação das demais faixas etárias será verificada pelos profissionais de saúde de acordo com a idade e o histórico vacinal. 

A atualização da caderneta durante a campanha também permite identificar e corrigir eventuais atrasos na vacinação contra outras doenças previstas no Calendário Nacional. 

Abastecimento 

Para a Campanha de Multivacinação, o Ministério da Saúde distribuiu 1,5 milhões de doses aos estados. Em 2026, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 177 milhões de doses de vacinas aos estados e ao Distrito Federal para garantir o abastecimento da rede e apoiar as estratégias de vacinação. 

Na estratégia de intensificação contra o sarampo, mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral já foram distribuídas em 2026 aos estados e municípios. Desse total, cerca de 2,9 milhões já foram aplicadas no país. 

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Em São Paulo, 3,2 milhões de doses da vacina tríplice viral foram destinadas ao reforço do abastecimento, garantindo a continuidade da vacinação contra o sarampo.  

Até o momento, foram aplicadas mais de 94,8 milhões de doses das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Em 2025, foram administradas 170,8 milhões de doses em todo o país. 

Durante a Campanha de Multivacinação de 2025, foram aplicadas mais de 7,5 milhões de doses em todo o país, sendo cerca de 1 milhão durante o Dia D. 

Novo reforço contra a poliomielite 

Desde 3 de agosto de 2026, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade. 

A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado pelo Brasil desde 2024 e reforça a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente. 

O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas e mantém a vacinação como principal medida para evitar a reintrodução do poliovírus. Por isso, é fundamental que as crianças recebam todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. 

Melhora na vacinação infantil 

Dados divulgados em 14 de julho pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontam melhora na vacinação infantil no Brasil. O número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina Penta (DTP/Hib/HepB) caiu de 360 mil, em 2023, para 50 mil, em 2025, redução de cerca de 90%. 

De acordo com as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças zero-dose no Brasil caiu de 360 mil, em 2023, para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025. O resultado representa redução de aproximadamente 86% em relação ao ano anterior e de quase 90% na comparação com 2023. 

Segundo as estimativas, o Brasil vem melhorando a cobertura vacinal e reduzindo o número de crianças zero-dose. O resultado reforça a importância da manutenção de altas coberturas e da busca ativa para garantir que crianças e adolescentes estejam protegidos com todas as vacinas previstas no Calendário Nacional. 

João Vitor Moura 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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