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Grupo técnico estabelece plano de ação para aprimoramentos do Inventário Nacional de Emissões

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O Grupo Técnico de Inventário, criado em setembro de 2024 com a missão de propor subsídios técnicos para o aprimoramento do Inventário Nacional de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa, realizou na última terça-feira (19/8) uma oficina intersetorial, em Brasília. O objetivo foi apresentar e debater os itens prioritários para aperfeiçoamento da versão final do documento. O encontro foi coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Nos quatro encontros anteriores foram recolhidos subsídios para os cinco setores do Inventário: agropecuária; uso da terra, mudança do uso da terra e florestas (LULUCF, na sigla em inglês); energia; processos industriais e uso de produtos (IPPU, na sigla em inglês); e resíduos.

O Inventário é a fonte oficial de emissões de gases de efeito estufa (GEE) do país e apoia a tomada de decisão sobre políticas de redução na medida em que identifica as atividades mais emissoras. A elaboração segue a metodologia do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC).

A partir de 2024, o Inventário Nacional passou a ser elaborado a cada dois anos. Respeitando o ciclo de elaboração dos Relatórios Bienais de Transparência, documento que é submetido à Convenção do Clima e passa por Revisão Técnica Internacional, conforme estabelece a Estrutura de Transparência Aprimorada do Acordo de Paris.

Os resultados do Inventário Nacional são disponibilizados periodicamente na plataforma Sirene. As informações de estimativas de emissões mais recentes disponíveis são de 2022. A próxima atualização deve ocorrer em 2026, com informações abrangendo a série histórica de 1990 a 2024.

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A diretora do Departamento de Políticas de Mitigação e Instrumentos de Implementação da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do MMA, Lidiane Rocha, afirmou na abertura do encontro que o Inventário é um instrumento fundamental para subsidiar tomadas de decisão em âmbito governamental. Também destacou o papel colegiado de construção do documento. “É uma garantia de mais acurácia, um dos pilares necessários à sua validação: quanto mais ciência, menor o risco de incertezas em relação a seus resultados”, afirmou.

O coordenador-geral de Ciência do Clima do MCTI, Márcio Rojas, destacou que o Inventário tem uma importância “absolutamente central” na política do clima e que o exercício de aprimorá-lo não é novo. “São 30 anos de aprimoramento, sempre respeitando os princípios da transparência, da acurácia, da consistência, da comparabilidade e da completude”, disse. Segundo Rojas, a qualificação permanente dos dados de emissão “é uma agenda do país”.

A partir de 2024, a elaboração do Inventário Nacional passou a observar as decisões e orientações das Modalidades, Procedimentos e Diretrizes (MPGs) para a estrutura de transparência do Acordo de Paris. A metodologia recomenda a adoção de boas práticas, como os processos de controle e de garantia de qualidade (QA/QC, na sigla em inglês), que orientam a preparação e divulgação de inventários, envolvendo verificações nos dados de atividade, parâmetros, fatores de emissão e cálculos.

O Inventário considera dados estatísticos oficiais de fontes confiáveis, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entre muitas outras.  

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Em dezembro de 2024, o Brasil submeteu à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) o Primeiro Relatório Bienal de Transparência (BTR1) acompanhado do Relatório de Inventário Nacional, que detalha os aspectos metodológicos do Inventário Nacional.

Visando o aprimoramento do Inventário, no primeiro semestre de 2025 o GT realizou quatro oficinas setoriais com o objetivo de mapear as lacunas existentes e identificar proposição de melhorias para os cinco setores do Inventário. Em abril deste ano, o Inventário Nacional passou, pela primeira vez, pelo processo de revisão internacional por especialistas habilitados pelo Secretariado da Convenção do Clima, com o objetivo de avaliar a consistência das informações apresentadas.

O processo de revisão, somado às contribuições identificadas nas reuniões do GT, resultou em diferentes propostas, que foram sintetizadas para cada setor do inventário. Ao longo da oficina, foi consolidado um plano de trabalho com priorização de itens que contribuirá para o aprimoramento do inventário nacional nos próximos ciclos de elaboração.

As contribuições dos membros do GT na identificação de lacunas e na proposição de melhorias ao Inventário irão subsidiar a construção de um relatório final, que marcará o encerramento das atividades do grupo.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Primeiro ano de ProPatinhas e SinPatinhas tem 1,3 milhão de cães e gatos registrados gratuitamente em 98,3% dos municípios

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O Governo do Brasil celebra, nesta sexta-feira (17/4), o primeiro ano do Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos (ProPatinhas) e do Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas). No período, 1.305.529 animais foram registrados gratuitamente na plataforma – 795.859 cães (61%) e 509.670 gatos (39%) –, que já está presente em 98,3% dos municípios brasileiros (5.475 de 5.569), integrando 1.044.385 tutores, entre pessoas físicas e jurídicas, além de quase mil organizações da sociedade civil e 2.697 médicos-veterinários. 

Lançadas no Palácio do Planalto (DF) em 17 de abril de 2025 com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as iniciativas consolidam uma política pública estruturante voltada à proteção e ao bem-estar animal no paísRepresentam uma mudança de paradigma na gestão ambiental brasileira ao integrar a proteção dos animais domésticos à biodiversidade, à saúde pública e à agenda de desenvolvimento sustentável.  

Criado para fortalecer a proteção e o manejo ético de cães e gatos, o ProPatinhas instituiu uma política nacional inédita e integrada voltada ao controle populacional, à redução do abandono e à promoção do bem-estar animal. Paralelamente, o SinPatinhas modernizou a gestão da fauna doméstica ao criar um sistema nacional e gratuito de cadastro que ajuda a localizar animais perdidos, combater maus-tratos e apoiar a formulação de políticas públicas.  

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Além do registro gratuito, o SinPatinhas permite a emissão do RG Animal e da carteira de saúde com validade nacional, identificação por QR Code, consulta por microchip e transferência eletrônica de responsabilidade. A ferramenta também possibilita a negativação de responsáveis por maus-tratos e o acompanhamento da destinação de recursos públicos, promovendo mais transparência e eficiência na gestão.  

Os estados com mais animais domésticos registrados no SinPatinhas são São Paulo (346.668), Rio de Janeiro (115.247), Paraná (106.898) e Minas Gerais (93.550).

Os nomes mais utilizados para cães são Mel (12.825), Luna (9.565), Amora (8.283), Nina (6.915) e Thor (6.422). Para gatos, são Nina (4.785), Mel (4.514), Luna (4.241), Lua (3.344) e Mia (3.209).

“Não se trata apenas de um cadastro. O SinPatinhas é uma ferramenta estruturante que organiza a política pública de proteção animal no Brasil, fortalece a guarda responsável e dá segurança jurídica às relações entre pessoas e animais. Ao integrar informação, transparência e rastreabilidade, o sistema enfrenta diretamente o abandono e os maus-tratos e permite, pela primeira vez, planejar e executar políticas com base em dados reais.”, explica a diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais do MMA, Vanessa Negrini.  

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Salto em castrações e investimentos   

O controle populacional ético, priorizado no Plano Plurianual Participativo (PPA), recebeu investimentos federais de R$ 236,9 milhões entre 2023 e 2026. O aporte viabilizou 252 parcerias e proporcionou a entrega de 675.855 castrações gratuitas em todo o país até o final de 2025, crescimento de 3.450% em relação ao período de 2021 a 2022, quando cerca de 19 mil procedimentos haviam sido realizados sem uma estratégia nacional estruturada. 

Instituído pelo Decreto nº 12.439/2025, o ProPatinhas organiza o controle populacional com base em princípios como senciência, saúde única, educação e participação social. O programa oferece apoio técnico e financeiro para que estados e municípios implementem ações como microchipagem, esterilização cirúrgica, registro e formação de gestores, ampliando a proteção de cães e gatos, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade. O SinPatinhas é uma das principais entregas no âmbito do ProPatinhas. 

Acesse aqui o site do SinPatinhas 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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