Saúde

Ministério da Saúde participa de debates sobre emergência em saúde e formação profissional

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A agenda do Ministério da Saúde nesta segunda-feira (01), no Abrascão, foi diversificada. Durante a mesa redonda “Governança global em transe: conflito, cooperação e as demandas da saúde”, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, ressaltou a pertinência do tema diante do aumento global das emergências em saúde. “Essa discussão é extremamente oportuna, tanto por acontecer no 14º Congresso de Saúde Coletiva quanto pelo momento que estamos vivendo. As emergências em saúde têm aumentado em escala no mundo, e isso impacta diretamente a forma como os sistemas precisam se organizar e responder”, afirmou. Entre os assuntos abordados, destacaram-se os desafios impostos por conflitos globais, deslocamentos populacionais, interrupção de cadeias de suprimentos e a necessidade de fortalecer mecanismos multilaterais.

Já a mesa “Universalidade e Equidade do Cuidado: Caminhos do Mais Médicos e do Agora Tem Especialistas no SUS”, trouxe para o centro do debate as ações que integram o provimento, formação e ampliação do acesso à saúde tanto na atenção primária quanto ao atendimento especializado em todo o Brasil. Na oportunidade, o Ministério da Saúde destacou a expansão de vagas de graduação e residência alinhadas às necessidades reais do SUS, a regulação da formação médica orientada à interiorização e o fortalecimento da integração ensino–serviço como eixo estratégico para qualificar e fixar profissionais em territórios vulnerabilizados. No âmbito da Atenção Primária, o Mais Médicos soma atualmente 26.883 profissionais ativos em todo o país. A atuação do programa abrange territórios urbanos, rurais, ribeirinhos, aldeias indígenas e periferias metropolitanas, contribuindo para reduzir vazios assistenciais históricos.

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Para garantir a continuidade do cuidado e ampliar o acesso a consultas, exames e procedimentos especializados, o Ministério da Saúde lançou o Agora Tem Especialistas, que prioriza regiões de maior vulnerabilidade e articula provimento, formação e redes regionais de atenção à saúde. No primeiro ciclo do Mais Médicos Especialistas, 322 médicos especialistas foram distribuídos em áreas de difícil provimento, fortalecendo a resposta a condições crônicas e ampliando a resolutividade dos serviços. E está finalizando a segunda chamada de profissionais com possibilidade de aumentar em mais de 250 médicos especialistas.

Educação em Saúde

O estande do Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde) durante Abrascão tornou-se ponto de encontro para profissionais, pesquisadores e gestores durante o lançamento de duas importantes publicações: “Estratégias para o Fortalecimento da Educação e do Trabalho Interprofissional” e “Cartografias de Si: caminhos e trajetórias dos egressos do ProfSaúde”.

Os livros ressaltam a potência das experiências desenvolvidas nos territórios e evidenciam como a atuação na Atenção Primária à Saúde contribui para o aprimoramento das políticas públicas no país. Para o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe

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Proenço, “as análises críticas produzidas a partir dos territórios, como as desenvolvidas pelo Pró-Saúde, ajudam a revelar dificuldades reais do sistema e apontar caminhos para aprimorar as políticas. Em 2023 retomamos o financiamento para equipes multiprofissionais na Atenção Primária, o que gerou grande adesão dos municípios e reforça a importância dessa rede de ensino e serviço. Valorizamos profundamente o trabalho que as instituições de ensino têm realizado, porque ele fortalece nosso principal objetivo: cuidar bem do povo brasileiro”.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Encontro Nacional de Parteiras fortalece saberes ancestrais e avança na construção da primeira linha de cuidado à saúde da mulher indígena

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Após três dias de diálogos, trocas de experiências e valorização dos saberes ancestrais, o 1º Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas foi encerrado com a construção coletiva de propostas que irão subsidiar a elaboração de dois guias orientadores voltados ao fortalecimento das práticas tradicionais de cuidado e à qualificação da atenção à saúde indígena. Promovido pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento reuniu em Porto Velho (RO), de 9 a 11 de junho, representantes indígenas de diversas regiões do país, profissionais de saúde e instituições parceiras.

Para a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, o encontro alcançou seu principal objetivo ao promover a escuta qualificada das parteiras e dos parteiros indígenas e fortalecer a participação desses detentores de saberes na construção das políticas públicas. “Foi um momento de compartilhamento de saberes ancestrais trazidos do chão da aldeia. Esse é mais um compromisso do governo brasileiro, reafirmando a escuta das detentoras e dos detentores de conhecimentos e saberes ancestrais”, destacou.

Entre os principais encaminhamentos do encontro estão a construção das bases para o Guia de Parteira para Parteira, voltado ao compartilhamento de boas práticas, rituais e orientações sobre o uso de kits de cuidado, e para o Guia destinado aos profissionais de saúde, que buscará apoiar as equipes na articulação entre os saberes tradicionais indígenas e a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.

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Os documentos servirão como instrumentos de valorização dos conhecimentos ancestrais e de orientação para o trabalho desenvolvido pelas equipes de saúde nos territórios. A iniciativa também representa um passo importante para a construção da primeira linha de cuidado à saúde da mulher indígena elaborada coletivamente com os povos indígenas.

A iniciativa responde às demandas apresentadas pelos povos indígenas e reafirma o compromisso do Ministério da Saúde com o reconhecimento e a valorização dos conhecimentos tradicionais de cuidado, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).

O encontro contou com a participação de representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Ao longo da programação, os participantes debateram temas relacionados à gestação, ao parto, ao puerpério, ao uso de ervas medicinais e aos cuidados com adolescentes desde a primeira menstruação, além de estratégias para fortalecer o diálogo intercultural na atenção à saúde indígena.

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Para o pesquisador do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e doutor em História das Ciências, Júlio César Schweickardt, a metodologia participativa adotada durante o encontro foi fundamental para garantir resultados concretos. “Finalizamos esse evento belíssimo e, além da escuta, conseguimos construir estratégias e propostas que subsidiarão a elaboração desses dois guias, que serão fundamentais para a valorização das parteiras e parteiros indígenas”, afirmou.

A parteira Walda Wajuru, do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Porto Velho, destacou o sentimento de esperança deixado pelo encontro. “É um momento emocionante e de muita esperança, em que conseguimos visualizar um futuro de valorização de todas as parteiras e parteiros indígenas”, comemorou.

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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