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Ministério lança ferramenta que ajuda produtores a exportar

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Em meio à crescente competitividade global, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o AgroInsight, um sistema digital que funciona como um mapa de negócios para quem atua no agronegócio e deseja exportar seus produtos.

O AgroInsight é um periódico técnico e estratégico, produzido pelos adidos agrícolas brasileiros que estão alocados em diversos países. Esses profissionais funcionam como representantes do Brasil nas questões agrícolas internacionais, identificando tendências, demandas específicas e eventuais barreiras que podem impactar a exportação de produtos agropecuários.

A grande novidade do programa é a criação de um banco de dados interativo, que reúne todas as oportunidades mapeadas pelos adidos no exterior. A ferramenta permite buscas personalizadas por produto, país ou tema, facilitando o acesso a informações relevantes tanto para pequenos produtores quanto para grandes empresas do setor.

Em vez de navegar por múltiplas fontes ou depender de contatos pontuais, o produtor rural agora pode consultar diretamente onde há demanda para seus produtos, quais países estão abertos a negociações e quais nichos de mercado estão em ascensão.

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Segundo o Mapa, todos os meses os relatórios trazem, no mínimo, duas oportunidades comerciais por país, abrangendo produtos de origem vegetal e animal em proporções equilibradas. Além disso, os documentos incluem análises de conjuntura, comportamento de mercado e até sugestões de estratégias para entrada em novos mercados.

A plataforma foi pensada com foco na simplicidade: os filtros são intuitivos, a navegação é fluida e as informações são apresentadas de forma clara e objetiva. Com isso, produtores com pouca familiaridade com ferramentas digitais também conseguem explorar o sistema sem dificuldade.

Como usar: Acesse o site do Ministério da Agricultura, entre na área do AgroInsight, digite o produto que vo quer exportar no campo de busca e veja os países com demanda identificada pelos adidos agrícolas, além de exigências e oportunidades de exportação.

Exemplo: Você produz cebolas e quer exportar porque o preço local está baixo ou sua produção é grande demais. Você entra no link do Mapa e vai descobrir que o Egito está importando cebolas de qualidade média, embaladas em sacos de 10 kg, com preferência por fornecedores da América Latina — uma chance real de negócio.

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Fonte: Pensar Agro

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Câmara aprova projeto que proíbe embargos rurais baseados apenas em imagens de satélite

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) o Projeto de Lei 2.564/2025, que proíbe a aplicação de embargos ambientais automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite. A medida, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), busca ampliar a segurança jurídica no campo e evitar punições antecipadas contra produtores rurais sem fiscalização presencial e direito à defesa.

O texto aprovado mantém a possibilidade de adoção de medidas cautelares em casos de suspeitas de irregularidades ambientais. Entretanto, determina que embargos e sanções não possam ser aplicados apenas com base em monitoramentos remotos, sem análise técnica complementar e sem oportunidade prévia de esclarecimento por parte do proprietário rural.

A proposta ganhou força após relatos de produtores que tiveram áreas embargadas e dificuldades de acesso ao crédito rural em razão de apontamentos feitos por sistemas de monitoramento por satélite, como o Prodes, utilizado no acompanhamento do desmatamento na Amazônia Legal.

Segundo a vice-presidente da FPA para a região Centro-Oeste, deputada Marussa Boldrin, o projeto busca assegurar o devido processo legal aos produtores.

“Estamos falando de produtores que amanhecem com suas propriedades embargadas apenas pelo apontamento do sistema remoto, muitas vezes sem fiscalização presencial, sem contraditório e sem qualquer oportunidade de defesa prévia”, afirmou a parlamentar.

Projeto busca evitar punições automáticas no campo

O autor da proposta e coordenador da Comissão de Endividamento Rural da FPA, deputado Lucio Mosquini, destacou que os sistemas de satélite identificam alterações na vegetação, mas não conseguem avaliar o contexto da ocorrência.

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De acordo com ele, há situações em que o produtor possui autorização legal para manejo, supressão vegetal ou renovação de culturas permanentes, mas ainda assim acaba sofrendo restrições automáticas.

“O satélite não sabe se existe licença ambiental, não sabe se houve queda de árvores por tempestade ou se há renovação de lavoura”, argumentou o parlamentar durante a discussão da matéria.

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, citou casos de produtores afetados por registros considerados equivocados em sistemas ambientais, incluindo áreas agrícolas comerciais interpretadas como desmatamento.

Segundo Lupion, situações como a renovação de pomares e lavouras perenes acabaram gerando insegurança para produtores que buscavam financiamento rural.

Fiscalização ambiental continua prevista

A bancada do agro reforçou que o projeto não elimina a fiscalização ambiental nem flexibiliza regras de proteção ambiental. O objetivo, segundo os parlamentares, é impedir que medidas cautelares sejam transformadas em punições automáticas antes da conclusão das apurações.

A deputada Marussa Boldrin afirmou que o texto preserva o combate a ilegalidades ambientais, mas estabelece critérios para evitar prejuízos indevidos à atividade produtiva.

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Pelo texto aprovado, os órgãos ambientais continuam podendo realizar fiscalizações, notificações e apurações de irregularidades. Contudo, os produtores deverão ter oportunidade de apresentar documentos, licenças e justificativas antes da imposição de embargos que possam comprometer operações financeiras, produção e comercialização.

Projeto segue para análise no Senado

Após aprovação na Câmara, o Projeto de Lei 2.564/2025 segue agora para análise do Senado Federal. Caso seja aprovado sem alterações pelos senadores, o texto seguirá para sanção presidencial.

A proposta tem mobilizado entidades do agronegócio e produtores rurais, que defendem maior segurança jurídica no uso de sistemas de monitoramento ambiental e criticam restrições automáticas aplicadas sem vistoria presencial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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