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Ministério de Portos e Aeroportos envia à Antaq projeto de concessão inédita que integra canais de acesso e hidrovias no RS

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Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) encaminhou à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) o projeto de concessão do Sistema Aquaviário Integrado dos portos do Rio Grande do Sul e da Lagoa Mirim, marcando a primeira proposta de leilão que reúne, em um único modelo, canais de acesso portuário e trechos hidroviários. O empreendimento prevê R$ 134 milhões em investimentos diretos.

Na última semana, o MPor aprovou o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e solicitou à Antaq a abertura de consulta e audiência públicas. Esta etapa promove a participação da sociedade civil por meio do envio de sugestões/contribuições e antecede a análise do Tribunal de Contas da União (TCU) e o lançamento do edital.

O projeto abrange as infraestruturas de acesso aquaviário aos Portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, incluindo áreas de fundeio, bacias de evolução e berços de atracação. Também contempla trechos estratégicos da hidrovia da Lagoa dos Patos, Lago Guaíba e dos rios Jacuí, Caí, dos Sinos e Gravataí, atualmente sob gestão da Autoridade Portuária dos Portos do Rio Grande do Sul (Portos RS).

A concessão tem como objetivo assegurar previsibilidade e investimentos contínuos na manutenção dos canais, elemento fundamental para a segurança da navegação e para a competitividade dos portos da região. O modelo permitirá a realização de dragagens regulares, garantindo a manutenção da profundidade operacional, reduzindo restrições de calado e ampliando a capacidade de atendimento a embarcações de maior porte.

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Segundo o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, esse projeto representa um avanço estruturante para o sistema aquaviário do Rio Grande do Sul. “Ao integrar, em um único modelo, canais de acesso e trechos hidroviários, garantimos previsibilidade, eficiência operacional e investimentos permanentes na manutenção da infraestrutura, assegurando melhores condições de navegação e maior competitividade aos portos da região”, afirma.

O secretário destaca ainda que a iniciativa dá continuidade à política pública iniciada com a concessão do canal de acesso de Paranaguá. “O leilão do canal de Paranaguá foi o primeiro passo dessa nova diretriz. A partir dessa experiência, consolidamos um modelo moderno e sustentável de gestão da infraestrutura aquaviária. Agora, damos continuidade a essa estratégia, ampliando a lógica para um sistema integrado, que fortalece a competitividade dos portos do Rio Grande do Sul e consolida um padrão nacional de gestão da infraestrutura aquaviária”, pontua.

Desempenho da Região Sul

Canal Rio Grande
Movimentação Região Sul

O projeto se insere em um contexto de crescimento da movimentação portuária na Região Sul. Em 2025, os portos organizados da região movimentaram 129,7 milhões de toneladas, alta de 9,38% em relação ao ano anterior.

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O granel sólido liderou a movimentação, com 77,6 milhões de toneladas, impulsionado pelo escoamento da produção agrícola. A carga conteinerizada somou 31,8 milhões de toneladas (+24,54%).

Entre os principais portos da região, Paranaguá (PR) registrou 66,4 milhões de toneladas, seguido por Rio Grande (RS), com 31,6 milhões, e São Francisco do Sul (SC), com 17,5 milhões. Imbituba (SC) e Itajaí (SC) somaram 11,5 milhões de toneladas, sendo 7,1 e 4,4 respectivamente.

Já as principais mercadorias movimentadas, os contêineres lideram, com 31,8 milhões de toneladas. Na sequência, destacam-se a soja, com 25,8 milhões de toneladas, e os adubos (fertilizantes), com 19,4 milhões. Milho e açúcar, juntos, somaram 16,1 milhões de toneladas movimentadas no período.

No comércio exterior, as exportações cresceram 9,73%, enquanto as importações avançaram 6,96%, reforçando a importância estratégica da infraestrutura portuária sulista para a logística nacional.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério do Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Nacional

Ministério dos Transportes vistoria obras da Fico e reforça expansão da malha ferroviária nacional

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O secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro acompanhou, nesta quinta-feira (25), o avanço das obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), em Goiás. Integrada à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), a ferrovia formará um dos principais corredores de exportação do Brasil, conectando regiões produtoras do Centro-Oeste aos portos e ampliando a competitividade logística do país.

Com 364 quilômetros de extensão, o trecho está em construção pela Vale como parte das contrapartidas da renovação antecipada da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). O modelo de investimento cruzado permite executar uma nova infraestrutura ferroviária estratégica com recursos privados, reforçando a parceria entre o poder público e a iniciativa privada na expansão da malha ferroviária nacional.

Ao sobrevoar as obras, Leonardo Ribeiro destacou o avanço do empreendimento e o papel da FICO na transformação da logística nacional.
“A FICO é muito mais do que uma ferrovia. Estamos falando de uma infraestrutura estratégica, que terá impacto direto no PIB brasileiro ao integrar a produção do Centro-Oeste à Ferrovia Norte-Sul e, futuramente, ao Corredor Leste-Oeste. Com o leilão desse corredor, o país ganhará uma nova alternativa logística para o escoamento da produção, reduzindo custos de transporte, aumentando a competitividade e fortalecendo o comércio exterior”, afirmou o secretário.

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Corredor Leste-Oeste

A Fico I integra um projeto ainda maior: o Corredor Ferroviário Leste-Oeste, que terá conexão com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e com a Ferrovia Norte-Sul, formando um dos mais importantes eixos ferroviários em desenvolvimento no Brasil.

Com extensão prevista de 1.708 quilômetros, o empreendimento atravessará Bahia, Goiás e Mato Grosso. A ferrovia atenderá importantes regiões produtoras do oeste baiano, do Mato Grosso e do Matopiba, criando uma nova alternativa logística para o escoamento da produção regional em direção ao Porto Sul, em Ilhéus.
Para o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, a FICO demonstra o potencial da atuação conjunta entre o poder público e a iniciativa privada para acelerar investimentos estruturantes.

“Em pouco tempo já é possível perceber o avanço das obras e a transformação que esse empreendimento representa para a infraestrutura brasileira. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério dos Transportes, a ANTT, a Infra S.A. e a iniciativa privada, que transformou uma política pública em uma obra capaz de gerar desenvolvimento, emprego e competitividade para o Brasil,” explicou Sampaio.

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Leilões ferroviários

O Corredor Leste-Oeste integra a carteira ferroviária estruturada pelo Ministério dos Transportes para os próximos anos. Em novembro de 2025, a pasta lançou a primeira Política Nacional de Outorgas Ferroviárias e apresentou a maior carteira ferroviária da história recente do país.

Ao todo, estão previstos oito leilões ferroviários, que somam mais de 9 mil quilômetros de extensão e têm potencial para atrair cerca de R$ 160 bilhões em investimentos, com projeção de movimentar até R$ 600 bilhões ao longo do ciclo de implantação e operação dos empreendimentos.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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